Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 325 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Possíveis avanços futuros na terapia anti-inflamatória

ação; distúrbios GI são razoavelmente comuns; após aplicação tópica, pode

ocorrer dermatite alérgica.

 

POSSÍVEIS AVANÇOS FUTUROS NA TERAPIA ANTI-INFLAMATÓRIA

Sem dúvida, atualmente, a área mais excitante em desenvolvimento está

dentro dos biofármacos (ver Capítulo 5). O sucesso dos anti-TNF e de

outros agentes biológicos tem sido muito gratificante, sendo provável que

continue o desenvolvimento de anticorpos que neutralizem os agentes

inflamatórios ou que bloqueiem os principais receptores de leucócitos ou

moléculas de adesão. O principal problema com esse setor é o seu custo e a

ausência de biodisponibilidade oral. Isso coloca uma barreira grave nos

orçamentos de cuidados de saúde e, muitas vezes, os impede de ser

utilizados como terapia de primeira escolha. Espera-se encontrar maneiras

de reduzir o custo da produção e do desenvolvimento desses importantes

medicamentos.

Claramente, uma alternativa de baixo custo aos anticorpos

neutralizantes anti-TNF será bem-vinda. A enzima conversora de TNF

(TACE; do inglês, TNF converting enzyme; pelo menos duas formas) cliva

o TNF associado à membrana, liberando a forma solúvel ativa e, portanto,

constituindo um alvo atrativo. Uma série de possíveis pequenas moléculas

inibidoras dessa enzima é eficaz em modelos animais, mas não foi bem

transferida para a clínica (para revisão, ver Sharma et al., 2013), embora

ainda exista um otimismo geral sobre essa abordagem (ver, por exemplo,

Ouvry et al., 2017).

A desconcertante constatação de que todos os AINE (e coxibes) têm

efeitos colaterais cardiovasculares suscitou novas questões sobre o arsenal

terapêutico existente.10 O campo foi revisado por Atkinson et al. (2013).

Uma das poucas inovações reais no campo dos AINE foi o projeto e a

síntese de AINE derivados, isto é, AINE convencionais que contêm NO

para doar ou outros grupos “protetores” anexados. A capacidade desses

fármacos em liberar NO após a hidrólise no plasma e no líquido tecidual

reduz o risco de eventos ulcerogênicos, podendo aumentar a atividade anti-

inflamatória. Um desses fármacos (p. ex., o naproxinode, um derivado do

naproxeno liberador de NO) está sendo testado em ensaios clínicos. Em

linhas similares, um novo grupo de AINE que liberam H2S – outro mediador gasoso com propriedades protetoras – está sendo investigado

(Wallace et al., 2015), enquanto Kirby et al. (2016) propuseram que os sais

simples de arginato de AINE podem não ter os efeitos colaterais

cardiovasculares indesejados desses fármacos. A busca por um AINE

“seguro” continua.

 

REFERÊNCIAS E LEITURA COMPLEMENTAR

AINE e coxibes

Baigent, C.L., Blackwell, L., Collins, R., et al., 2009. Aspirin in the primary and secondary

prevention of vascular disease: collaborative meta-analysis of individual participant data from

randomised trials. Lancet 373, 1849–1860. (Um estudo importante sobre o uso do ácido

acetilsalicílico para a prevenção de doença cardiovascular)

Baron, J.A., Sandler, R.S., Bresalier, R.S., et al., 2006. A randomized trial of rofecoxib for the

chemoprevention of colorectal adenomas. Gastroenterology 131, 1674–1682. (O aumento do

risco de eventos cardiovasculares observados durante este estudo levou, indiretamente, à

descoberta de que todos os AINE e coxibes aumentam a pressão arterial)

Chang, C.W., Horng, J.T., Hsu, C.C., Chen, J.M., 2016. Mean daily dosage of aspirin and the risk of

incident Alzheimer’s dementia in patients with type 2 diabetes mellitus: a nationwide

retrospective cohort study in Taiwan. J. Diabetes Res. 2016, 9027484.

