Rang e Dale: Farmacologia
Mediadores relacionados
Usos clínicos de óxido nítrico em terapêutica
• Os doadores de NO (p. ex., nitroprussiato e nitrovasodilatadores orgânicos) já estão bem
estabelecidos (ver Capítulos 22 e 23)
• Os inibidores da fosfodiesterase tipo V (p. ex., sildena la, tadala la) potencializam a
ação do NO. Eles são usados no tratamento da disfunção erétil (ver Capítulo 36)
• Outras possíveis indicações estão sendo investigadas (p. ex., hipertensão pulmonar, estase
gástrica)
• O NO inalado é usado em cuidados intensivos de adultos e recém-nascidos com síndrome
de angústia respiratória
• Investiga-se a inibição da biossíntese do NO em distúrbios caracterizados por
superprodução de NO (p. ex., in amações e doenças neurodegenerativas).
Lamentavelmente, a NG-monometil-L-arginina (L-NMMA) aumenta a mortalidade em
uma dessas condições (sepse).
MEDIADORES RELACIONADOS
O NO, promovido de poluente a “molécula do ano”,6 foi associado, da
mesma forma improvável, com o monóxido de carbono (CO) – um gás de
escape potencialmente letal – e com o sulfeto de hidrogênio (H 2S), que também são formados em tecidos de mamíferos. Existem semelhanças
notáveis entre esses três gases, bem como alguns contrastes. Os três são
moléculas altamente difusíveis e lábeis, de modo que são rapidamente
eliminados pelo organismo: o NO como nitrito e nitrato na urina, bem como
na forma de NO no ar exalado (pp. 262-263); o CO no ar exalado; o H 2S
como tiossulfato, sulfito e sulfato na urina (Figura 21.7), e no ar exalado.
Os três reagem com a hemoglobina, e os três afetam a dinâmica energética
da célula por meio da ação no citocromo C oxidase. Todos têm efeitos vasodilatadores (embora a exposição crônica ao CO possa causar
vasoconstrição), e todos têm efeitos anti-inflamatórios e citoprotetores em
baixas concentrações, mas causam dano celular em concentrações elevadas.
Figura 21.7 Síntese, locais de ação e disposição do H S. É ilustrada a biossíntese 2 endógena a partir de aminoácidos que contêm enxofre (metionina, cisteína) por meio das ações das enzimas reguladas metionina cistationina-γ-liase (CSE) e cistationina β-sintase (CBS); doadores farmacológicos de H S (boxe de contorno vermelho) podem ser 2 administrados exogenamente. A maioria do H S é provavelmente excretada pelos rins 2 como sulfato (boxe amarelo). Algum é eliminado no ar exalado (boxe verde). Alguns alvos moleculares do H S estão indicados no boxe azul. (Adaptada com permissão de Ritter, 2
J.M., 2010. Human pharmacology of hydrogen sulfide: putative gaseous mediator. Br. J. Clin. Pharmacol. 69, 573-575.)
Monóxido de carbono
▼ O CO é sintetizado, juntamente com a biliverdina, por formas
induzíveis e/ou constitutivas da heme oxigenase, e foi implicado como
molécula de sinalização nos sistemas cardiovascular e nervoso central
(especialmente nas vias olfatórias) e no controle das funções
respiratória, gastrintestinal, endócrina e reprodutiva (Wu e Wang, 2005).
Há evidência de que a vasodilatação cerebral induzida por prostanoides
seja mediada pelo CO, e de que o CO interaja também com o NO na
modulação do tônus vascular cerebral (Letter et al., 2011). Não existem
ainda fármacos terapêuticos que atuem nessas vias, mas o CO (talvez
surpreendentemente para um gás associado a efeitos letais em ambiente
doméstico) tem efeitos potencialmente benéficos na sobrevivência
celular, e moléculas liberadoras de CO estão sob investigação
(Motterlini e Foresti, 2017).
Sulfeto de hidrogênio
▼ O H2S é conhecido por gerações de estudantes como a fonte do odor
de ovos podres, e a proposta de que este também seja um mediador
gasoso foi recebida com algum ceticismo. Sua toxicologia inclui ações
em enzimas como a monoamina oxidase e a anidrase carbônica, mas
trabalhos recentes demonstraram uma farmacologia diversa consistente
com funções de molécula sinalizadora, em condições fisiológicas.
