Rang e Dale: Farmacologia
Inibidores não nucleosídicos da transcriptase reversa
Os inibidores não nucleosídicos da transcriptase reversa são compostos
quimicamente diversos, que se ligam à enzima transcriptase reversa nas
proximidades do local catalítico, inativando-a. A maioria também consiste
em indutores, substratos ou inibidores, em graus variados, das enzimas
hepáticas do grupo citocromo P450 (ver Capítulo 10). Atualmente, os
fármacos disponíveis incluem efavirenz e nevirapina, além de compostos
relacionados, como etravirina e rilpivarina.
O efavirenz (meia-vida plasmática de aproximadamente 50 horas) é
administrado oralmente, 1 vez/dia. Está 99% ligado à albumina plasmática,
e sua concentração no LCR é de cerca de 1% da plasmática. Contudo, seus
principais efeitos adversos são insônia, pesadelos e, algumas vezes,
sintomas psicóticos. É teratogênico.
A nevirapina tem boa biodisponibilidade oral e penetra no LCR. É
metabolizada no fígado, e o metabólito é eliminado na urina. A nevirapina
pode evitar a transmissão mãe-bebê de HIV.
Os efeitos adversos incluem exantema (comum), assim como uma gama
de outros sintomas.
INIBIDORES DA PROTEASE
Nas infecções pelo HIV e em muitas outras infecções virais, o mRNA
transcrito a partir do pró-vírus é traduzido em poliproteínas
bioquimicamente inertes. Uma protease específica do vírus, então, converte
as poliproteínas em várias proteínas estruturais e funcionais pela clivagem
nas posições apropriadas (ver Figura 53.3). Como essa protease não ocorre
no hospedeiro, é alvo útil à intervenção quimioterápica. A infecção pelo
HIV gera duas dessas proteínas, chamadas Gag e Gag-Pol. Inibidores de protease específicos ligam-se ao local onde a clivagem ocorre, tendo o seu