Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 163 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Outros transmissores além da acetilcolina e da norepinefrina

seja imprecisamente definida, a neuromodulação, de modo geral, envolve

processos mais lentos (que demoram de segundos a dias) que a

neurotransmissão (que ocorre em milissegundos), e opera por meio de

cascatas de mensageiros intracelulares (ver Capítulo 3) e não diretamente

sobre canais iônicos controlados por ligantes.

 

OUTROS TRANSMISSORES ALÉM DA ACETILCOLINA E DA NOREPINEFRINA

Como mencionado anteriormente, a acetilcolina e a norepinefrina não são

os únicos transmissores autonômicos. A constatação desse fato um tanto

desalentador foi feita há muitos anos, quando se observou que a transmissão

autônoma em muitos órgãos não podia ser completamente bloqueada por

fármacos que abolem as respostas a esses transmissores. A medíocre, mas

persistente, expressão transmissão não adrenérgica não colinérgica

(NANC) foi então cunhada. Posteriormente, métodos de fluorescência e

imunocitoquímica mostraram que os neurônios, inclusive os autônomos,

contêm muitos transmissores potenciais, frequentemente vários em uma

mesma célula. Os compostos agora conhecidos que atuam como

transmissores NANC incluem ATP, peptídio intestinal vasoativo (VIP),

NPY e óxido nítrico (Figura 13.5 e Tabela 13.2), que agem nas terminações

nervosas pós-ganglionares, bem como a substância P, a 5-hidroxitriptamina,

o GABA e a dopamina, que desempenham certas funções na transmissão

ganglionar (para uma revisão abrangente do assunto, ver Lundberg, 1996).

 

COTRANSMISSÃO

É regra, e não exceção, o fato de os neurônios liberarem mais de um

transmissor ou modulador (Lundberg, 1996), cada qual interagindo com

receptores específicos e produzindo efeitos, frequentemente tanto pré como