Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 605 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Terapias de estimulação cerebral

39) foi estimulado por registros de que a cetamina alivia rapidamente a

depressão. O objetivo é encontrar um fármaco sem os efeitos

psicotomiméticos indesejados da cetamina.

Fármacos que atuam nestes e em outros novos alvos são discutidos em

detalhes por Ionescu e Papakostas (2017).

 

TERAPIAS DE ESTIMULAÇÃO CEREBRAL

Um grande número de técnicas de estimulação do cérebro está agora sendo

utilizado ou desenvolvido para tratar a depressão. A estimulação pela luz

brilhante tem sido proposta como tratamento dos transtornos afetivos

sazonais. A técnica de estimulação cerebral mais estabelecida consiste em

eletroconvulsoterapia (ECT) e estimulação magnética transcraniana

repetitiva (TMS; do inglês, transcranial magnetic stimulation). Os

tratamentos de estimulação cerebral são comumente utilizados como auxílio

terapêutico de última escolha no caso de pacientes que não responderam ao

tratamento com fármacos antidepressivos.

A ECT envolve estimulação por meio de eletrodos colocados em cada

lado da cabeça, estando o paciente anestesiado superficialmente, paralisado

com bloqueador neuromuscular de ação curta (p. ex., suxametônio; ver

Capítulo 14) para evitar traumatismo físico, e ventilado artificialmente.

Ensaios controlados têm mostrado que a ECT é pelo menos tão eficaz

quanto os antidepressivos, variando as taxas de resposta entre 60 e 80%;

parece ser tratamento eficaz para depressão suicida grave, além de

apresentar a vantagem de produzir respostas rápidas. A principal

desvantagem da ECT é que costuma causar confusão e perda de memória

que duram dias ou semanas. A TMS administra estimulação elétrica sem

anestesia ou convulsão e não causa dano cognitivo, mas estudos comparativos sugerem que a sua eficácia antidepressiva é inferior à da ECT