Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 710 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Patogênese do câncer

frequência, inclui agentes hormonais e biológicos, tal como descrito adiante

e nos Capítulos 5 e 36) – e o valor relativo de cada uma dessas abordagens

depende da doença e de seu estágio de desenvolvimento. A terapia

farmacológica pode ser usada isoladamente ou como adjuvante de outras

formas de terapia.

Em comparação com a das doenças bacterianas, a quimioterapia do

câncer apresenta um problema conceitual difícil. Os microrganismos

diferem qualitativamente das células humanas (ver Capítulo 51), porém as

células cancerosas e as células normais são de tal modo semelhantes na

maioria dos aspectos que é mais difícil encontrar diferenças gerais,

exploráveis e bioquímicas entre elas. Fármacos citotóxicos convencionais

atuam em todas as células e contam com uma pequena margem de

seletividade para que sejam úteis como agentes anticancerígenos, mas o

âmbito de aplicação da terapia anticancerígena foi agora ampliado de forma

a incluir substâncias que afetem tanto a regulação hormonal do tumor em

crescimento quanto o controle do ciclo celular defeituoso, que é a base da

malignidade (ver Capítulo 6 e Weinberg et al., 1996; Croce, 2008).

Numerosos biofármacos, incluindo anticorpos monoclonais (ver Capítulo 5)

bem como outros novos imunomoduladores, transformaram o panorama

quimioterápico.

 

PATOGÊNESE DO CÂNCER

É importante considerar a biopatologia em maior detalhe para entender

como os fármacos anticâncer funcionam e podem ser melhorados no futuro.

As células cancerosas manifestam, em graus variados, quatro

características que as distinguem das células normais:

 

• Proliferação descontrolada • Desdiferenciação e perda de função