Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos que atuam na pele
tinea pedis – “pé de atleta”). Estas infecções são fáceis de contrair e
podem ser difíceis de erradicar totalmente.
As infecções virais mais comuns que afetam a pele são herpes simples
(herpes) e herpes-zóster (zona), ambas podendo ser tratadas com
fármacos antivirais (ver Capítulo 53). As infecções parasitárias mais
comuns da pele são a pediculose da cabeça (Pediculus humanis
capitus), a pediculose pubiana (Pthirus pubis) e a escabiose (Sarcoptes
scabiei).
FÁRMACOS QUE ATUAM NA PELE
FORMULAÇÃO
Elaborar fármacos para a pele é ao mesmo tempo fácil e difícil. Ao
contrário da maioria das situações terapêuticas, os fármacos podem ser
aplicados diretamente no tecido acometido em pomadas, soluções, cremes,
pastas, pó etc. No entanto, há uma advertência importante: como a pele é
uma barreira muito efetiva, consegue impedir a entrada de muitos agentes
medicinais e isso pode constituir um problema. Para atingir o seu local de
ação (frequentemente a camada mais profunda da epiderme ou a derme), o
fármaco tem de passar através da camada epidérmica com o seu ambiente
aquoso altamente rico em lipídios. A administração transdérmica de
fármacos é, portanto, um tópico altamente especializado (ver Capítulo 9).
De maneira geral, a absorção é facilitada se a molécula for
predominantemente hidrofóbica: assim, por exemplo, os glicocorticoides
são frequentemente transformados em derivativos a ésteres de ácidos graxos
para os tornar mais facilmente absorvíveis. A utilização de um curativo
oclusivo à prova de água para cobrir a pele após aplicar o fármaco melhora
a absorção, porque mantém a epiderme hidratada.