Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 398 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Fisiopatologia da obesidade humana

em vez de na produção de ATP. Como se poderia prever, a exposição ao frio

ou a administração de leptina aumenta a atividade e (depois de estimulação

prolongada) a quantidade de UCP-1 na gordura marrom. A norepinefrina,

atuando sobre os receptores β-adrenérgicos (principalmente β3) na gordura marrom, aumenta a atividade do fator de transcrição do receptor-γ ativado

pelo proliferador peroxissômico (PPAR ; do inglês, peroxisome

proliferator-activated receptor- ), que, por sua vez, ativa o gene para UCP-

1. A expressão dos receptores β 3-adrenérgicos diminui em camundongos geneticamente obesos.

 

FISIOPATOLOGIA DA OBESIDADE HUMANA

Na maioria dos adultos, a gordura e o peso corporal continuam mais ou

menos constantes durante muitos anos, até décadas, mesmo com grandes

variações da ingestão alimentar e do gasto calórico – chegando a cerca de 1

milhão de calorias por ano. O estado de equilíbrio do peso corporal e o IMC

de um indivíduo, como foi enfatizado anteriormente, dependem do

resultado da integração de múltiplas vias regulatórias que interagem entre

si. Como, então, sobrevém a obesidade? Por que é tão difícil para o obeso

perder peso e mantê-lo mais baixo?

O principal determinante, manifestamente, é o desequilíbrio dos

mecanismos homeostáticos que controlam o balanço calórico e os fatores

genéticos subjacentes a essa alteração. Também contribuem outros fatores,

como a elevada disponibilidade alimentar e a falta de atividade física.

Adicionalmente, é claro, sobrepõem-se aspectos sociais, culturais e

psicológicos, que não serão abordados neste livro. Foram discutidos aqui

apenas os mecanismos fisiológicos e genéticos.