Rang e Dale: Farmacologia
Fator ativador de plaquetas
(2015).
FATOR ATIVADOR DE PLAQUETAS
O fator ativador de plaquetas (PAF), também denominado acéter de PAF e
AGEPC (acetil-glicerila-éter-fosforilcolina), é um lipídio biologicamente
ativo e que pode produzir efeitos em concentrações extremamente baixas
(inferiores a 1−10 mol/ ℓ) por meio do seu receptor PAF acoplado à proteína
G (Gq/G11; estimula a produção de cAMP). O nome, PAF, pode induzir ao erro, pois atua em muitas diferentes células-alvo e, em particular, acredita-
se ser um mediador importante na alergia, crônica ou aguda, e no fenômeno
inflamatório.
BIOSSÍNTESE
O PAF (ver Figura 18.2) é produzido pelas plaquetas em resposta à
trombina e por células inflamatórias ativadas. É sintetizado a partir de
fosfolipídios que têm no C1 um ácido graxo hexadecil ou octadecílico com
ligação éter, no C2 um ácido graxo insaturado como o ácido araquidônico
ligado ao éster e no C3 uma base de fosforilcolina. A ação da PLA2 remove o ácido araquidônico produzindo o liso-PAF, que é então acetilado por uma
acetiltransferase para produzir o PAF biologicamente ativo. A reação é
reversível e o PAF, por sua vez, pode ser inativado por uma acetil-hidrolase
que produz o liso-PAF pronto para reciclagem.
AÇÕES E PAPEL NA INFLAMAÇÃO
O PAF pode reproduzir muitos dos sinais e sintomas da inflamação.
Injetado localmente, produz vasodilatação (e, a seguir, eritema), aumento da
permeabilidade vascular e formação de edema. Doses maiores produzem hiperalgesia. Trata-se de um quimiotático potente para os neutrófilos e