Rang e Dale: Farmacologia
Incretinas
relacionado com o gene da calcitonina (CGRP, ver Capítulo 19), e a
administração de elevadas doses intravenosas promove vasodilatação,
presumivelmente causada por uma ação sobre os receptores do CGRP.
A pranlintida, um análogo da amilina com três substituições de prolina que
reduzem a sua tendência para agregar em fibrilas insolúveis, está aprovada
nos EUA para tratar pacientes com diabetes tipo 1 e para os diabéticos do
tipo 2 que utilizem insulina no momento das refeições, mas que não
alcançaram um controle satisfatório da glicose. É injetada subcutaneamente
antes de cada refeição principal como um adjunto da insulina, reduzindo as
necessidades do hormônio. A pranlintida reduz a velocidade do
esvaziamento gástrico e a elevação pós-prandial do glucagon. Os efeitos
adversos incluem hipoglicemia e náuseas; por isso, está contraindicada em
pacientes com mobilidade gástrica reduzida (gastroparesia), uma
complicação da neuropatia autonômica diabética (Younk et al., 2011).
INCRETINAS
Na década de 1930, La Barre sugeriu que a secretina bruta continha dois
princípios ativos: a “excretina”, a qual estimulava o pâncreas exócrino, e a
“incretina”, a qual estimulava a liberação de insulina. Ele propôs também
que a incretina seria uma possível molécula para tratamento do diabetes. A
“excretina” não se tornou popular, talvez porque, pelo menos ao ouvido
anglo-saxão, o nome se assemelhe a outras funções corporais; todavia, o
termo “incretina” se tornou cada vez mais forte, e cerca de 80 anos após seu
surgimento, foram liberados para uso médico diversos fármacos que agem
com base nas incretinas (ver adiante). Foi comprovado que a ação das
incretinas se deve aos hormônios peptídicos liberados pelo intestino,
principalmente o GIP e o GLP-1. Ambos são membros da superfamília dos
peptídios semelhantes ao glucagon (ver Capítulo 19). O GIP é um peptídio que contém 42 aminoácidos e é armazenado e secretado pelas células K