Rang e Dale: Farmacologia
Administração retal
via sublingual (ver Capítulos 22 e 43, respectivamente). A administração
bucal de midazolam é tão eficaz e segura quanto a administração
intravenosa ou retal de diazepam em cessar o estado inicial de mal
epiléptico (ver Capítulo 46) em crianças (Brigo et al., 2015). Desse modo, é
possível reduzir o tempo entre a chegada ao serviço de urgência e a
administração do fármaco para a cessação das convulsões, sendo ainda mais
fácil a administração do fármaco. Os fármacos absorvidos na boca passam
diretamente para a circulação sistêmica sem entrar no sistema porta,
escapando, assim, do metabolismo de primeira passagem pelas enzimas da
parede do intestino e do fígado.
ADMINISTRAÇÃO RETAL
A administração VR é utilizada nos fármacos quer para produzir um efeito
local (p. ex., fármacos anti-inflamatórios como a mesalazina em
supositórios ou enemas na colite ulcerosa, ver Capítulo 31) quer para
produzir efeitos sistêmicos. Embora a absorção através da VR possa não ser
confiável, pode ser mais rápida e mais completa do que a administração
oral, uma vez que apenas uma fração da drenagem capilar regressa à
circulação sistêmica através da veia porta. Esta via de administração pode
ser útil em pacientes em êmese ou que sejam incapazes de administrar
medicamentos pela boca (p. ex., no pós-operatório ou durante cuidados
paliativos). No entanto, a administração retal não tem sido amplamente
adotada, mesmo quando existe um racional aparentemente bom e estejam
disponíveis supositórios comerciais, por exemplo, supositórios contendo
ergotamina no tratamento de enxaquecas, uma patologia na qual a estase
gástrica e o vômito podem limitar a eficácia dos comprimidos orais (ver
Capítulo 16).