Rang e Dale: Farmacologia
Gênese de uma célula cancerosa
• Invasividade
• Metástase.
GÊNESE DE UMA CÉLULA CANCEROSA
Uma célula normal torna-se cancerosa em decorrência de uma ou, mais
frequentemente, várias mutações em seu DNA, que pode ser herdada ou
adquirida, geralmente por meio da exposição a vírus ou substâncias
cancerígenas (p. ex., produtos que contêm tabaco, radiação ultravioleta,
amianto). Um bom exemplo é o câncer de mama: mulheres que herdam
uma única cópia defeituosa dos genes de supressão tumoral BRCA1 e
BRCA2 apresentam risco maior para o desenvolvimento do câncer de
mama. Entretanto, a carcinogênese é um processo complexo de múltiplos
estágios, envolvendo, em geral, mais de uma alteração genética, bem como
outros fatores epigenéticos (hormonais, cocarcinogênicos e efeitos de
promoção tumoral, ver adiante) que, por si sós, não levam ao câncer, mas
aumentam a probabilidade de que mutações genéticas terminem por
resultar nele. Tais mutações acumulam-se e levam à “instabilidade
genômica”, que é um pilar da carcinogênese.
Existem duas categorias principais de alterações genéticas importantes:
1. A ativação de proto-oncogenes a oncogenes. Proto-oncogenes são genes
que normalmente controlam divisão, apoptose e diferenciação celular
(ver Capítulo 6), mas que podem ser convertidos por vírus ou
carcinógenos em oncogenes, os quais induzem alterações malignas.
2. A inativação de genes de supressão tumoral. As células normais contêm
genes que suprimem alterações malignas – denominados genes de
supressão tumoral (antioncogenes) –, e mutações nesses genes estão
comumente associadas a vários cânceres diferentes. A perda de função