Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 400 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Exercício físico e obesidade

menos 20 kg durante uma década. Isso significa que há excesso do ganho

de energia em relação à necessidade energética, inicialmente no valor de 30

a 40 kcal (i. e., 1,5 a 2%), aumentando gradualmente até manter o aumento

do peso corporal.

O tipo e a quantidade de alimento ingerido podem perturbar a

homeostase energética. A gordura é um item alimentar rico em energia, e

pode ser que os mecanismos da saciedade que regulam o apetite, que

reagem rapidamente aos carboidratos e proteínas, reajam de maneira muito

lenta para impedir o indivíduo de consumir gordura em excesso.

No entanto, quando os obesos reduzem a ingestão de calorias, como

parte de regime de dieta, eles se alternam para o balanço negativo. Quando

perdem peso, a taxa metabólica de repouso diminui concomitantemente

com o gasto de energia. Desse modo, um indivíduo que era previamente

obeso e, no presente, apresenta peso normal, geralmente precisa de menos

calorias para manter o peso do que um indivíduo que jamais foi obeso. A

diminuição do gasto calórico parece ser amplamente causada por alteração

na eficiência de conversão de energia química em trabalho mecânico nos

músculos esqueléticos. Essa adaptação à redução calórica contribui para a

dificuldade de manter a perda de peso por dieta.

 

EXERCÍCIO FÍSICO E OBESIDADE

É habitual dizer-se que o único exercício eficiente em combater a obesidade

é “empurrar a cadeira para longe da mesa”. Entretanto, atualmente se

reconhece que a atividade física, ou seja, aumento do gasto de energia, tem

um papel muito mais positivo em reduzir o armazenamento de gordura e

ajustar o balanço calórico no obeso, particularmente se associada a

modificações da dieta. Um estudo fortuito natural da população proporciona um exemplo. Há muitos anos, uma tribo de índios Pima separou-se em dois