Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 678 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Inibidores não nucleosídicos da transcriptase reversa

Os inibidores não nucleosídicos da transcriptase reversa são compostos

quimicamente diversos, que se ligam à enzima transcriptase reversa nas

proximidades do local catalítico, inativando-a. A maioria também consiste

em indutores, substratos ou inibidores, em graus variados, das enzimas

hepáticas do grupo citocromo P450 (ver Capítulo 10). Atualmente, os

fármacos disponíveis incluem efavirenz e nevirapina, além de compostos

relacionados, como etravirina e rilpivarina.

O efavirenz (meia-vida plasmática de aproximadamente 50 horas) é

administrado oralmente, 1 vez/dia. Está 99% ligado à albumina plasmática,

e sua concentração no LCR é de cerca de 1% da plasmática. Contudo, seus

principais efeitos adversos são insônia, pesadelos e, algumas vezes,

sintomas psicóticos. É teratogênico.

A nevirapina tem boa biodisponibilidade oral e penetra no LCR. É

metabolizada no fígado, e o metabólito é eliminado na urina. A nevirapina

pode evitar a transmissão mãe-bebê de HIV.

Os efeitos adversos incluem exantema (comum), assim como uma gama

de outros sintomas.

 

INIBIDORES DA PROTEASE

Nas infecções pelo HIV e em muitas outras infecções virais, o mRNA

transcrito a partir do pró-vírus é traduzido em poliproteínas

bioquimicamente inertes. Uma protease específica do vírus, então, converte

as poliproteínas em várias proteínas estruturais e funcionais pela clivagem

nas posições apropriadas (ver Figura 53.3). Como essa protease não ocorre

no hospedeiro, é alvo útil à intervenção quimioterápica. A infecção pelo

HIV gera duas dessas proteínas, chamadas Gag e Gag-Pol. Inibidores de protease específicos ligam-se ao local onde a clivagem ocorre, tendo o seu