Rang e Dale: Farmacologia
Receptores de dopamina
córtex frontal.
4. O sistema túbero-hipofisário (ou tuberofundibular) é um grupo de
neurônios curtos que se dirigem da parte ventral do hipotálamo para a
eminência mediana e para a hipófise, cujas secreções ele regula.
Há também neurônios dopaminérgicos em outras regiões do encéfalo e na
retina. Para uma descrição mais completa, ver Björklund e Dunnett (2007).
As funções desses sistemas são discutidas adiante.
RECEPTORES DE DOPAMINA
Inicialmente, dois tipos de receptores, D1 e D2, foram detectados em bases farmacológicas e bioquímicas. A clonagem do gene revelou outros
subgrupos, D 1 a D5. A família D1 original agora inclui D1 e D5, enquanto a
família D 2 consiste em D2, D3 e D4 (Tabela 40.1). Outras variantes de
replicações, levando a formas longas e curtas de D 2, e polimorfismos
genéticos, particularmente de D 4, foram identificados posteriormente.
▼ Todos pertencem aos receptores transmembranares acoplados à
proteína G descritos no Capítulo 3. Os receptores D1 e D5 ligam-se por
meio da Gs e estimulam a adenilato ciclase e ativam a proteinoquinase
A (PKA). A PKA atua como intermediário de muitos dos efeitos dos
receptores D1 e D5 mediante fosforilação de uma grande variedade de
proteínas, incluindo os canais de sódio, potássio e cálcio ativados por
voltagem, bem como os receptores GABA e os receptores ionotrópicos
de glutamato. Os receptores D2, D3 e D4 ligam-se por meio da Gi/Go e
ativam os canais de potássio, bem como inibem os canais de cálcio e a
adenilato ciclase e também podem alterar outras cascatas de segundos
mensageiros celulares (ver Capítulo 3). Quando o cAMP intracelular é
aumentado por ativação dos receptores D 1, ativando a PKA, a DARPP-
32 (uma fosfoproteína regulada por cAMP, também conhecida como