Rang e Dale: Farmacologia
Enfoques farmacológicos do problema da obesidade
Obesidade
• A obesidade é um distúrbio multifatorial do balanço calórico, no qual a aquisição de
calorias, a longo prazo, excede o gasto de energia
• 2 2 Um indivíduo com índice de massa corporal (IMC) (peso/altura ) de 20 a 25 kg/m é
considerado como de peso corporal saudável; com IMC de 25 a 30 kg/m2, como com
sobrepeso; e com IMC > 30 kg/m2, como obeso
• A obesidade é um problema crescente nos países mais ricos; a incidência (atualmente de
aproximadamente 30% nos EUA e mais de 20% na Europa) está aumentando
• 2 O IMC > 30 kg/m aumenta signi cativamente o risco de diabetes melito tipo 2,
hipercolesterolemia, hipertensão, cardiopatia isquêmica, cálculos biliares e alguns
cânceres
• As causas da obesidade podem incluir:
– Fatores da dieta, sociais, nanceiros e culturais, além de exercícios
– Suscetibilidade genética
– De ciências em síntese e ação da leptina ou outros sinais provenientes de hormônios
intestinais
– Defeitos nos sistemas neuronais hipotalâmicos que respondem a qualquer um desses
sinais
– Defeitos nos sistemas que controlam os gastos de energia (p. ex., redução da
atividade simpática), diminuição dos gastos de energia metabólicos ou diminuição
da termogênese causada por redução de tônus mediada pelos receptores
adrenérgicos β3 e/ou disfunção de proteínas que desacoplam a fosforilação oxidativa.
ENFOQUES FARMACOLÓGICOS DO PROBLEMA DA OBESIDADE
As primeiras armas na luta contra a obesidade são dieta e exercício. No
entanto, infelizmente, elas costumam falhar ou mostrar pouca eficácia a
curto prazo, deixando apenas as técnicas cirúrgicas (como a colocação de
grampos ou derivação gástrica) ou a terapia medicamentosa como
alternativas viáveis. A cirurgia bariátrica (perda de peso) é muito mais
efetiva do que os fármacos atualmente licenciados, e acredita-se que
funcione, principalmente, não por limitar mecanicamente a capacidade
gástrica, mas sim pelos seus efeitos nas respostas hormonais do intestino à
alimentação, atuando, por exemplo, para produzir saciedade de maneira
mais precoce. Isso pode ser considerado como uma evidência indireta da
utilidade de medidas farmacológicas concebidas para interromper estes
mensageiros.
A tentativa de controlar o peso corporal com fármacos tem tido uma
história longa e, lamentavelmente, muito peculiar.8 No passado, foram
testados muitos tipos de agentes “anorexígenos” (supressores do apetite),
incluindo o agente de desacoplamento dinitrofenol (DNP), as anfetaminas
e seus derivados, como a dexfenfluramina e a fenfluramina. Contudo,
todos foram retirados do uso clínico por causa dos seus efeitos adversos. O
DNP, uma substância química industrial, é anunciado on-line como agente
de emagrecimento e “queimador de gorduras” para quem deseja emagrecer
e para fisioculturistas, mas causou mortes entre as pessoas que o usaram
com essas finalidades. Isso porque ele bloqueia a produção de ATP
mitocondrial, desviando o metabolismo energético para produzir calor em
vez de ATP e aumentando a taxa de metabolismo global, que pode causar
hipertermia fatal.9