Rang e Dale: Farmacologia
Controle de êmese e mielossupressão
individuais. É comum que os fármacos sejam administrados em doses mais
elevadas, de modo intermitente, em várias séries de tratamento, com
intervalos de 2 a 3 semanas entre si, em vez de serem administrados em
pequenas doses, em frequência contínua, permitindo, assim, que a medula
óssea se regenere durante os intervalos. Além disso, já se demonstrou que a
mesma dose total de um agente é mais efetiva quando administrada em uma
ou duas doses elevadas do que em múltiplas doses reduzidas.
CONTROLE DE ÊMESE E MIELOSSUPRESSÃO
Êmese
As náuseas e os vômitos induzidos por muitos agentes quimioterápicos
representam um sério obstáculo à adesão do paciente (ver Capítulo 31).
Trata-se de um problema em particular com a cisplatina, mas também
complica a terapia com muitos outros agentes, como, por exemplo, os
agentes alquilantes. Antagonistas do receptor 5-hidroxitriptamina (HT) 3,
como ondansetrona ou granisetrona (ver Capítulos 16 e 31), são eficazes
em vômitos induzidos por agentes citotóxicos e revolucionaram a
quimioterapia com a cisplatina. Entre os outros agentes antieméticos
disponíveis, a metoclopramida, administrada por via intravenosa em doses
elevadas, provou-se útil e, em geral, é combinada com dexametasona (ver
Capítulo 34) ou lorazepam (ver Capítulo 45), agentes que promovem ainda
maior alívio dos efeitos adversos da quimioterapia. Como, em geral, a
metoclopramida provoca efeitos adversos extrapiramidais em crianças e
adultos jovens, é possível utilizar a difenidramina (ver Capítulo 27) como
alternativa.
Mielossupressão A mielossupressão limita o uso de muitos agentes anticâncer. Esquemas