Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 725 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Terapias combinadas

ativação metabólica para manifestar sua atividade antitumoral. Se isso

não acontecer, talvez os agentes não continuem mostrando-se eficazes.

Alguns exemplos incluem a conversão da fluoruracila em FdUMP, a

fosforilação da citarabina e a conversão da mercaptopurina em um

nucleotídio fraudulento

• Aumento na inativação (p. ex., citarabina e mercaptopurina)

• Maior concentração da enzima-alvo (metotrexato)

• Menor demanda por substrato (crisantaspase)

• Maior utilização de vias metabólicas alternativas (antime-tabólitos)

• Rápido reparo de lesões do DNA induzidas pelo fármaco (agentes

alquilantes)

• Atividade alterada do alvo, como, por exemplo, topoisomerase II

modificada (doxorrubicina)

• Mutações em diversos genes, causando o surgimento de moléculas-alvo

resistentes. Por exemplo, o gene p53, mutação C481S no gene BTK,

que se desenvolve na resistência ao ibrutinibe, e a superexpressão da

família de genes Bcl-2 (vários fármacos citotóxicos).

 

TERAPIAS COMBINADAS

O tratamento que envolve combinações de agentes anticâncer aumenta a

citotoxicidade para as células cancerosas, sem elevar, necessariamente, a

toxicidade geral. Por exemplo, o metotrexato, com toxicidade

principalmente mielossupressora, pode ser usado em um esquema

combinado com a vincristina, que tem, como perfil principal, a

neurotoxicidade. Os poucos fármacos que apresentam baixa

mielotoxicidade, como a cisplatina e a bleomicina, são bons candidatos a

esquemas combinados. O tratamento que envolve combinações de fármacos também reduz a possibilidade de se desenvolver resistência a agentes