Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 731 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Efeitos adversos não relacionados com a ação farmacológica conhecida do medicamento

COX-2 pudessem prevenir câncer de intestino) é que se pôde confirmar,

sem sombra de dúvida, a ação pró-trombótica.

 

EFEITOS ADVERSOS NÃO RELACIONADOS COM A AÇÃO FARMACOLÓGICA CONHECIDA DO MEDICAMENTO

Efeitos adversos não relacionados com a principal ação farmacológica

podem ser previsíveis quando um fármaco é tomado em doses excessivas,

como, por exemplo, hepatotoxicidade provocada por paracetamol (ver

adiante), ou zumbido induzido por ácido acetilsalicílico, ou, então, quando

a suscetibilidade aumenta, como no caso de gravidez, ou por alteração

predisponente, tal como a deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase ou

uma mutação no DNA mitocondrial (ver Capítulo 12).

Reações imprevisíveis, não relacionadas com o efeito principal do

fármaco (às vezes designadas como reações idiossincráticas, ou tipo B, de

Bizarras, segundo a classificação de Rawlins e Thomson), com frequência

são iniciadas por um metabólito quimicamente reativo, e não pelo fármaco

original. Exemplos desse tipo de RAF, que muitas vezes são de natureza

imunológica, incluem dano hepático e renal induzido pelo fármaco,

supressão da medula óssea, carcinogênese e desenvolvimento fetal

deficiente. Os efeitos adversos imprevisíveis, raros, porém graves, foram

mencionados em capítulos anteriores, incluindo anemia aplásica associada

ao cloranfenicol e anafilaxia com uso de penicilina. Em geral, são graves –

caso contrário, não seriam reconhecidas –, e sua existência é importante

para se estabelecer a segurança dos fármacos. A natureza imprevisível

dessas reações significa que o ajuste do regime terapêutico recomendado (p.

ex., utilizando uma dose mais baixa) pode não as prevenir.