O H2S endógeno é produzido a partir da L-cisteína, pela cistationina-γ-
liase (também conhecida como cistationase ou CSE) e cistationina β-
sintase (CBS). Ocorrem grandes quantidades de CBS no cérebro dos
mamíferos (especialmente no hipocampo e células de Purkinje
cerebelares), enquanto a atividade da CSE é maior no fígado, nos rins e
na camada média dos vasos sanguíneos. Essas enzimas são reguladas
pelos lipopolissacarídios e pelo fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), e
sua expressão está alterada na pancreatite e no diabetes. Os inibidores
farmacológicos da síntese do H2S são, ainda, apenas de modestas
potência e especificidade, e têm tido um uso limitado na elucidação do
seu papel fisiológico. Vários ensaios de H 2S em líquidos biológicos
sobrestimam grosseiramente as verdadeiras concentrações. A medição
da excreção de tiossulfato (ver Figura 21.7) pode representar uma
abordagem analítica melhor que o sulfeto plasmático para estimar a
renovação (turnover) total de H 2S; o sulfito e o sulfato (no qual o
tiossulfato é convertido) não são satisfatórios, uma vez que a sua
produção por outras fontes de enxofre mascara a contribuição do H2S.
Efeitos farmacológicos e potencial terapêutico. O H 2S tem potentes efeitos farmacológicos no sistema cardiovascular, incluindo a vasodilatação
secundária à ativação dos canais K ATP do músculo liso vascular (ver
Capítulo 4). Também atua no sistema nervoso e influencia a nocicepção,
modulando seletivamente os canais de Ca2+ tipo T dependentes de voltagem
(Elies et al., 2016). Também influencia processos inflamatórios. Para uma
revisão dos efeitos do H 2S nos canais iônicos e nos sistemas de transdução intracelular, ver Li et al., 2011. Os efeitos endócrinos incluem a inibição da
secreção de insulina estimulada por glicose; as ações nos canais K ATP podem
também ser importantes aqui (ver Capítulo 32). Um dos efeitos mais
notáveis do H2S é a indução de um estado de animação suspensa e hipotermia, primeiramente descrita em vermes nematódeos, mas depois
também em roedores. Subsequentemente, foi descrita uma vasta gama de
efeitos citotóxicos (concentração elevada) e citoprotetores (concentração
baixa), do H 2S de doadores de H2S, em uma grande variedade de tipos de células em muitos tecidos diferentes (revisado por Szabo, 2007). Tais
descobertas foram a base para estudos dos efeitos de doadores de H2S em modelos animais de doenças tão diversas como vasoconstrição pulmonar, doença isquêmica cardíaca, fibrose pulmonar e AVE. Os resultados têm sido
suficientemente encorajadores para servirem de base no estudo de doadores
de H 2S no homem. Vários derivados liberadores de sulfeto, com base em
naproxeno, diclofenaco (ver Capítulo 27) e mesalazina (ver Capítulo 31),
bem como o sulfeto de sódio inorgânico, estão sob investigação como
potenciais agentes terapêuticos. Novamente, um caso que merece atenção.
REFERÊNCIAS E LEITURA COMPLEMENTAR
Aspectos bioquímicos
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(Bioquímica do NO em um contexto biológico)
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armazenadora de óxido nítrico intravascular; cf. Singel e Stamler, 2005.)
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by protein kinase C. J. Biochem. 133, 773–781. (A proteinoquinase C inibe a atividade da NOS3
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também o editorial escrito por Gross S.S., pp. 577-578)
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distância)
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foram substancialmente aumentadas em modelos de infarto agudo do miocárdio e insuficiência
cardíaca em camundongos sem S-nitrosilação da β-cys93. Ver também comentário sobre o papel
cardioprotetor da hemoglobina S-nitrosilada de hemácias em Piantadosi C.A. pp. 4402-4403)
Aspectos fisiológicos
Coggins, M.P., Bloch, K.D., 2007. Nitric oxide in the pulmonary vasculature. Arterioscler. Thromb.
Vasc. Biol. 27, 1877–1885.
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medeia a vasodilatação hipóxica pelas hemácias)
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ligação de NO a citocromo c oxidase evoca eventos de sinalização intracelular)
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excitabilidade neuronal e força sináptica, agindo pré ou pós-sinapticamente)
Ghimire, K., et al., 2017. Nitric oxide: what’s new to NO? Am. J. Physiol. Cell Physiol. 312, C254–
C262. (Ampla discussão incluindo a remodelação da parede do vaso. “Em microvasos e
particularmente nos capilares, o NO, juntamente com os fatores de crescimento, é importante
para promover a formação de novos vasos, um processo denominado angiogênese”)
Kraehling, J.R., Sessa, W.C., 2017. Contemporary approaches to modulating the nitric oxide-cGMP
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sanguíneos e abordagens para melhorar a geração e biodisponibilidade do NO endotelial.
Também aborda as oportunidades terapêuticas que visam à ativação da GCs)
Nelson, R.J., Demas, G.E., Huang, P.L., et al., 1995. Behavioural abnormalities in male mice lacking
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– bem possível; ver a próxima referência)
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neuronal local derivada de NO regula o fluxo sanguíneo basal no leito vascular coronário
humano, enquanto a vasodilatação estimulada pela substância P é mediada por NOS3)
Straub, A.C., Lohman, A.W., Billaud, M., et al., 2012. Endothelial cell expression of haemoglobin α
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Vallance, P., Leiper, J., 2004. Cardiovascular biology of the asymmetric
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Vasc. Biol. 24, 1023–1030.
