Rang e Dale: Farmacologia
Exercício físico e obesidade
menos 20 kg durante uma década. Isso significa que há excesso do ganho
de energia em relação à necessidade energética, inicialmente no valor de 30
a 40 kcal (i. e., 1,5 a 2%), aumentando gradualmente até manter o aumento
do peso corporal.
O tipo e a quantidade de alimento ingerido podem perturbar a
homeostase energética. A gordura é um item alimentar rico em energia, e
pode ser que os mecanismos da saciedade que regulam o apetite, que
reagem rapidamente aos carboidratos e proteínas, reajam de maneira muito
lenta para impedir o indivíduo de consumir gordura em excesso.
No entanto, quando os obesos reduzem a ingestão de calorias, como
parte de regime de dieta, eles se alternam para o balanço negativo. Quando
perdem peso, a taxa metabólica de repouso diminui concomitantemente
com o gasto de energia. Desse modo, um indivíduo que era previamente
obeso e, no presente, apresenta peso normal, geralmente precisa de menos
calorias para manter o peso do que um indivíduo que jamais foi obeso. A
diminuição do gasto calórico parece ser amplamente causada por alteração
na eficiência de conversão de energia química em trabalho mecânico nos
músculos esqueléticos. Essa adaptação à redução calórica contribui para a
dificuldade de manter a perda de peso por dieta.
EXERCÍCIO FÍSICO E OBESIDADE
É habitual dizer-se que o único exercício eficiente em combater a obesidade
é “empurrar a cadeira para longe da mesa”. Entretanto, atualmente se
reconhece que a atividade física, ou seja, aumento do gasto de energia, tem
um papel muito mais positivo em reduzir o armazenamento de gordura e
ajustar o balanço calórico no obeso, particularmente se associada a
modificações da dieta. Um estudo fortuito natural da população proporciona um exemplo. Há muitos anos, uma tribo de índios Pima separou-se em dois