Rang e Dale: Farmacologia
Farmacologia dos canais iônicos
formar canais funcionais na forma de hétero-oligômeros (distintos dos
homo-oligômeros, constituídos de subunidades idênticas). Além disso, as
estruturas descritas que formam o canal estão habitualmente associadas a
outras proteínas de membrana, o que afeta, de modo significativo, suas
propriedades funcionais. Por exemplo, o canal de potássio controlado por
ATP associa-se ao receptor de sulfonilureias (SUR), e é através dessa
ligação que vários fármacos (incluindo agentes antidiabéticos da classe
das sulfonilureias; ver Capítulo 32) regulam o canal. Um bom progresso
tem sido alcançado na compreensão da relação entre a estrutura molecular
e o funcionamento do canal iônico, porém ainda temos apenas uma
compreensão fragmentada do papel fisiológico de muitos desses canais.
Muitos fármacos importantes exercem seus efeitos, direta ou
indiretamente, influenciando o funcionamento do canal.
FARMACOLOGIA DOS CANAIS IÔNICOS
▼ Muitos fármacos e mediadores fisiológicos descritos neste livro
exercem seus efeitos por meio da alteração do comportamento dos canais
iônicos.
A regulação e a permeação dos canais iônicos controlados por voltagem e
controlados por ligantes são moduladas por muitos fatores, incluindo os
seguintes:
• Ligantes que se ligam diretamente a vários pontos na proteína do canal. Estes incluem vários
fármacos e toxinas que agem de diferentes maneiras, como, por exemplo, mediante bloqueio do canal ou afetando o mecanismo de comporta, facilitando ou inibindo a abertura do canal
• Mediadores e fármacos que agem de modo indireto, principalmente por ativação de GPCR.
Estes últimos produzem seus efeitos principalmente afetando o estado de fosforilação de aminoácidos individuais localizados na região intracelular da proteína do canal. Como já descrito, essa modulação envolve a produção de segundos mensageiros que ativam as proteinoquinases. A abertura do canal pode ser facilitada ou inibida, dependendo de quais resíduos são fosforilados. É dessa maneira que fármacos como agonistas do β-adrenorreceptor