Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 454 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Doenças ósseas

diferenciação dos osteoblastos. Grandes concentrações inibem a formação

óssea por impedirem a diferenciação e a atividade dos osteoblastos, e

podem estimular a ação dos osteoclastos – levando à osteoporose, que é

uma das características da síndrome de Cushing (ver Figura 34.7) e um

efeito adverso importante da administração de glicocorticoides (ver

Capítulo 34).

A tiroxina estimula a ação dos osteoclastos, reduzindo a densidade

óssea e liberando Ca2+. A osteoporose ocorre em associação à tirotoxicose, e

é importante não exceder a dosagem de tiroxina durante o tratamento do

hipotireoidismo (ver Capítulo 35).

 

DOENÇAS ÓSSEAS

A redução da massa óssea com distorção da microarquitetura é denominada

osteoporose; a redução do conteúdo mineral é denominada osteopenia. A

densitometria óssea (DEXA; do inglês, dual-energy X-ray absorptiometry)

e a tomografia computadorizada (TC) quantitativa são os métodos comuns

no diagnóstico da gravidade da osteoporose e no monitoramento do efeito

do tratamento (Riggs et al., 2012). O osso osteoporótico sofre fratura

facilmente após traumatismo mínimo. As causas mais comuns de

osteoporose são a deficiência de estrógeno na pós-menopausa e a

deterioração da homeostasia óssea relacionada com a idade. Estima-se que

50% das mulheres e 20% dos homens acima dos 50 anos de idade venham a

ter uma fratura devido a osteoporose. Com o aumento da expectativa média

de vida, a osteoporose alcançou proporções epidêmicas e é um problema

importante de saúde pública, afetando cerca de 75 milhões de pessoas nos

EUA, Japão e Europa. Outros fatores predisponentes incluem hormônios

catabólicos que favorecem a proteólise, tais como a administração excessiva de tiroxina ou glicocorticoides. Outras doenças ósseas evitáveis