Rang e Dale: Farmacologia
Outros transmissores além da acetilcolina e da norepinefrina
seja imprecisamente definida, a neuromodulação, de modo geral, envolve
processos mais lentos (que demoram de segundos a dias) que a
neurotransmissão (que ocorre em milissegundos), e opera por meio de
cascatas de mensageiros intracelulares (ver Capítulo 3) e não diretamente
sobre canais iônicos controlados por ligantes.
OUTROS TRANSMISSORES ALÉM DA ACETILCOLINA E DA NOREPINEFRINA
Como mencionado anteriormente, a acetilcolina e a norepinefrina não são
os únicos transmissores autonômicos. A constatação desse fato um tanto
desalentador foi feita há muitos anos, quando se observou que a transmissão
autônoma em muitos órgãos não podia ser completamente bloqueada por
fármacos que abolem as respostas a esses transmissores. A medíocre, mas
persistente, expressão transmissão não adrenérgica não colinérgica
(NANC) foi então cunhada. Posteriormente, métodos de fluorescência e
imunocitoquímica mostraram que os neurônios, inclusive os autônomos,
contêm muitos transmissores potenciais, frequentemente vários em uma
mesma célula. Os compostos agora conhecidos que atuam como
transmissores NANC incluem ATP, peptídio intestinal vasoativo (VIP),
NPY e óxido nítrico (Figura 13.5 e Tabela 13.2), que agem nas terminações
nervosas pós-ganglionares, bem como a substância P, a 5-hidroxitriptamina,
o GABA e a dopamina, que desempenham certas funções na transmissão
ganglionar (para uma revisão abrangente do assunto, ver Lundberg, 1996).
COTRANSMISSÃO
É regra, e não exceção, o fato de os neurônios liberarem mais de um
transmissor ou modulador (Lundberg, 1996), cada qual interagindo com
receptores específicos e produzindo efeitos, frequentemente tanto pré como