Rang e Dale: Farmacologia
Doenças ósseas
diferenciação dos osteoblastos. Grandes concentrações inibem a formação
óssea por impedirem a diferenciação e a atividade dos osteoblastos, e
podem estimular a ação dos osteoclastos – levando à osteoporose, que é
uma das características da síndrome de Cushing (ver Figura 34.7) e um
efeito adverso importante da administração de glicocorticoides (ver
Capítulo 34).
A tiroxina estimula a ação dos osteoclastos, reduzindo a densidade
óssea e liberando Ca2+. A osteoporose ocorre em associação à tirotoxicose, e
é importante não exceder a dosagem de tiroxina durante o tratamento do
hipotireoidismo (ver Capítulo 35).
DOENÇAS ÓSSEAS
A redução da massa óssea com distorção da microarquitetura é denominada
osteoporose; a redução do conteúdo mineral é denominada osteopenia. A
densitometria óssea (DEXA; do inglês, dual-energy X-ray absorptiometry)
e a tomografia computadorizada (TC) quantitativa são os métodos comuns
no diagnóstico da gravidade da osteoporose e no monitoramento do efeito
do tratamento (Riggs et al., 2012). O osso osteoporótico sofre fratura
facilmente após traumatismo mínimo. As causas mais comuns de
osteoporose são a deficiência de estrógeno na pós-menopausa e a
deterioração da homeostasia óssea relacionada com a idade. Estima-se que
50% das mulheres e 20% dos homens acima dos 50 anos de idade venham a
ter uma fratura devido a osteoporose. Com o aumento da expectativa média
de vida, a osteoporose alcançou proporções epidêmicas e é um problema
importante de saúde pública, afetando cerca de 75 milhões de pessoas nos
EUA, Japão e Europa. Outros fatores predisponentes incluem hormônios
catabólicos que favorecem a proteólise, tais como a administração excessiva de tiroxina ou glicocorticoides. Outras doenças ósseas evitáveis