Rang e Dale: Farmacologia
Patogênese do câncer
frequência, inclui agentes hormonais e biológicos, tal como descrito adiante
e nos Capítulos 5 e 36) – e o valor relativo de cada uma dessas abordagens
depende da doença e de seu estágio de desenvolvimento. A terapia
farmacológica pode ser usada isoladamente ou como adjuvante de outras
formas de terapia.
Em comparação com a das doenças bacterianas, a quimioterapia do
câncer apresenta um problema conceitual difícil. Os microrganismos
diferem qualitativamente das células humanas (ver Capítulo 51), porém as
células cancerosas e as células normais são de tal modo semelhantes na
maioria dos aspectos que é mais difícil encontrar diferenças gerais,
exploráveis e bioquímicas entre elas. Fármacos citotóxicos convencionais
atuam em todas as células e contam com uma pequena margem de
seletividade para que sejam úteis como agentes anticancerígenos, mas o
âmbito de aplicação da terapia anticancerígena foi agora ampliado de forma
a incluir substâncias que afetem tanto a regulação hormonal do tumor em
crescimento quanto o controle do ciclo celular defeituoso, que é a base da
malignidade (ver Capítulo 6 e Weinberg et al., 1996; Croce, 2008).
Numerosos biofármacos, incluindo anticorpos monoclonais (ver Capítulo 5)
bem como outros novos imunomoduladores, transformaram o panorama
quimioterápico.
PATOGÊNESE DO CÂNCER
É importante considerar a biopatologia em maior detalhe para entender
como os fármacos anticâncer funcionam e podem ser melhorados no futuro.
As células cancerosas manifestam, em graus variados, quatro
características que as distinguem das células normais:
• Proliferação descontrolada • Desdiferenciação e perda de função