Conaghan, P.G., 2012. A turbulent decade for NSAIDs: update on current concepts of classification,

epidemiology, comparative efficacy, and toxicity. Rheumatol. Int. 32, 1491–1502. (Excelente

atualização dos AINE, coxibes e toxicidade associada)

FitzGerald, G.A., Patrono, C., 2001. The coxibs, selective inhibitors of cyclooxygenase-2. N. Engl. J.

Med. 345, 433–442. (Excelente discussão sobre os inibidores seletivos da COX-2)

Flower, R.J., 2003. The development of COX-2 inhibitors. Nat. Rev. Drug Discov. 2, 179–191.

(Revisa os trabalhos que levaram ao desenvolvimento dos inibidores da COX-2; vários

diagramas úteis)

Fries, J.F., 1998. Quality-of-life considerations with respect to arthritis and nonsteroidal anti-

inflammatory drugs. Am. J. Med. 104, 14S–20S, discussion 21S–22S.

Grosser, T., Fries, S., FitzGerald, G.A., 2006. Biological basis for the cardiovascular consequences of

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influente mostrando que a prostaciclina – avaliada pelos seus metabólitos urinários – é reduzida

pelos inibidores da COX-2. Esse fato foi atribuído a uma diminuição na produção vascular, com

consequências óbvias para a saúde cardiovascular)

Henry, D., Lim, L.L., Garcia Rodriguez, L.A., et al., 1996. Variability in risk of gastrointestinal

complications with individual non-steroidal anti-inflammatory drugs: results of a collaborative

meta-analysis. BMJ 312, 1563–1566. (Análise substancial dos efeitos gastrintestinais dos AINE

não seletivos)

Kirkby, N.S., Reed, D.M., Edin, M.L., et al., 2015. Inherited human group IVA cytosolic

phospholipase A2 deficiency abolishes platelet, endothelial, and leucocyte eicosanoid generation.

FASEB J. 29, 4568–4578. (Os autores aproveitaram-se de uma mutação extremamente rara em

um ser humano para demonstrar que a maioria dos metabólitos da prostaciclina encontrados na

urina era proveniente do rim e não da vasculatura. Leia em conjunto com Grosser et al.,

anteriormente)

Kirkby, N.S., Tesfai, A., Ahmetaj-Shala, B., et al., 2016. Ibuprofen arginate retains eNOS substrate

activity and reverses endothelial dysfunction: implications for the COX-2/ADMA axis. FASEB J.

30, 4172–4179.

Luong, C., Miller, A., Barnett, J., et al., 1996. Flexibility of the NSAID binding site in the structure

of human cyclooxygenase-2. Nat. Struct. Biol. 3, 927–933. (Um trabalho de pesquisa importante

que detalha a estrutura cristalina da COX-2 e sua relevância para a ação dos AINE e coxibes.

Leitura essencial se você está realmente interessado no assunto)

Ouellet, M., Percival, M.D., 2001. Mechanism of acetaminophen inhibition of cyclooxygenase

isoforms. Arch. Biochem. Biophys. 387, 273–280. (Propõe uma solução para o mistério do

paracetamol)

Patrignani, P., Patrono, C., 2016. Aspirin and cancer. J. Am. Coll. Cardiol. 68, 967–976. (Excelente

revisão deste tópico interessante. Recomendada)

Prescott, L.F., 2000. Paracetamol, alcohol and the liver. Br. J. Clin. Pharmacol. 49, 291–301.

Ray, W.A., Varas-Lorenzo, C., Chung, C.P., et al., 2009. Cardiovascular risks of non-steroidal anti-

inflammatory drugs in patients after hospitalization for serious coronary heart disease. Circ.

Cardiovasc. Qual. Outcomes 2, 155–163. (Este artigo, juntamente com um editorial nas páginas

146-147 do mesmo volume, apresenta e comenta as descobertas dos estudos observacionais

sobre o risco cardiovascular de uma gama de coxibes e AINE)

Skjelbred, P., Løkken, P., Skoglund, L.A., 1984. Post-operative administration of acetaminophen to

reduce swelling and other inflammatory events. Curr. Ther. Res. 35, 377–385. (Um estudo que

mostra que o paracetamol pode ter propriedades anti-inflamatórias em algumas circunstâncias)

Waldstein, S.R., Wendell, C.R., Seliger, S.L., Ferrucci, L., Metter, E.J., Zonderman, A.B., 2010.

