Rang e Dale: Farmacologia
Doença vascular periférica
agentes inotrópicos positivos, inclusive a epinefrina e a dobutamina.
DOENÇA VASCULAR PERIFÉRICA
Quando o ateroma envolve artérias periféricas, o primeiro sintoma costuma
ser dor na panturilha ao caminhar (claudicação), seguida por dor em
repouso e, em casos graves, gangrena de pés ou pernas. Em pacientes com
doença vascular periférica, outros leitos vasculares (p. ex., coronário,
cerebral e renal) são também frequentemente afetados por doença
ateromatosa. O tratamento é principalmente mecânico (cirurgia aberta ou
procedimentos endovasculares para abrir a artéria estenosada), combinado
com fármacos que reduzem o risco de doença isquêmica cardíaca e AVE. O
tratamento medicamentoso inclui antiplaquetários (p. ex., ácido
acetilsalicílico, clopidogrel; ver Capítulo 25), uma estatina (p. ex.,
sinvastatina, ver Capítulo 24) e um IECA (p. ex., ramipril; ver p. 300).
DOENÇA DE RAYNAUD
A vasoconstrição inadequada de pequenas artérias e arteríolas dá origem ao
fenômeno de Raynaud (palidez dos dedos durante vasoconstrição, seguida
por cianose pela desoxigenação do sangue em estase e vermelhidão por
hiperemia reativa após o retorno do fluxo sanguíneo). Ele pode ser leve,
mas, se intenso, causa ulceração e gangrena dos dedos. Pode ocorrer
isoladamente (doença de Raynaud) ou associado a uma série de outras
doenças, incluindo várias das assim chamadas doenças do tecido conjuntivo
(p. ex., esclerose sistêmica, LES). O tratamento do fenômeno de Raynaud
depende do abandono do tabagismo (crucialmente) e de evitar o frio; os
antagonistas β-adrenérgicos estão contraindicados. Nos casos graves, os
vasodilatadores (p. ex., nifedipino; ver Capítulo 22) trazem certo benefício, e evidências de vários pequenos estudos sugerem que a sildenafila seja útil,