Rang e Dale: Farmacologia
47 Fármacos Antipsicóticos
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Neste capítulo iremos nos concentrar na esquizofrenia e nos fármacos utilizados para tratá-la. Começaremos por descrever a doença e o que se conhece sobre a sua patogênese, incluindo as várias hipóteses neuroquímicas e suas relações com as ações dos principais tipos de fármacos antipsicóticos que estão em uso ou em desenvolvimento. Poderá ser encontrada informação adicional em Gross e Geyer (2012).
INTRODUÇÃO
As doenças psicóticas incluem vários transtornos, mas o termo “fármacos antipsicóticos” – previamente conhecidos como fármacos neurolépticos, fármacos antiesquizofrênicos ou tranquilizantes maiores – refere-se convencionalmente aos usados para tratar esquizofrenia, uma das formas mais comuns e debilitantes de doença mental. Esses
mesmos fármacos também são usados para tratar a mania (ver Capítulo 48) e outros transtornos comportamentais agudos. Farmacologicamente, a maioria é antagonista dos receptores de dopamina, embora muitos deles também atuem em outros alvos, particularmente nos receptores de 5-hidroxitriptamina (5-HT), os quais podem contribuir para a sua eficácia clínica. Os fármacos existentes têm muitas desvantagens em termos de sua eficácia e efeitos adversos. Têm sido obtidas melhoras graduais com os fármacos mais recentes, mas novas abordagens radicais necessitarão de melhor compreensão das causas e
da patologia subjacente da doença, que ainda são mal compreendidas.1