Rang e Dale: Farmacologia
Dor neuropática
Modulação da transmissão de dor
• As vias descendentes provenientes do mesencéfalo e do tronco encefálico exercem forte
efeito inibitório sobre a transmissão no corno posterior. A estimulação elétrica da área
cinzenta periaquedutal causa analgesia por meio deste mecanismo
• A inibição descendente é mediada principalmente pelas encefalinas, 5-hidroxitriptamina
(serotonina), norepinefrina e adenosina. Os opioides promovem analgesia, em parte por
ativarem essas vias descendentes, em parte por inibirem a transmissão no corno dorsal e
em parte por inibirem a excitação das terminações nervosas sensitivas na periferia
• A atividade repetitiva das bras C facilita a transmissão através do corno posterior
(somação temporal – wind-up) por mecanismos que envolvem a ativação de receptores
de NMDA e de substância P.
DOR NEUROPÁTICA
Doença neurológica que afeta a via sensitiva e pode produzir dor crônica
intensa – a denominada dor neuropática – não relacionada com qualquer
lesão de tecido periférico. Isso ocorre com alterações no sistema nervoso
central (SNC), como AVE e esclerose múltipla, ou com afecções associadas
a lesões de nervos periféricos, como traumatismos mecânicos, neuropatia
diabética ou infecção por herpes-zóster. Os mecanismos fisiopatológicos
subjacentes a esse tipo de dor são pouco entendidos, embora se acredite que
a atividade espontânea nos neurônios sensitivos lesados, em virtude da
expressão exagerada ou de redistribuição dos canais de sódio controlados
por voltagem, seja um fator. Além disso, ocorre sensibilização central. A
parte simpática do sistema nervoso também desempenha algum papel,
porque os neurônios sensitivos lesados podem expressar receptores alfa-
adrenérgicos e desenvolver sensibilidade à norepinefrina que, em condições normais, não possuem. Desse modo, estímulos fisiológicos que provocam