Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 729 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Tipos de reações adversas aos fármacos

As RAF clinicamente importantes são comuns, dispendiosas e, com

frequência, evitáveis (Pirmohamed et al., 2004).1 Qualquer órgão pode ser o

alvo principal, e vários sistemas orgânicos podem estar simultaneamente

envolvidos. Às vezes, o tempo de duração de um efeito adverso acompanha

a administração e a descontinuação do fármaco, mas, em outros casos, esse

efeito ocorre apenas com o uso prolongado (p. ex., osteoporose no decorrer

de terapia com doses elevadas de glicocorticoides [ver Capítulo 34], ou

discinesia tardia, durante o uso contínuo de antipsicóticos [ver Capítulo

47]). Alguns efeitos adversos ocorrem ao término do tratamento, em alguns

poucos dias (p. ex., taquicardia na interrupção brusca de um bloqueador de

receptor β-adrenérgico) ou após certo período, surgindo meses ou anos após

o término do tratamento, como, por exemplo, no caso de algumas

malignidades secundárias, após quimioterapia bem-sucedida. Em

consequência, evitar, reconhecer e responder à RAF são os aspectos mais

importantes e desafiadores na prática clínica. A avaliação do mal provocado

por reações adversas inesperadas ou raras após longos períodos de terapia é

especialmente problemática. Estimativas precisas do risco são raramente

obtidas nessas circunstâncias.

 

TIPOS DE REAÇÕES ADVERSAS AOS FÁRMACOS

Os efeitos nocivos dos fármacos podem ou não estar relacionados aos

respectivos mecanismos de ação conhecidos. De qualquer modo, as

variações individuais (ver Capítulo 12) representam importante fator na

determinação da resposta de um paciente específico e de sua suscetibilidade

ao dano. Aronson e Ferner (2003) sugeriram que as RAF fossem descritas

de acordo com a dose, o tempo de duração e a suscetibilidade (DoTS).

Fatores de suscetibilidade potenciais como a idade e as condições de

comorbidade são, portanto, explicitamente considerados.