Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 557 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Medida da atividade ansiolítica

 

MODELOS ANIMAIS PARA O ESTUDO DA ANSIEDADE

Em adição ao componente subjetivo (emocional) da ansiedade humana,

existem efeitos comportamentais e fisiológicos mensuráveis que também

ocorrem em animais experimentais. Em termos biológicos, a ansiedade

induz uma forma particular de comportamento inibitório que ocorre em

resposta a novos estímulos ambientais ameaçadores ou dolorosos. Nos

animais, esse comportamento inibitório pode tomar a forma de imobilidade

ou supressão de uma resposta comportamental, tais como pressionar uma

barra para obter comida. Um rato colocado em um ambiente não familiar

normalmente responde ficando imóvel apesar de alerta (comportamento de

supressão) durante um determinado período, o que pode representar

“ansiedade” produzida por um ambiente estranho. Essa imobilidade é

reduzida se os fármacos ansiolíticos forem administrados. O “labirinto em T

elevado” é um teste largamente utilizado (Figura 45.1). Dois braços da cruz

horizontal elevada são fechados e os outros são abertos. Normalmente, os

ratos passam a maior parte do tempo nos braços fechados e evitam os

braços abertos (com medo, provavelmente, de cair ou ser atacados). A

administração de fármacos ansiolíticos aumenta o tempo despendido nos

braços abertos e também o número de entradas nos braços abertos, mas sem

aumento na atividade motora.

Figura 45.1 Testes de ansiedade. A. Ilustração do labirinto em T elevado com os braços abertos e fechados. B. Efeito do diazepam no tempo despendido pelos ratos nos braços abertos no teste do labirinto elevado. Cada barra representa o tempo despendido com movimento nos braços abertos durante um período de teste de 5 minutos. C e D. Efeito da respiração de CO a 7,5% durante 20 minutos na ansiedade, medido em uma 2

escala analógica visual (EAV), e os níveis salivares de cortisol em indivíduos humanos. (Painel (B), dados retirados de Kapus et al., 2008. Psychopharmacology 198, 2231-2241; Painéis C e D, dados retirados de K. Seddon et al., 2011. J. Psychopharmacol. 25, 43-51.)

 

Testes de conflito também podem ser utilizados. Por exemplo, um rato

treinado para pressionar uma barra de forma repetitiva para obter comida

normalmente atinge uma taxa de resposta elevada e consistente. Um elemento de conflito é depois introduzido: a cada determinado intervalo,