Rang e Dale: Farmacologia
Clindamicina
contra MRSA e Enterococcus faecium resistente à vancomicina. Elas não
são atualmente usadas no Reino Unido.
▼ Aspectos farmacocinéticos.Ambos os fármacos são submetidos a um
extenso metabolismo hepático de primeira passagem e, portanto, devem
ser administrados por infusão intravenosa. A meia-vida de cada
composto é de 1 a 2 horas.
Os efeitos adversos incluem inflamação e dor no local de infusão,
artralgia, mialgia e náuseas, vômitos e diarreia. Até o momento, a
resistência a quinupristina e dalfopristina não parece ser um grande
problema.
CLINDAMICINA
A lincosamida clindamicina é ativa contra cocos gram-positivos, incluindo
muitos estafilococos penicilino-resistentes e bactérias anaeróbias como a
Bacteroides spp. Atua da mesma forma que os macrolídios e o cloranfenicol
(ver Capítulo 51, Figura 51.4). Além do seu uso nas infecções causadas por
organismos do gênero Bacteroides, é usada para tratar infecções
estafilocócicas de ossos e articulações. Também é administrada
topicamente, na forma de gotas oftálmicas, para a conjuntivite
estafilocócica e como fármaco antiprotozoário (ver Capítulo 55).
Agentes microbianos que alteram a síntese proteica bacteriana
• Tetraciclinas (p. ex., minociclina). São antibióticos de amplo espectro, ativos por via oral,
bacteriostáticos. A resistência tem aumentado. Os distúrbios GI são comuns. Também
alteram o cálcio e depositam-se nos ossos em crescimento. Estão contraindicados em
crianças e gestantes
• Cloranfenicol. Trata-se de um antibiótico de amplo espectro ativo por via oral e
bacteriostático. São possíveis os efeitos adversos graves, incluindo insu ciência da medula
óssea e “síndrome do bebê cinzento”. Deve ser reservado a infecções potencialmente fatais
• Aminoglicosídios (p. ex., gentamicina). Estes são administrados por injeção. São
antibióticos de amplo espectro e bactericidas (embora pouco ativos nos anaeróbios,
estreptococos e pneumococos). A resistência tem aumentado. Os principais efeitos
adversos estão relacionados com nefrotoxicidade e ototoxicidade dependente da
dosagem. Também devem ser vigiados os níveis séricos (estreptomicina é um
antituberculoso aminoglicosídio)
• Macrolídios (p. ex., eritromicina). Podem ser administrados por via oral e parenteral. São
bactericidas/bacteriostáticos. O espectro antibacteriano é o mesmo da penicilina. A
eritromicina pode causar icterícia. Os novos agentes são claritromicina e azitromicina
• Lincosamidas (p. ex., clindamicina). Podem ser administradas por via oral e parenteral.
Podem causar colite pseudomembranosa
• Estreptograminas (p. ex., quinupristina/dalfopristina). Podem ser administradas em
combinação, por meio de injeção. São consideravelmente menos ativas quando
administradas em separado. São ativas em várias espécies de bactérias resistentes aos
fármacos
• Ácido fusídico. Trata-se de um antibiótico de pequeno espectro que atua por meio da
inibição da síntese proteica. Penetra nos ossos. Os efeitos adversos incluem distúrbios GI
• Linezolida. Administrada por via oral ou injeção intravenosa. É ativa em várias espécies
de bactérias resistentes a fármacos.
Usos clínicos das uoroquinolonas
• Infecções do trato urinário complicadas (nor oxacino, o oxacino)
• Infecções respiratórias por Pseudomonas aeruginosa nos pacientes com brose cística
• Otite externa invasiva (“otite maligna”) provocada por P. aeruginosa
• Osteomilite crônica por bacilos gram-negativos
• Erradicação da Salmonella typhi nos portadores
• Gonorreia (nor oxacino, o oxacino)
• Prostatite bacteriana (nor oxacino)
• Cervicite (o oxacino)
• Antraz.
▼ Os efeitos adversos consistem principalmente em distúrbios GI,
desde diarreia desconfortável até colite pseudomembranosa
potencialmente fatal, causada por um C. difficile formador de toxina.6