Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 283 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Doença vascular periférica

agentes inotrópicos positivos, inclusive a epinefrina e a dobutamina.

 

DOENÇA VASCULAR PERIFÉRICA

Quando o ateroma envolve artérias periféricas, o primeiro sintoma costuma

ser dor na panturilha ao caminhar (claudicação), seguida por dor em

repouso e, em casos graves, gangrena de pés ou pernas. Em pacientes com

doença vascular periférica, outros leitos vasculares (p. ex., coronário,

cerebral e renal) são também frequentemente afetados por doença

ateromatosa. O tratamento é principalmente mecânico (cirurgia aberta ou

procedimentos endovasculares para abrir a artéria estenosada), combinado

com fármacos que reduzem o risco de doença isquêmica cardíaca e AVE. O

tratamento medicamentoso inclui antiplaquetários (p. ex., ácido

acetilsalicílico, clopidogrel; ver Capítulo 25), uma estatina (p. ex.,

sinvastatina, ver Capítulo 24) e um IECA (p. ex., ramipril; ver p. 300).

 

DOENÇA DE RAYNAUD

A vasoconstrição inadequada de pequenas artérias e arteríolas dá origem ao

fenômeno de Raynaud (palidez dos dedos durante vasoconstrição, seguida

por cianose pela desoxigenação do sangue em estase e vermelhidão por

hiperemia reativa após o retorno do fluxo sanguíneo). Ele pode ser leve,

mas, se intenso, causa ulceração e gangrena dos dedos. Pode ocorrer

isoladamente (doença de Raynaud) ou associado a uma série de outras

doenças, incluindo várias das assim chamadas doenças do tecido conjuntivo

(p. ex., esclerose sistêmica, LES). O tratamento do fenômeno de Raynaud

depende do abandono do tabagismo (crucialmente) e de evitar o frio; os

antagonistas β-adrenérgicos estão contraindicados. Nos casos graves, os

vasodilatadores (p. ex., nifedipino; ver Capítulo 22) trazem certo benefício, e evidências de vários pequenos estudos sugerem que a sildenafila seja útil,