Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 565 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

46 Fármacos Antiepilépticos

CONSIDERAÇÕES GERAIS

 

Neste capítulo, descrevemos a natureza da epilepsia, os mecanismos neurobiológicos subjacentes a ela e os modelos animais que podem ser usados

para estudá-la. Prosseguiremos, então, descrevendo as várias classes de fármacos usados para tratá-la, os mecanismos pelos quais eles funcionam e suas características farmacológicas.

Os relaxantes musculares de ação central são discutidos brevemente no final do capítulo.

 

INTRODUÇÃO

A epilepsia é uma alteração muito comum, caracterizada por convulsões, que assumem diversas formas e decorrem de despolarizações neuronais episódicas;

o tipo de convulsão depende da parte do cérebro afetada. A epilepsia afeta 0,5 a 1% da população, ou seja, cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

Pode ser de origem genética (frequentemente referida como idiopática) ou desenvolver-se após lesão cerebral, como traumatismo, acidente vascular

encefálico (AVE), infecção ou crescimento tumoral ou outros tipos de doença neurológica. Em algumas situações, a causa é desconhecida. A epilepsia é tratada principalmente com fármacos, embora possa ser usada cirurgia para casos graves especiais. Os antiepilépticos atuais são eficazes para controlar as