Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 711 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Gênese de uma célula cancerosa

• Invasividade

• Metástase.

 

GÊNESE DE UMA CÉLULA CANCEROSA

Uma célula normal torna-se cancerosa em decorrência de uma ou, mais

frequentemente, várias mutações em seu DNA, que pode ser herdada ou

adquirida, geralmente por meio da exposição a vírus ou substâncias

cancerígenas (p. ex., produtos que contêm tabaco, radiação ultravioleta,

amianto). Um bom exemplo é o câncer de mama: mulheres que herdam

uma única cópia defeituosa dos genes de supressão tumoral BRCA1 e

BRCA2 apresentam risco maior para o desenvolvimento do câncer de

mama. Entretanto, a carcinogênese é um processo complexo de múltiplos

estágios, envolvendo, em geral, mais de uma alteração genética, bem como

outros fatores epigenéticos (hormonais, cocarcinogênicos e efeitos de

promoção tumoral, ver adiante) que, por si sós, não levam ao câncer, mas

aumentam a probabilidade de que mutações genéticas terminem por

resultar nele. Tais mutações acumulam-se e levam à “instabilidade

genômica”, que é um pilar da carcinogênese.

Existem duas categorias principais de alterações genéticas importantes:

 

1. A ativação de proto-oncogenes a oncogenes. Proto-oncogenes são genes

que normalmente controlam divisão, apoptose e diferenciação celular

(ver Capítulo 6), mas que podem ser convertidos por vírus ou

carcinógenos em oncogenes, os quais induzem alterações malignas.

2. A inativação de genes de supressão tumoral. As células normais contêm

genes que suprimem alterações malignas – denominados genes de

supressão tumoral (antioncogenes) –, e mutações nesses genes estão

comumente associadas a vários cânceres diferentes. A perda de função