Rang e Dale: Farmacologia
Paracetamol
Antagonistas dos opioides
• Os antagonistas puros incluem naloxona(ação curta) e naltrexona(ação longa).
Bloqueiam os receptores , δ e . Os antagonistas seletivos estão disponíveis como
instrumentos experimentais
• O alvimopan e o naloxegol são antagonistas do receptor que não atravessam a barreira
hematencefálica. Bloqueiam náuseas, vômitos e constipação intestinal induzidos por
opioides
• A naloxona normalmente não afeta o limiar da dor, mas bloqueia a analgesia induzida
pelo estresse e pode exacerbar a dor clínica
• A naloxona reverte rapidamente a analgesia induzida por opioides e a depressão
respiratória, sendo usada principalmente para tratar superdosagem de opioides ou para
melhorar a respiração em bebês recem-nascidos afetados por opioides que foram
administrados à mãe
• A naloxonaprecipita os sintomas de abstinência em pacientes ou animais dependentes
da mor na. A buprenor na(um agonista parcial) também pode precipitar abstinência
devido à sua ação antagonista contra agonistas de opioides de e cácia superior.
PARACETAMOL
Os fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINE, abordados em
detalhes no Capítulo 27) são amplamente usados para tratar afecções
inflamatórias dolorosas e para reduzir quadros febris. O paracetamol
(conhecido como acetaminofeno nos EUA) merece menção especial aqui.
Foi sintetizado pela primeira vez há mais de um século e, desde os anos
1950, tem (juntamente com o ácido acetilsalicílico e o ibuprofeno) sido o
medicamento de venda livre mais usado para dores de pequena intensidade.
O paracetamol difere dos outros AINE por produzir efeitos analgésicos e antipiréticos, enquanto lhe faltam os efeitos anti-inflamatórios. Também não
tem a tendência de outros AINE para causar ulceração gástrica e
sangramento. Não está clara a razão para a diferença entre o paracetamol e
os outros AINE. Os testes bioquímicos mostraram que é apenas um inibidor
fraco da ciclo-oxigenase (COX), com alguma seletividade para a COX
cerebral, possivelmente devido ao ambiente redutor único dos neurônios
(ver Capítulo 27). De forma interessante, os efeitos antinociceptivo e
antipirético do paracetamol estão ausentes em ratos sem o receptor TRPA1
(p. 547). Esses efeitos parecem ser mediados por um metabólito (N-acetil-p-
benzoquinonaimina) e não pelo paracetamol em si. Este ativa o TRPA1 e,
portanto, reduz as correntes de sódio e cálcio dependentes de voltagem nos
neurônios sensoriais primários.
O paracetamol é bem absorvido por via oral e sua meia-vida plasmática
é de cerca de 3 horas. É metabolizado por hidroxilação, conjugado
principalmente como glicuronídeo e eliminado na urina. Em doses
terapêuticas, tem poucos efeitos adversos. No entanto, a superdosagem de
paracetamol causa grave lesão hepática, comumente fatal (ver Capítulos 27
e 58), e o fármaco costuma ser usado em tentativas de suicídio.
Uso combinado dos opioides e AINE
O motivo por trás da coadministração de dois fármacos que produzam
analgesia por diferentes mecanismos é que, se os efeitos forem aditivos, é
possível administrar quantidades menores de ambos os fármacos e, ainda
assim, produzir o mesmo grau de analgesia. Isso possui o efeito de reduzir a
intensidade dos efeitos adversos produzidos por cada fármaco. No caso dos
opioides (p. ex., codeína) em associação com o paracetamol ou ácido
acetilsalicílico, a combinação parece produzir sinergia em vez de simples efeito aditivo. A combinação do dextropropoxifeno com o paracetamol foi