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endothelial nitric oxide. Circ. Res. 104, 1178–1183. (NO liberado endogenamente inibe a
citocromo c oxidase e pode modular o consumo de O pelo tecido e regular a distribuição de O 22
para os tecidos adjacentes)
Aspectos patológicos
Caplin, B., Leiper, J., 2012. Endogenous nitric oxide synthase inhibitors in the biology of disease:
markers, mediators, and regulators? Arterioscler. Thromb. Vasc. Biol. 32, 1343–1353. (Revisão
descrevendo bioquímica e fisiologia básicas das metilargininas endógenas, analisando o seu
papel na patogênese da doença e o potencial de regulação terapêutica dessas moléculas)
Ricciardolo, F.L.M., Sterk, P.J., Gaston, B., et al., 2004. Nitric oxide in health and disease of the
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Aspectos clínicos e terapêuticos
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eficaz nos pacientes com lesão pulmonar aguda, mas pode ser útil como uma medida a curto
prazo na hipoxia aguda com ou sem hipertensão pulmonar)
Lidder, S., Webb, A.J., 2013. Vascular effects of dietary nitrate (as found in green leafy vegetables
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cardiovascular disease. Nat. Rev. Drug Discov. 14, 623–641. (Discute novas vias para melhorar
a atividade da NO sintase; formas de amplificar a via nitrato-nitrito-NO; novas classes de
fármacos doadores de NO; fármacos que limitam o metabolismo do NO através de efeitos sobre
espécies reativas de oxigênio; e formas de modular fosfodiesterases a jusante e GCs, enfocando
doenças cardiovasculares)
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exalado; a liberação de NO por agonistas vasoativos pode ser medida online no ar exalado de
porcos e humanos)
Miller, M.R., Megson, I.L., 2007. Review – Recent developments in nitric oxide donor drugs. Br. J.
Pharmacol. 151, 305–321. (Explora alguns dos mais promissores avanços no desenvolvimento de
fármacos doadores de NO e os desafios associados com o NO como agente terapêutico)
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disease. Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 102, 2531–2536. (As células falciformes apresentam
deficiência de S-nitrosotiol nas membranas e sua capacidade de mediar a vasodilatação hipóxica
mostra-se prejudicada; a magnitude dessas deficiências correlaciona-se com a gravidade clínica
da doença)
Monóxido de carbono como possível mediador
Leffler, C.W., Parfenova, H., Jaggar, J.H., 2011. Carbon monoxide as an endogenous vascular
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Motterlini, R., Foresti, R., 2017. Biological signaling by carbon monoxide and carbon monoxide-
releasing molecules. Am. J. Physiol. Cell Physiol. 312, C302–C313.
Wu, L., Wang, R., 2005. Carbon monoxide: endogenous production, physiological functions and
pharmacological applications. Pharmacol. Rev. 57, 585–630.
Sulfeto de hidrogênio como possível mediador
Elies, J., Scragg, J.L., Boyle, J.P., 2016. Regulation of the T-type Ca 2+ channel Cav3.2 by hydrogen
sulfide: emerging controversies concerning the role of H S in nociception. J. Physiol. (Lond.) 2
594, 4119–4129. ( 2+ Evidência de que o H S modula os canais de Ca do tipo T ativados por baixa
2
voltagem e discrimina entre os diferentes subtipos de canais de Ca2+ tipo T, modulando
seletivamente o Cav3.2, enquanto Cav3.1 e Cav3.3 não são afetados)
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Toxicol. 51, 169–187. (H S inibe a citocromo c oxidase e reduz a produção de energia celular; 2
também ativa a K-ATP e os canais de receptor de potencial transitório (TRP), mas em geral inibe
canais de K + 2+ sensíveis a Ca (BKCa) de grande condutância, canais de cálcio do tipo T e M. O
H S pode inibir ou ativar a translocação nuclear NF-kappa B enquanto afeta a atividade de 2
numerosas quinases, incluindo a proteinoquinase p38 ativada por mitógeno (p38 MAPK),
quinase regulada por sinal extracelular (ERK) e Akt)
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Pharmacol. Toxicol. 32, 109–134.
Szabo, C., 2007. Hydrogen sulphide and its therapeutic potential. Nat. Rev. Drug Discov. 6, 917–935.
____________
1 As substâncias puras (NO, CO e H S) são gases em temperatura ambiente
2
e pressão atmosférica normal, e quando o NO puro é administrado
terapeuticamente (ver p. 265 e boxe clínico, p. 267) é na forma de um gás;
quando formados endogenamente, os gases são, é claro, dissolvidos nos
líquidos intra e extracelulares.
