Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 545 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Paracetamol

Antagonistas dos opioides

 

• Os antagonistas puros incluem naloxona(ação curta) e naltrexona(ação longa).

Bloqueiam os receptores , δ e . Os antagonistas seletivos estão disponíveis como

instrumentos experimentais

• O alvimopan e o naloxegol são antagonistas do receptor que não atravessam a barreira

hematencefálica. Bloqueiam náuseas, vômitos e constipação intestinal induzidos por

opioides

• A naloxona normalmente não afeta o limiar da dor, mas bloqueia a analgesia induzida

pelo estresse e pode exacerbar a dor clínica

• A naloxona reverte rapidamente a analgesia induzida por opioides e a depressão

respiratória, sendo usada principalmente para tratar superdosagem de opioides ou para

melhorar a respiração em bebês recem-nascidos afetados por opioides que foram

administrados à mãe

• A naloxonaprecipita os sintomas de abstinência em pacientes ou animais dependentes

da mor na. A buprenor na(um agonista parcial) também pode precipitar abstinência

devido à sua ação antagonista contra agonistas de opioides de e cácia superior.

 

PARACETAMOL

Os fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINE, abordados em

detalhes no Capítulo 27) são amplamente usados para tratar afecções

inflamatórias dolorosas e para reduzir quadros febris. O paracetamol

(conhecido como acetaminofeno nos EUA) merece menção especial aqui.

Foi sintetizado pela primeira vez há mais de um século e, desde os anos

1950, tem (juntamente com o ácido acetilsalicílico e o ibuprofeno) sido o

medicamento de venda livre mais usado para dores de pequena intensidade.

O paracetamol difere dos outros AINE por produzir efeitos analgésicos e antipiréticos, enquanto lhe faltam os efeitos anti-inflamatórios. Também não

tem a tendência de outros AINE para causar ulceração gástrica e

sangramento. Não está clara a razão para a diferença entre o paracetamol e

os outros AINE. Os testes bioquímicos mostraram que é apenas um inibidor

fraco da ciclo-oxigenase (COX), com alguma seletividade para a COX

cerebral, possivelmente devido ao ambiente redutor único dos neurônios

(ver Capítulo 27). De forma interessante, os efeitos antinociceptivo e

antipirético do paracetamol estão ausentes em ratos sem o receptor TRPA1

(p. 547). Esses efeitos parecem ser mediados por um metabólito (N-acetil-p-

benzoquinonaimina) e não pelo paracetamol em si. Este ativa o TRPA1 e,

portanto, reduz as correntes de sódio e cálcio dependentes de voltagem nos

neurônios sensoriais primários.

O paracetamol é bem absorvido por via oral e sua meia-vida plasmática

é de cerca de 3 horas. É metabolizado por hidroxilação, conjugado

principalmente como glicuronídeo e eliminado na urina. Em doses

terapêuticas, tem poucos efeitos adversos. No entanto, a superdosagem de

paracetamol causa grave lesão hepática, comumente fatal (ver Capítulos 27

e 58), e o fármaco costuma ser usado em tentativas de suicídio.

 

Uso combinado dos opioides e AINE

O motivo por trás da coadministração de dois fármacos que produzam

analgesia por diferentes mecanismos é que, se os efeitos forem aditivos, é

possível administrar quantidades menores de ambos os fármacos e, ainda

assim, produzir o mesmo grau de analgesia. Isso possui o efeito de reduzir a

intensidade dos efeitos adversos produzidos por cada fármaco. No caso dos

opioides (p. ex., codeína) em associação com o paracetamol ou ácido

acetilsalicílico, a combinação parece produzir sinergia em vez de simples efeito aditivo. A combinação do dextropropoxifeno com o paracetamol foi