Rang e Dale: Farmacologia
ADP como mediador
Atuando por intermédio de receptores A1 e A2A, a adenosina apresenta um efeito inibitório sobre muitos neurônios do SNC, e a estimulação
experimentada após o consumo de metilxantinas como cafeína e teofilina.
O antagonismo dos receptores de adenosina pelas metilxantinas (que
compartilham a estrutura das purinas) explica parte dos seus efeitos
estimulatórios (ver Capítulo 49).
ADP COMO MEDIADOR
O ADP é geralmente armazenado em vesículas nas células e liberado por
exocitose (ver Capítulo 4). Ele exerce os seus efeitos biológicos diretos
predominantemente por meio de receptores da família P2Y; no entanto,
após a sua liberação, pode ser convertido em adenosina por
ectonucleotidases.
ADP E PLAQUETAS
As vesículas secretórias das plaquetas sanguíneas armazenam tanto ATP
quanto ADP em concentrações elevadas, e os liberam quando as plaquetas
são ativadas (ver Capítulo 25). Um dos muitos efeitos do ADP é promover
a agregação plaquetária; assim, esse sistema fornece um feedback positivo –
um mecanismo importante para o controle desse processo. O receptor
envolvido é o P2Y12. A exploração deste achado forneceu os melhores exemplos até o momento do valor dos fármacos purinérgicos. A ticlopidina
(não mais usada no Reino Unido), o clopidogrel e o prasugrel
(profármacos), o cangrelor e o ticagrelor (antagonista alostérico), todos
antagonizam os receptores P2Y12 plaquetários, inibindo a resposta de agregação. São utilizados, muitas vezes ao lado do ácido acetilsalicílico,
para prevenir distúrbios tromboembólicos arteriais (ver Capítulo 25). O receptor P2Y 1 também pode desempenhar um papel na regulação da reatividade plaquetária (Hechler e Gachet, 2015).