Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 124 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Inibição do P450

Os inibidores do P450 diferem em sua seletividade para as diversas

isoformas da enzima, sendo classificados pelo seu mecanismo de ação.

Alguns fármacos competem pelo ponto ativo, mas não são, em si, substratos

(p. ex., a quinidina é um inibidor competitivo potente do CYP2D6, mas

não é substrato para ele). Os inibidores não competitivos incluem fármacos

como o cetoconazol, que forma um firme complexo com a forma Fe3+ do

ferro hêmico do CYP3A4, causando inibição não competitiva reversível. Os

denominados inibidores com base no mecanismo requerem oxidação por

uma enzima P450. Exemplos incluem o contraceptivo oral gestodeno

(CYP3A4) e o fármaco anti-helmíntico dietilcarbamazina (CYP2E1). Um

produto da oxidação (p. ex., um provável intermediário epóxido do

gestodeno) liga-se covalentemente à enzima, a qual depois se destrói

(“inibição suicida”; Pelkonen et al., 2008).

 

INDUÇÃO DE ENZIMAS MICROSSÔMICAS

Diversos fármacos, tais como rifampicina (ver Capítulo 52), etanol (ver

Capítulo 50) e carbamazepina (ver Capítulo 46), aumentam a atividade

dos sistemas microssômicos de oxidação e conjugação quando

administrados repetidamente. Muitas substâncias químicas carcinogênicas

(p. ex., benzopireno, 3-metil clorantreno) também têm esse efeito, que pode

ser substancial. A Figura 10.4 mostra um aumento de quase 10 vezes no

metabolismo do benzopireno 2 dias após uma dose única. Esse efeito é

denominado indução, e é resultante da síntese aumentada e/ou redução da

destruição das enzimas microssômicas (Pelkonen et al., 2008).