Rang e Dale: Farmacologia
Adenosina na inflamação
subscreve algumas das suas ações farmacológicas independentemente do
antagonismo do receptor de adenosina. Postula-se que determinados
derivados de teofilina apresentem maior seletividade para os receptores de
adenosina que para a fosfodiesterase.
A ativação do receptor A 2B também promove liberação de mediadores
dos mastócitos, enquanto o papel do receptor A 3 ainda não foi
completamente elucidado. Um antagonista do receptor A 1 e A2B ou um
agonista do receptor A 2A poderiam, portanto, representar um avanço significativo nessa área terapêutica (Brown et al., 2008; Burnstock et al.,
2012).
ADENOSINA NA INFLAMAÇÃO
A adenosina também regula a resposta inflamatória em outros locais, e os
receptores A presentes em vários locais do olho (particularmente os
receptores A2A) foram identificados como alvos potenciais em doenças oculares (Guzman-Aranguez et al., 2014). Foi observado que os
antagonistas experimentais de A3 produzem um efeito benéfico em modelos experimentais de colite e podem ser úteis em outros distúrbios
inflamatórios, incluindo artrite reumatoide, psoríase e síndrome do olho
seco (Ochoa-Cortes et al., 2014). Curiosamente, a sulfassalazina e o
metotrexato, que são usados para tratar doenças inflamatórias intestinais
(ver Capítulo 31) e têm outras propriedades anti-inflamatórias, estimulam a
hidrólise de ATP e AMP por ectonucleotidases para produzir adenosina,
aumentando, assim, a sua concentração local efetiva.
ADENOSINA NO SNC