Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 198 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Adenosina na inflamação

subscreve algumas das suas ações farmacológicas independentemente do

antagonismo do receptor de adenosina. Postula-se que determinados

derivados de teofilina apresentem maior seletividade para os receptores de

adenosina que para a fosfodiesterase.

A ativação do receptor A 2B também promove liberação de mediadores

dos mastócitos, enquanto o papel do receptor A 3 ainda não foi

completamente elucidado. Um antagonista do receptor A 1 e A2B ou um

agonista do receptor A 2A poderiam, portanto, representar um avanço significativo nessa área terapêutica (Brown et al., 2008; Burnstock et al.,

2012).

 

ADENOSINA NA INFLAMAÇÃO

A adenosina também regula a resposta inflamatória em outros locais, e os

receptores A presentes em vários locais do olho (particularmente os

receptores A2A) foram identificados como alvos potenciais em doenças oculares (Guzman-Aranguez et al., 2014). Foi observado que os

antagonistas experimentais de A3 produzem um efeito benéfico em modelos experimentais de colite e podem ser úteis em outros distúrbios

inflamatórios, incluindo artrite reumatoide, psoríase e síndrome do olho

seco (Ochoa-Cortes et al., 2014). Curiosamente, a sulfassalazina e o

metotrexato, que são usados para tratar doenças inflamatórias intestinais

(ver Capítulo 31) e têm outras propriedades anti-inflamatórias, estimulam a

hidrólise de ATP e AMP por ectonucleotidases para produzir adenosina,

aumentando, assim, a sua concentração local efetiva.

 

ADENOSINA NO SNC