Nonsteroidal anti-inflammatory drugs, aspirin, and cognitive function in the Baltimore

longitudinal study of aging. J. Am. Geriatr. Soc. 58, 38–43.

Vane, J.R., 1971. Inhibition of prostaglandin synthesis as a mechanism of action for aspirin-like

drugs. Nat. New Biol. 231, 232–239. (O artigo definitivo, original, que propôs a inibição da

ciclo-oxigenase como mecanismo de ação dos fármacos semelhantes ao ácido acetilsalicílico)

Vane, J.R., Botting, R.M. (Eds.), 2001. Therapeutic Roles of Selective COX-2 Inhibitors. William

Harvey Press, London, p. 584. (Livro marcante, com múltiplos autores, que cobre todos os

aspectos dos mecanismos de ação, ações, efeitos adversos e papel clínico dos inibidores da COX-

2 em vários tecidos; excelente abrangência, porém agora um pouco desatualizado)

Wallace, J.L., 2000. How do NSAIDs cause ulcer disease? Baillière’s Best Pract. Res. Clin.

Gastroenterol. 14, 147–159. (Propõe uma ideia interessante em relação ao papel das duas

isoformas de COX na homeostasia gástrica)

Warner, T.D., Mitchell, J.A., 2004. Cyclooxygenases: new forms, new inhibitors, and lessons from

the clinic. FASEB J. 18, 790–804. (Excelente revisão sobre os inibidores de COX-1/2 e os

méritos relativos dos coxibes e o papel fisiológico da COX-2)

Warner, T.D., Mitchell, J.A., 2008. COX-2 selectivity alone does not define the cardiovascular risks

associated with non-steroidal anti-inflammatory drugs. Lancet 371, 270–273. (Artigo reflexivo

sobre o risco cardiovascular dos AINE)

Fármacos antirreumáticos

Alldred, A., Emery, P., 2001. Leflunomide: a novel DMARD for the treatment of rheumatoid

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Bondeson, J., 1997. The mechanisms of action of disease-modifying antirheumatic drugs: a review

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cytokines. Gen. Pharmacol. 29, 127–150. (Revisão detalhada, discutindo os possíveis

mecanismos de ação desses fármacos)

Borel, J.F., Baumann, G., Chapman, I., et al., 1996. In vivo pharmacological effects of ciclosporin

and some analogues. Adv. Pharmacol. 35, 115–246. (Borel teve papel fundamental no

desenvolvimento da ciclosporina)

Chan, E.S., Cronstein, B.N., 2010. Methotrexate – how does it really work? Nat. Rev. Rheumatol. 6,

175–178. (Uma investigação profunda das ações do ARMD provavelmente mais amplamente

empregue. Bons diagramas)

Chandrashekara, S., 2013. Pharmacokinetic consideration of synthetic DMARDs in rheumatoid

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Cutolo, M., 2002. Effects of DMARDs on IL-1Ra levels in rheumatoid arthritis: is there any

evidence? Clin. Exp. Rheumatol. 20 (5 Suppl. 27), S26–S31. (Revisa as ações dos ARMD sobre a

geração e a liberação do antagonista endógeno de IL-1. Uma visão interessante sobre o

mecanismo de ação desses fármacos)

Davis, J.M., 3rd, Matteson, E.L., 2012. My treatment approach to rheumatoid arthritis. Mayo Clin.

Proc. 87, 659–673. (Escrito do ponto de vista de um médico, esta revisão explica as últimas

orientações sobre a classificação de patótipos da artrite reumatoide, ajustando os diferentes

tipos de tratamento para atender o paciente)

Lodowska, J., Gruchlik, A., Wolny, D., Wawszczyk, J., Dzierzewicz, Z., Weglarz, L., 2015. The

Effect of sulfasalazine and 5-aminosalicylic acid on the secretion of interleukin 8 by human colon

myofibroblasts. Acta Pol. Pharm. 72, 917–921.

