Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 726 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Controle de êmese e mielossupressão

individuais. É comum que os fármacos sejam administrados em doses mais

elevadas, de modo intermitente, em várias séries de tratamento, com

intervalos de 2 a 3 semanas entre si, em vez de serem administrados em

pequenas doses, em frequência contínua, permitindo, assim, que a medula

óssea se regenere durante os intervalos. Além disso, já se demonstrou que a

mesma dose total de um agente é mais efetiva quando administrada em uma

ou duas doses elevadas do que em múltiplas doses reduzidas.

 

CONTROLE DE ÊMESE E MIELOSSUPRESSÃO

 

Êmese

As náuseas e os vômitos induzidos por muitos agentes quimioterápicos

representam um sério obstáculo à adesão do paciente (ver Capítulo 31).

Trata-se de um problema em particular com a cisplatina, mas também

complica a terapia com muitos outros agentes, como, por exemplo, os

agentes alquilantes. Antagonistas do receptor 5-hidroxitriptamina (HT) 3,

como ondansetrona ou granisetrona (ver Capítulos 16 e 31), são eficazes

em vômitos induzidos por agentes citotóxicos e revolucionaram a

quimioterapia com a cisplatina. Entre os outros agentes antieméticos

disponíveis, a metoclopramida, administrada por via intravenosa em doses

elevadas, provou-se útil e, em geral, é combinada com dexametasona (ver

Capítulo 34) ou lorazepam (ver Capítulo 45), agentes que promovem ainda

maior alívio dos efeitos adversos da quimioterapia. Como, em geral, a

metoclopramida provoca efeitos adversos extrapiramidais em crianças e

adultos jovens, é possível utilizar a difenidramina (ver Capítulo 27) como

alternativa.

 

Mielossupressão A mielossupressão limita o uso de muitos agentes anticâncer. Esquemas