Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 661 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Clindamicina

contra MRSA e Enterococcus faecium resistente à vancomicina. Elas não

são atualmente usadas no Reino Unido.

▼ Aspectos farmacocinéticos.Ambos os fármacos são submetidos a um

extenso metabolismo hepático de primeira passagem e, portanto, devem

ser administrados por infusão intravenosa. A meia-vida de cada

composto é de 1 a 2 horas.

Os efeitos adversos incluem inflamação e dor no local de infusão,

artralgia, mialgia e náuseas, vômitos e diarreia. Até o momento, a

resistência a quinupristina e dalfopristina não parece ser um grande

problema.

 

CLINDAMICINA

A lincosamida clindamicina é ativa contra cocos gram-positivos, incluindo

muitos estafilococos penicilino-resistentes e bactérias anaeróbias como a

Bacteroides spp. Atua da mesma forma que os macrolídios e o cloranfenicol

(ver Capítulo 51, Figura 51.4). Além do seu uso nas infecções causadas por

organismos do gênero Bacteroides, é usada para tratar infecções

estafilocócicas de ossos e articulações. Também é administrada

topicamente, na forma de gotas oftálmicas, para a conjuntivite

estafilocócica e como fármaco antiprotozoário (ver Capítulo 55).

Agentes microbianos que alteram a síntese proteica bacteriana

 

• Tetraciclinas (p. ex., minociclina). São antibióticos de amplo espectro, ativos por via oral,

bacteriostáticos. A resistência tem aumentado. Os distúrbios GI são comuns. Também

alteram o cálcio e depositam-se nos ossos em crescimento. Estão contraindicados em

crianças e gestantes

• Cloranfenicol. Trata-se de um antibiótico de amplo espectro ativo por via oral e

bacteriostático. São possíveis os efeitos adversos graves, incluindo insu ciência da medula

óssea e “síndrome do bebê cinzento”. Deve ser reservado a infecções potencialmente fatais

• Aminoglicosídios (p. ex., gentamicina). Estes são administrados por injeção. São

antibióticos de amplo espectro e bactericidas (embora pouco ativos nos anaeróbios,

estreptococos e pneumococos). A resistência tem aumentado. Os principais efeitos

adversos estão relacionados com nefrotoxicidade e ototoxicidade dependente da

dosagem. Também devem ser vigiados os níveis séricos (estreptomicina é um

antituberculoso aminoglicosídio)

• Macrolídios (p. ex., eritromicina). Podem ser administrados por via oral e parenteral. São

bactericidas/bacteriostáticos. O espectro antibacteriano é o mesmo da penicilina. A

eritromicina pode causar icterícia. Os novos agentes são claritromicina e azitromicina

• Lincosamidas (p. ex., clindamicina). Podem ser administradas por via oral e parenteral.

Podem causar colite pseudomembranosa

• Estreptograminas (p. ex., quinupristina/dalfopristina). Podem ser administradas em

combinação, por meio de injeção. São consideravelmente menos ativas quando

administradas em separado. São ativas em várias espécies de bactérias resistentes aos

fármacos

• Ácido fusídico. Trata-se de um antibiótico de pequeno espectro que atua por meio da

inibição da síntese proteica. Penetra nos ossos. Os efeitos adversos incluem distúrbios GI

• Linezolida. Administrada por via oral ou injeção intravenosa. É ativa em várias espécies

de bactérias resistentes a fármacos.

 

Usos clínicos das uoroquinolonas

 

• Infecções do trato urinário complicadas (nor oxacino, o oxacino)

• Infecções respiratórias por Pseudomonas aeruginosa nos pacientes com brose cística

• Otite externa invasiva (“otite maligna”) provocada por P. aeruginosa

• Osteomilite crônica por bacilos gram-negativos

• Erradicação da Salmonella typhi nos portadores

• Gonorreia (nor oxacino, o oxacino)

• Prostatite bacteriana (nor oxacino)

• Cervicite (o oxacino)

• Antraz.

 

▼ Os efeitos adversos consistem principalmente em distúrbios GI,

desde diarreia desconfortável até colite pseudomembranosa

potencialmente fatal, causada por um C. difficile formador de toxina.6