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clínica, apesar da introdução dos novos biofármacos)

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multicentre trial. Lancet 353, 259–260. (Fornece detalhes dos resultados de um ensaio clínico

que mostra a eficácia da leflunomida)

Agentes anticitocinas e outros biofármacos

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classes of TNF antagonists. Cytokine 45, 124–131. (Um artigo que detalha a significância das

ações neutralizantes desses fármacos sobre o TNF associado à membrana em contraposição à

neutralização do TNF solúvel)

Bongartz, T., Sutton, A.J., Sweeting, M.J., et al., 2006. Anti-TNF antibody therapy in rheumatoid

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autoexplicativo)

Carterton, N.L., 2000. Cytokines in rheumatoid arthritis: trials and tribulations. Mol. Med. Today 6,

315–323. (Boa revisão sobre os agentes moduladores da ação de TNF-α e IL-1; diagrama

simples e claro sobre a ação celular dessas citocinas, e resumos dos ensaios clínicos dos agentes

em forma tabular)

Choy, E.H.S., Panayi, G.S., 2001. Cytokine pathways and joint inflammation in rheumatoid arthritis.

N. Engl. J. Med. 344, 907–916. (Descrição clara da patogênese da artrite reumatoide, com

ênfase nas células e mediadores envolvidos no dano das articulações; excelentes diagramas

sobre a interação das células inflamatórias e do mecanismo de ação dos agentes anticitocinas)

Feldmann, M., 2002. Development of anti-TNF therapy for rheumatoid arthritis. Nat. Rev. Immunol.

2, 364–371. (Excelente revisão sobre o papel das citocinas na artrite reumatoide e os efeitos da

terapia anti-TNF, escrita por um dos pioneiros deste tipo de terapia)

Fiorino, G., Allez, M., Malesci, A., Danese, E., 2009. Review article: anti TNF-alpha induced

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(Trata desse raro e inesperado efeito adverso da terapia anti-TNF)

Jobanputra, P., Maggs, F., Deeming, A., et al., 2012. A randomised efficacy and discontinuation

study of etanercept versus adalimumab (RED SEA) for rheumatoid arthritis: a pragmatic,

unblinded, non-inferiority study of first TNF inhibitor use: outcomes over 2 years. BMJ Open 2,

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van der Kooij, S.M., le Cessie, S., Goekoop-Ruiterman, Y.P., et al., 2009. Clinical and radiological

efficacy of initial vs delayed treatment with infliximab plus methotrexate in patients with early

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Maini, R.N., 2005. The 2005 International Symposium on Advances in Targeted Therapies: what

have we learned in the 2000s and where are we going? Ann. Rheum. Dis. 64 (Suppl. 4), 106–108.

(Revisão atualizada sobre o papel das citocinas na patogênese da artrite reumatoide e os

resultados de ensaios clínicos com terapia anti-TNF e anti-IL-1, escrita por um dos pioneiros

desse tipo de terapia)

O’Dell, J.R., 1999. Anticytokine therapy – a new era in the treatment of rheumatoid arthritis. N.

Engl. J. Med. 340, 310–312. (Editorial com uma excelente cobertura sobre o papel do TNF-α na

artrite reumatoide; resume as diferenças entre o infliximabe e o etanercepte)

Anti-histamínicos

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humans. Clin. Allergy Immunol. 17, 101–139. (Um trabalho interessante que revisa vários

mecanismos alternativos por meio dos quais os anti-histamínicos podem regular a inflamação)

Leurs, R., Blandina, P., Tedford, C., Timmerm, N.H., 1998. Therapeutic potential of histamine H3

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antagonistas dos receptores H disponíveis e seus efeitos sobre vários modelos farmacológicos, e 3

discute as possíveis aplicações terapêuticas)

Simons, F.E.R., Simons, K.J., 1994. Drug therapy: the pharmacology and use of H-receptor-1

antagonist drugs. N. Engl. J. Med. 23, 1663–1670. (Um tanto desatualizado, mas contém um

eficiente tratamento do tópico do ponto de vista clínico)

Novas perspectivas

Atkinson, T.J., Fudin, J., Jahn, H.L., Kubotera, N., Rennick, A.L., Rhorer, M., 2013. What’s new in

NSAID pharmacotherapy: oral agents to injectables. Pain Med. 14 (Suppl. 1), S11–S17.

