Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos vasoconstritores
Os agonistas de receptores α 1-adrenérgicos e fármacos que liberam norepinefrina das terminações nervosas simpáticas ou inibem sua captura
(aminas simpatomiméticas) são discutidos no Capítulo 15. Também são
predominantemente vasoconstritores alguns eicosanoides (p. ex.,
tromboxano A2; ver Capítulos 18 e 25) e alguns peptídios, notadamente endotelina, angiotensina e ADH. A sumatriptana e os alcaloides do ergot,
atuando sobre certos receptores de 5-hidroxitriptamina (5HT2 e 5-HT1D),
também causam vasoconstrição (ver Capítulo 16).
Angiotensina II
O papel fisiológico do sistema renina-angiotensina foi descrito
anteriormente. A angiotensina II é aproximadamente 40 vezes mais potente
que a norepinefrina para elevar a pressão arterial. Assim como os agonistas
α1-adrenérgicos, causa constrição principalmente da vasculatura cutânea, esplâncnica e renal, com menos efeito sobre o fluxo sanguíneo para o
cérebro e a musculatura esquelética. Não tem usos clínicos de rotina,
embora tenha mostrado ser uma promessa no tratamento do choque
vasodilatador (Khanna et al., 2017), residindo sua principal importância
terapêutica no fato de que outros fármacos (p. ex., captopril e losartana;
ver pp. 300-301) afetam o sistema cardiovascular por redução de sua
produção ou ação.
Hormônio antidiurético
O ADH (também conhecido como vasopressina) é um hormônio peptídico
da neuro-hipófise (ver Capítulo 34). É fisiologicamente importante por sua
ação antidiurética sobre os rins (ver Capítulo 30), mas também é um
vasoconstritor potente. Seus efeitos são iniciados por dois receptores distintos (V 1 e V2). A retenção de água é mediada pelos receptores V2, ocorre em baixas concentrações plasmáticas de ADH e envolve ativação da