Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 313 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Anemia hemolítica

pulmonares e aumento do fígado ou do baço.

 

ANEMIA HEMOLÍTICA

A anemia associada ao aumento da destruição de eritrócitos pode decorrer

de causas genéticas (p. ex., doença falciforme, talassemia, hemoglobinúria

paroxística noturna) ou de uma variedade de causas não genéticas, como

autoimunidade, infecções ou reações adversas causadas por fármacos,

incluindo hemólise.

▼ A causa da anemia falciforme é uma mutação no gene que codifica

para a cadeia de betaglobina hemoglobina, resultando na substituição de

um único aminoácido. Quando desoxigenada, a hemoglobina anormal

(hemoglobina S) pode polimerizar-se, alterando as propriedades físicas

dos eritrócitos (que se deformam, assumindo uma forma de “foice”, daí

o nome) e danificando as membranas celulares. Isso pode bloquear a

microcirculação, causando crises dolorosas, e a hemólise pode causar a

redução da disponibilidade de óxido nítrico (ver Capítulo 21),

resultando em efeitos adversos cardiovasculares, observados quando a

depleção de NO pela hemoglobina extracelular provoca respostas

hipertensivas agudas que geralmente ocorrem durante hemólise massiva

(Schaer et al., 2013). A polimerização e a gravidade da doença são

marcadamente reduzidas quando outras formas de hemoglobina (A e F)

estão presentes.

A hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) é uma forma de anemia

hemolítica, rara e anteriormente intratável, causada pela expansão

clonal de células-tronco hematopoéticas com mutações somáticas que

impedem a formação de glicofosfatidilinositol (GPI), que ancora muitas

proteínas à superfície celular, deixando a célula suscetível à hemólise