Rang e Dale: Farmacologia
Terapias combinadas
ativação metabólica para manifestar sua atividade antitumoral. Se isso
não acontecer, talvez os agentes não continuem mostrando-se eficazes.
Alguns exemplos incluem a conversão da fluoruracila em FdUMP, a
fosforilação da citarabina e a conversão da mercaptopurina em um
nucleotídio fraudulento
• Aumento na inativação (p. ex., citarabina e mercaptopurina)
• Maior concentração da enzima-alvo (metotrexato)
• Menor demanda por substrato (crisantaspase)
• Maior utilização de vias metabólicas alternativas (antime-tabólitos)
• Rápido reparo de lesões do DNA induzidas pelo fármaco (agentes
alquilantes)
• Atividade alterada do alvo, como, por exemplo, topoisomerase II
modificada (doxorrubicina)
• Mutações em diversos genes, causando o surgimento de moléculas-alvo
resistentes. Por exemplo, o gene p53, mutação C481S no gene BTK,
que se desenvolve na resistência ao ibrutinibe, e a superexpressão da
família de genes Bcl-2 (vários fármacos citotóxicos).
TERAPIAS COMBINADAS
O tratamento que envolve combinações de agentes anticâncer aumenta a
citotoxicidade para as células cancerosas, sem elevar, necessariamente, a
toxicidade geral. Por exemplo, o metotrexato, com toxicidade
principalmente mielossupressora, pode ser usado em um esquema
combinado com a vincristina, que tem, como perfil principal, a
neurotoxicidade. Os poucos fármacos que apresentam baixa
mielotoxicidade, como a cisplatina e a bleomicina, são bons candidatos a
esquemas combinados. O tratamento que envolve combinações de fármacos também reduz a possibilidade de se desenvolver resistência a agentes