Moss, M.L., Sklair-Tavron, L., Nudelman, R., 2008. Drug insight: tumor necrosis factor-converting

enzyme as a pharmaceutical target for rheumatoid arthritis. Nat. Clin. Pract. Rheumatol. 4, 300–

309. (Revisão acessível sobre esse potencialmente importante novo conceito. Alguns bons

diagramas)

Ouvry, G., Berton, Y., Bhurruth-Alcor, Y., et al., 2017. Identification of novel TACE inhibitors

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Sharma, M., Mohapatra, J., Acharya, A., et al., 2013. Blockade of tumor necrosis factor-alpha

converting enzyme (TACE) enhances IL-1-beta and IFN-gamma via caspase-1 activation: a

probable cause for loss of efficacy of TACE inhibitors in humans? Eur. J. Pharmacol. 701, 106–

113. (Uma discussão das perspectivas e imprevistos dos inibidores do TNF de baixo peso

molecular)

Wallace, J.L., de Nucci, G., Sulaieva, O., 2015. Toward more GI-friendly anti-inflammatory

medications. Curr. Treat. Options Gastroenterol. 13, 377–385.

____________

1 Aqui utilizamos o termo AINE para incluir os coxibes, porém isso não é

uma convenção sempre seguida na literatura.

2 Com a provável exceção do paracetamol, que vem sendo utilizado

clinicamente para baixar a temperatura corporal durante procedimentos

cirúrgicos.

3 Uma condição terrível, na qual a pele destaca-se em tiras, como se tivesse

sido escaldada.

4 Assim chamado porque o fácil acesso aos AINE (frequentemente

combinados com outras substâncias, como a cafeína) em medicamentos de

venda livre tem induzido algumas pessoas ao consumo desses fármacos,

muitas vezes em quantidades prodigiosas, para todas as enfermidades

concebíveis. Os operários suíços fabricantes de relógios costumavam

partilhar analgésicos da mesma forma que se partilham doces ou cigarros.

5 Um singular efeito colateral do AINE diclofenaco veio à luz quando uma

equipe de cientistas investigou o curioso declínio na população de algumas

espécies de abutres no subcontinente indiano. O gado morto constitui uma

importante parte da dieta dessas aves, e alguns animais haviam sido tratados

com diclofenaco por motivos veterinários. Ficou patente que quantidades

residuais do fármaco nas carcaças são particularmente tóxicas para essa

espécie.

6 De fato, muitas pessoas não o consideram de todo como um “fármaco”.

Muitos estudos de agregação plaquetária humana foram arruinados, pois os

voluntários não declaravam o seu consumo de ácido acetilsalicílico.

7 O termo “artrite” refere-se simplesmente a distúrbios inflamatórios das

articulações. Clinicamente, são reconhecidos mais de 50 tipos distinguíveis.

Para o leigo, porém, a artrite geralmente denota osteoartrite ou artrite reumatoide. Estas são com frequência confundidas, embora sejam entidades

totalmente distintas.

8 Historicamente classificados como tal porque, de forma diferente dos

AINE, diminuíam a velocidade de hemossedimentação (VHS) – um

marcador de inflamação aguda ligado ao aumento do fibrinogênio

plasmático. Atualmente, outros reagentes de fase aguda, como a proteína C

reativa (PC-R), são em geral preferidos pelos reumatologistas como

marcadores bioquímicos da atividade da doença.

9 Como a margem terapêutica é muito pequena, os reumatologistas

costumam dizer que “os pacientes precisam correr antes de poder

caminhar”.

10 Isso não se aplica, certamente, ao ácido acetilsalicílico em baixas doses.

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