Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 503 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Considerações finais

Outros mediadores

 

Óxido nítrico (ver Capítulo 21)

• A óxido nítrico sintase neuronal (nNOS) está presente em muitos neurônios do SNC, e a

produção de NO é incrementada por mecanismos (p. ex., ação transmissora) que

aumentam o Ca2+ intracelular

• O NO afeta a função neuronal, aumentando a formação de GMPc, produzindo tanto efeitos

inibitórios quanto excitatórios nos neurônios

• Em grandes quantidades, o NO forma o peroxinitrito, que contribui para a neurotoxicidade

• A inibição da nNOS reduz a potencialização a longo prazo e a depressão a longo prazo,

provavelmente por causa das funções do NO como um mensageiro retrógrado. A inibição

da nNOS também protege contra a lesão cerebral isquêmica nos modelos animais

• O monóxido de carbono e o sulfeto de hidrogênio também podem ser mediadores neurais.

Mediadores lipídicos

• O ácido araquidônico é produzido nos neurônios por hidrólise dos fosfolipídios mediada

por receptor. Ele é convertido em vários eicosanoides e em endocanabinoides

• O próprio ácido araquidônico, bem como seus produtos ativos, pode produzir efeitos

rápidos e lentos pela regulação dos canais iônicos e pelas cascatas das proteinoquinases.

Esses efeitos podem ocorrer na célula doadora ou nas células e terminais nervosos

adjacentes

• A anandamida e o 2-araquidonoilglicerol são ativadores endógenos dos receptores

canabinoides CB 1 e CB2 (ver Capítulo 20) e também receptor TRPV1 (ver Capítulo 43).

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nos últimos dois capítulos, tomamos um caminho longo e tortuoso por

meio do encéfalo e de sua química, com duas questões em mente: quais mediadores e quais receptores desempenham um papel-chave nas funções

cerebrais? Como a informação se relaciona com fármacos existentes e

futuros que visem corrigir disfunções? Por meio de um grande exército de

pesquisadores, empregando um arsenal de técnicas modernas e poderosas,

as respostas a essas questões estão sendo lentamente alcançadas. A

disposição dos alvos potenciais no SNC – compreendendo múltiplos

subtipos de receptores, muitos com a complexidade adicional das

montagens heteroméricas, das variantes divididas etc., em conjunto com os

mecanismos reguladores que controlam sua expressão e sua localização –

continua a crescer em complexidade. A especulação sobre o melhor alvo a

apontar para melhorar o efeito de alguma disfunção cerebral em particular,

tal como o acidente vascular encefálico ou a esquizofrenia, tornou-se menos

focalizada, ainda que mais bem informada que há duas décadas. Nos

capítulos que se seguem nesta seção, descobriremos que a maioria dos

sucessos terapêuticos veio de descobertas ocasionais, que foram seguidas

empiricamente; poucas seguiram a rota lógica baseada em algum

mecanismo para o sucesso. A visão otimista é que isso está mudando e que

as futuras descobertas terapêuticas dependerão menos de sorte e mais da

lógica molecular. No entanto, a revolução chega lentamente. Um dos

problemas-chave, talvez, é que o encéfalo coloca células, organelas e

moléculas exatamente onde são necessárias e usa as mesmas moléculas para

realizar diferentes funções em diferentes localizações. Os cientistas

descobridores de fármacos estão ficando exímios em imaginar ligantes

específicos para as moléculas (ver Capítulo 60), porém não há sistemas de

liberação capazes de levá-los a regiões cerebrais anatomicamente

macroscópicas, muito menos a células e a estruturas subcelulares

específicas.

REFERÊNCIAS E LEITURA COMPLEMENTAR

Referências gerais

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Neuropsychopharmacology. Oxford University Press, New York. (Livro claro e bem escrito que

fornece informações mais detalhadas sobre muitos dos tópicos abordados neste capítulo)

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subunidades foram descobertas)

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apenas simples poros abertos por neurotransmissores, essa revisão contém algumas surpresas!)

 

Acetilcolina

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de cátion pré-sinápticos acionados por ligantes pode aumentar ou inibir a liberação do

neurotransmissor)

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deleção de várias isoformas de mAChR centrais e periféricos)

Outros mensageiros

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regulation and clinical implications. Nitric Oxide 20, 223–230.

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1 São, se assim preferirem, vozes que nos fazem ficar alegres ou tristes,

sonolentos ou alertas, cautelosos ou aventureiros, enérgicos ou preguiçosos,

embora não saibamos exatamente o porquê – muito semelhante ao que se

passa nas doenças mentais.

2 O receptor α foi posteriormente encontrado como sendo idêntico ao

1C

receptor α . 1A

3 Não existe receptor 5-HT . O receptor 5-HT original foi reclassificado

1C 1C

como 5-HT . 2C

4 Ver Khahk e Henderson (2000) para uma descrição sobre como os canais

ativados por ligantes seletivos para cátions pré-sinápticos podem, sob

diferentes circunstâncias, facilitar ou aumentar a liberação do

neurotransmissor.

5 Infelizmente, a nomenclatura dos receptores P2Y foi desenvolvida de uma

forma um pouco aleatória. Há fortes evidências da existência dos receptores

P2Y e , mas não de outros. 1,2,4,6,11,12,13 14

6 Os leitores podem se recordar da trágica fase I do ensaio clínico de um

inibidor FAAH, BIA 10-2474, que causou lesões súbitas e graves no SNC e

resultou em morte cerebral de um indivíduo e em lesão cerebral permanente

em quatro outros. Nessas circunstâncias, os efeitos adversos se deveram a

ações do fármaco em outras lipases.

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