Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 335 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Fármacos que atuam na pele

tinea pedis – “pé de atleta”). Estas infecções são fáceis de contrair e

podem ser difíceis de erradicar totalmente.

As infecções virais mais comuns que afetam a pele são herpes simples

(herpes) e herpes-zóster (zona), ambas podendo ser tratadas com

fármacos antivirais (ver Capítulo 53). As infecções parasitárias mais

comuns da pele são a pediculose da cabeça (Pediculus humanis

capitus), a pediculose pubiana (Pthirus pubis) e a escabiose (Sarcoptes

scabiei).

 

FÁRMACOS QUE ATUAM NA PELE

FORMULAÇÃO

Elaborar fármacos para a pele é ao mesmo tempo fácil e difícil. Ao

contrário da maioria das situações terapêuticas, os fármacos podem ser

aplicados diretamente no tecido acometido em pomadas, soluções, cremes,

pastas, pó etc. No entanto, há uma advertência importante: como a pele é

uma barreira muito efetiva, consegue impedir a entrada de muitos agentes

medicinais e isso pode constituir um problema. Para atingir o seu local de

ação (frequentemente a camada mais profunda da epiderme ou a derme), o

fármaco tem de passar através da camada epidérmica com o seu ambiente

aquoso altamente rico em lipídios. A administração transdérmica de

fármacos é, portanto, um tópico altamente especializado (ver Capítulo 9).

De maneira geral, a absorção é facilitada se a molécula for

predominantemente hidrofóbica: assim, por exemplo, os glicocorticoides

são frequentemente transformados em derivativos a ésteres de ácidos graxos

para os tornar mais facilmente absorvíveis. A utilização de um curativo

oclusivo à prova de água para cobrir a pele após aplicar o fármaco melhora

a absorção, porque mantém a epiderme hidratada.