Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 500 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Outros mediadores do sistema nervoso central

Ghiabi, 2014).

 

OUTROS MEDIADORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Movemo-nos agora do território neurofarmacológico mais familiar das

monoaminas “clássicas” para alguns dos agentes mais estranhos que

desafiam muitas das nossas ideias preconcebidas de como funciona a

neurotransmissão. Estão começando a ser aprovados, para utilização clínica,

fármacos úteis que interagem com alguns desses mediadores.

 

MELATONINA

▼ A melatonina (N-acetIL-5-metoxitriptamina) (revisada por

Dubocovich et al., 2010) é sintetizada, exclusivamente, na pineal, uma

glândula endócrina que desempenha um papel no estabelecimento dos

ritmos circadianos. A glândula contém duas enzimas, não encontradas

em outros lugares, que convertem a 5-HT por acetilação e por O-

metilação em melatonina, seu produto hormonal.

Existem dois receptores de melantonina bem-definidos (MT1 e MT2),

que são receptores acoplados à proteína G – ambos se ligando à Gi/Go –

encontrados principalmente no encéfalo e na retina, mas também em

tecidos periféricos (Jockers et al., 2016). Sugeriu-se que outro tipo

(denominado MT3) é a enzima quinona redutase 2 (QR2). A função da

interação da melantonina com a QR2 não é clara.

A secreção de melatonina (em todos os animais estudados, sejam de

hábitos diurnos ou noturnos) é elevada à noite e baixa durante o dia.

Esse ritmo é controlado por impulsos da retina, por intermédio de um

trato retino-hipotalâmico noradrenérgico que termina no núcleo

supraquiasmático (SCN; do inglês, suprachiasmatic nucleus) no