Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 671 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Interação vírus-hospedeiro

herpes-zóster) que pode reincidir quando a replicação viral é reativada por

algum fator (ou quando o sistema imunológico está, de alguma forma,

comprometido). Outros retrovírus RNA (p. ex., vírus do sarcoma de Rous)

podem transformar células normais em células malignas (uma preocupação

séria com a utilização de vetores retrovirais na terapia gênica, ver Capítulo

5).

 

INTERAÇÃO VÍRUS-HOSPEDEIRO

 

DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS

A primeira linha de defesa do hospedeiro consiste na função simples de

barreira da pele intacta, por meio da qual a maioria dos vírus é incapaz de

penetrar. No entanto, a pele lesada (p. ex., nos locais de ferimentos ou de

picadas de inseto) e as membranas das mucosas são mais vulneráveis à

agressão dos vírus. Caso o vírus entre no corpo, então o hospedeiro utilizará

tanto a resposta imunológica inata quanto, subsequentemente, a resposta

imunológica adaptativa (ver Capítulo 7) para limitar a incursão. A célula

infectada apresenta complexos peptídicos virais junto com moléculas de

classe I do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) em sua

superfície. Esse complexo é reconhecido pelos linfócitos T, que, então,

destroem a célula infectada (Figura 53.2). Isso pode ser conseguido pela

liberação de proteínas líticas (como perforinas, granzimas) ou por meio do

acionamento da via apoptótica na célula infectada, pela ativação de seu

receptor Fas (“receptor da morte”, ver Capítulo 6). Este último pode

também ser indiretamente acionado, por meio da liberação de uma citocina,

como o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). As células natural killer

(NK) também irão reagir à ausência de moléculas MHC normais, matando a

célula. Essa estratégia é chamada “mamãe peru” (destruir tudo o que não