Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 199 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

ADP como mediador

Atuando por intermédio de receptores A1 e A2A, a adenosina apresenta um efeito inibitório sobre muitos neurônios do SNC, e a estimulação

experimentada após o consumo de metilxantinas como cafeína e teofilina.

O antagonismo dos receptores de adenosina pelas metilxantinas (que

compartilham a estrutura das purinas) explica parte dos seus efeitos

estimulatórios (ver Capítulo 49).

 

ADP COMO MEDIADOR

O ADP é geralmente armazenado em vesículas nas células e liberado por

exocitose (ver Capítulo 4). Ele exerce os seus efeitos biológicos diretos

predominantemente por meio de receptores da família P2Y; no entanto,

após a sua liberação, pode ser convertido em adenosina por

ectonucleotidases.

 

ADP E PLAQUETAS

As vesículas secretórias das plaquetas sanguíneas armazenam tanto ATP

quanto ADP em concentrações elevadas, e os liberam quando as plaquetas

são ativadas (ver Capítulo 25). Um dos muitos efeitos do ADP é promover

a agregação plaquetária; assim, esse sistema fornece um feedback positivo –

um mecanismo importante para o controle desse processo. O receptor

envolvido é o P2Y12. A exploração deste achado forneceu os melhores exemplos até o momento do valor dos fármacos purinérgicos. A ticlopidina

(não mais usada no Reino Unido), o clopidogrel e o prasugrel

(profármacos), o cangrelor e o ticagrelor (antagonista alostérico), todos

antagonizam os receptores P2Y12 plaquetários, inibindo a resposta de agregação. São utilizados, muitas vezes ao lado do ácido acetilsalicílico,

para prevenir distúrbios tromboembólicos arteriais (ver Capítulo 25). O receptor P2Y 1 também pode desempenhar um papel na regulação da reatividade plaquetária (Hechler e Gachet, 2015).