Rang e Dale: Farmacologia
46 Fármacos Antiepilépticos
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Neste capítulo, descrevemos a natureza da epilepsia, os mecanismos neurobiológicos subjacentes a ela e os modelos animais que podem ser usados
para estudá-la. Prosseguiremos, então, descrevendo as várias classes de fármacos usados para tratá-la, os mecanismos pelos quais eles funcionam e suas características farmacológicas.
Os relaxantes musculares de ação central são discutidos brevemente no final do capítulo.
INTRODUÇÃO
A epilepsia é uma alteração muito comum, caracterizada por convulsões, que assumem diversas formas e decorrem de despolarizações neuronais episódicas;
o tipo de convulsão depende da parte do cérebro afetada. A epilepsia afeta 0,5 a 1% da população, ou seja, cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo.
Pode ser de origem genética (frequentemente referida como idiopática) ou desenvolver-se após lesão cerebral, como traumatismo, acidente vascular
encefálico (AVE), infecção ou crescimento tumoral ou outros tipos de doença neurológica. Em algumas situações, a causa é desconhecida. A epilepsia é tratada principalmente com fármacos, embora possa ser usada cirurgia para casos graves especiais. Os antiepilépticos atuais são eficazes para controlar as