2 A NOS3 não é restrita ao endotélio. Está presente também nos miócitos
cardíacos, células mesangiais renais, osteoblastos e osteoclastos, epitélio
respiratório e em pequenas quantidades nas plaquetas, de modo que o termo
eNOS é, de certa forma, enganador.
3 É possível que parte do NO produzido em animais sadios em condições
basais seja produto da ação da NOS2, a exemplo da forma induzível da
ciclo-oxigenase, que é ativa em condições basais (ver Capítulo 18) – é
controverso se isso é assim porque há uma fração de NOS2 expressa
mesmo em ausência de qualquer patologia ou porque existe “patologia” em
mamíferos saudáveis (p. ex., em relação à microflora intestinal) suficiente
para induzi-la.
4 Como explicado no Capítulo 4, os agonistas β também agem diretamente
2
nas células da musculatura lisa, causando relaxamento via cAMP.
5 O ácido ascórbico libera o NO da SNAP, mas acelera a degradação do NO
em solução, o que poderia explicar essa divergência.
6 Pela Associação Americana para o Avanço da Ciência em 1992.
Capítulo 21
21.1 TEMA
O óxido nítrico (NO) foi identi cado como mediador de sinalização essencial em
vias cardiovasculares, neuronais e imunológicas.
Qual dos seguintes efeitos siológicos aumentaria o relaxamento do músculo
liso vascular mediado por NO?
A. Norepinefrina atuando sobre os vasos com endotélio intacto
B. Indutores da enzima óxido nítrico sintase (NOS)1
C. Níveis aumentados de L-arginina na presença de endotélio funcional
D. Aumento da ativação da calmodulina
E. Aumento da atividade da proteinoquinase C (PKC)
Resposta A A norepinefrina geralmente causa vasoconstrição e não estimula a
produção de NO.
Alternativa B incorreta: A enzima NOS1 é encontrada nos neurônios e, portanto, não afeta o tônus vascular.
Alternativa C incorreta: O substrato L-arginina está habitualmente presente em
excesso e, portanto, não constitui um fator limitante de velocidade na biossíntese de NO.
Alternativa D incorreta: Aumento da ativação da calmodulina.
A ligação do cálcio à calmodulina forma um complexo ativo, que provoca ativação das
enzimas NOS e geração do relaxante vascular, NO.
Alternativa E incorreta: A PKC fosforila a NOS no domínio de ligação da calmodulina,
diminuindo, assim, a sua sensibilidade à calmodulina.
Concluir questão
21.2 TEMA
Vários agentes farmacológicos têm sido utilizados no laboratório para
investigar os efeitos siológicos do NO.
Qual dos seguintes agentes é utilizado no laboratório para inibir as respostas
mediadas pelo NO?
A. Nitroprussiato
B. G N-monometil-L-arginina (L-NMMA)
C. Ativadores da dimetilarginina dimetilamino hidrolase (DDAH)
D. Sildena la
E. Dimetilarginina assimétrica (ADMA)
Resposta A O nitroprusssiato é um doador de NO direto.
Alternativa B incorreta: L-NMMA.
A L-NMMA é um análogo da arginina e um inibidor competitivo da NOS.
Alternativa C incorreta: A DDAH é uma enzima-chave envolvida no metabolismo do
inibidor endógeno ADMA. Assim, a ativação da enzima pode potencializar os efeitos do
NO.
Alternativa D incorreta: A sildena la é um inibidor da fosfodiesterase tipo V e
potencializa a ativação do cGMP mediada pelo NO.
Alternativa E incorreta: A ADMA é um inibidor endógeno da NOS e, em geral, não é
utilizada experimentalmente.
Concluir questão
21.3 TEMA
A desregulação da sinalização mediada pelo NO foi implicada em vários estados
patológicos.
Qual das seguintes condições pode ser potencializada pela produção excessiva
de NO?
A. Disfunção erétil
B. Trombose
C. Demência
D. Hipercolesterolemia
E. Eclâmpsia
Resposta A A disfunção erétil tem sido atribuída a uma redução da liberação endotelial
de NO.
Alternativa B incorreta: O NO inibe a agregação plaquetária, reduzindo, assim, a
formação de trombo.
Alternativa C incorreta: Demência.
Foi constatado que o aumento dos níveis de NO no sistema nervoso central é
neurotóxico, de modo que os inibidores da síntese de NO podem constituir agentes
neuroprotetores potenciais.
Alternativa D incorreta: Foi detectada redução na biossíntese e na liberação de NO
em pacientes com hipercolesterolemia.
Alternativa E incorreta: A incapacidade de aumentar a biossíntese de NO durante a
gravidez pode levar à eclâmpsia.
Concluir questão
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