Rang e Dale: Farmacologia
Outros usos de fármacos antipsicóticos
liberação lenta está
disponível
+, pki 5-7; ++, pki 7-8; +++, pki 8-9; +++, pki > 9; 5-HT1A, 5-HT2A, receptores de 5-hidroxitriptamina tipos 1A e 2A; α1, adrenorreceptor α1; D1, D2, D3, D4,
receptores de dopamina tipos 1, 2, 3 e 4, respetivamente; ECG, eletrocardiograma; EAE, efeitos adversos extrapiramidais; H1, receptores de histamina tipo 1;
Hipo, hipotensão; AI, agonista inverso; mACh, receptores de acetilcolina muscarínicos; AP, agonista parcial; sed, sedação. (Tabela baseada nos dados contidos
em Guide to Pharmacology [http://www.guidetopharmacology.org/] e na base de dados NIMH Psychoactive Drug Screening Program
[http://pdsp.med.unc.edu/]. Quando disponíveis, são fornecidos os dados obtidos em receptores humanos.)
• Eles induzem uma variedade de efeitos adversos que incluem efeitos extrapiramidais
motores, endócrinos e sedativos (ver Tabela 47.1) que podem ser graves e limitar o
cumprimento terapêutico
• Eles podem produzir efeitos cardíacos (pró-arrítmicos) indesejados (ver Capítulo 22).
Acreditava-se que a segunda geração de fármacos antipsicóticos ultrapassaria de alguma forma esses inconvenientes. No entanto, metanálise (Leucht et al., 2013) concluiu que apenas alguns dos fármacos antipsicóticos de segunda geração examinados mostravam melhor eficácia global. Há seguramente necessidade de desenvolvimento de novos tratamentos.
A interrupção abrupta da administração de fármacos antipsicóticos pode conduzir a um
episódio psicótico de rápido início, distinto da doença subjacente.
OUTROS USOS DE FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS
Um tema emergente frequente com os fármacos de ação central é que, enquanto eles foram inicialmente desenvolvidos para tratar uma patologia cerebral, foram subsequentemente identificados como sendo eficazes no tratamento de outras patologias. Este é também o caso com os fármacos antipsicóticos, que são agora usados para tratar uma série de doenças, incluindo:
• Doença bipolar, mania e depressão (ver Capítulo 48) • Agitação psicomotora e ansiedade grave (clorpromazina e haloperidol) • Agitação e inquietude em idosos (risperidona), embora isso seja altamente
questionável
• Psicose associada com a doença de Parkinson (primavanserina) (ver Capítulo 41) • Inquietude e dor nos cuidados paliativos (levomepro-mazina) • Náuseas e vômitos (p. ex., clorpromazina e haloperidol), refletindo o antagonismo
nos receptores de dopamina, muscarínicos, histamina e possivelmente 5-HT