Rang e Dale: Farmacologia
Terapias de estimulação cerebral
39) foi estimulado por registros de que a cetamina alivia rapidamente a
depressão. O objetivo é encontrar um fármaco sem os efeitos
psicotomiméticos indesejados da cetamina.
Fármacos que atuam nestes e em outros novos alvos são discutidos em
detalhes por Ionescu e Papakostas (2017).
TERAPIAS DE ESTIMULAÇÃO CEREBRAL
Um grande número de técnicas de estimulação do cérebro está agora sendo
utilizado ou desenvolvido para tratar a depressão. A estimulação pela luz
brilhante tem sido proposta como tratamento dos transtornos afetivos
sazonais. A técnica de estimulação cerebral mais estabelecida consiste em
eletroconvulsoterapia (ECT) e estimulação magnética transcraniana
repetitiva (TMS; do inglês, transcranial magnetic stimulation). Os
tratamentos de estimulação cerebral são comumente utilizados como auxílio
terapêutico de última escolha no caso de pacientes que não responderam ao
tratamento com fármacos antidepressivos.
A ECT envolve estimulação por meio de eletrodos colocados em cada
lado da cabeça, estando o paciente anestesiado superficialmente, paralisado
com bloqueador neuromuscular de ação curta (p. ex., suxametônio; ver
Capítulo 14) para evitar traumatismo físico, e ventilado artificialmente.
Ensaios controlados têm mostrado que a ECT é pelo menos tão eficaz
quanto os antidepressivos, variando as taxas de resposta entre 60 e 80%;
parece ser tratamento eficaz para depressão suicida grave, além de
apresentar a vantagem de produzir respostas rápidas. A principal
desvantagem da ECT é que costuma causar confusão e perda de memória
que duram dias ou semanas. A TMS administra estimulação elétrica sem
anestesia ou convulsão e não causa dano cognitivo, mas estudos comparativos sugerem que a sua eficácia antidepressiva é inferior à da ECT