Rang e Dale: Farmacologia
Novos fármacos antibacterianos possíveis
músculos) por períodos mais longos. Existe uma circulação êntero-
hepática do fármaco, mas parte é acetilada e excretada na urina. A
dapsona também é empregada no tratamento da dermatite herpetiforme,
uma dermatose crônica pruriginosa associada à doença celíaca.
Os efeitos adversosocorrem com razoável frequência e incluem
hemólise (em geral, sem gravidade suficiente para provocar anemia
grave), metemoglobinemia, anorexia, náuseas e vômitos, febre,
dermatite alérgica e neuropatia. Podem ocorrer reações virchowia-nas
(exacerbação das lesões virchowianas) e, vez ou outra, uma síndrome
potencialmente fatal semelhante à mononucleose infecciosa.
Clofazimina
A clofazimina é um corante com estrutura complexa. Seu mecanismo de
ação contra o bacilo da hanseníase pode envolver alterações no DNA.
Também tem ação anti-inflamatória e é útil em pacientes em que a dapsona
causa efeitos secundários inflamatórios.
▼ Aspectos farmacocinéticos.A clofazimina é administrada por via oral
e acumula-se no corpo, sendo capturada pelo sistema mononuclear
fagocitário. A meia-vida plasmática pode prolongar-se até 8 semanas. O
efeito anti-hansênico é lento e só se torna evidente a partir de 6 a 7
semanas.
Os efeitos adversos podem estar relacionados com o fato de a
clofazimina ser um corante. A pele e a urina podem desenvolver uma
coloração avermelhada, e as lesões, uma descoloração negro-azulada.
Também podem ocorrer distúrbios relacionados com a dosagem, como
náuseas, tonturas, cefaleias e de natureza GI.
NOVOS FÁRMACOS ANTIBACTERIANOS POSSÍVEIS
Ao contrário das rápidas descobertas e desenvolvimentos que
caracterizaram os anos “heroicos” da investigação bacteriana entre cerca de
1950 e 1980, durante os quais praticamente todos os nossos fármacos foram
produzidos, o fluxo desde essa época diminuiu muito, com apenas dois
antibióticos completamente novos introduzidos desde 1980 (Jagusztyn-
Krynicka e Wysznska, 2008). Ao mesmo tempo, a resistência tem
aumentado, e aproximadamente metade das mortes por infecções na Europa
é atribuída à resistência aos fármacos (Watson, 2008).9
Em geral, a resistência surge cerca de 2 anos após a introdução de um
novo agente (Bax et al., 2000). Em metanálise inquietante, Costelloe et al.
(2010) concluíram que a maior parte dos pacientes a quem foram prescritos
antibióticos para tratamento de infecções dos tratos urinário ou respiratório
desenvolveu resistência individual ao fármaco poucas semanas depois, e
que essa resistência poderia persistir até 1 ano após o tratamento. Cerca de
metade do uso de antibióticos é para fins veterinários; não é apenas a
medicina humana que está implicada nesse fenômeno.
Historicamente, os antibióticos eram um dos pilares da indústria
farmacêutica, e eram tão bem-sucedidos que, em 1970, pensava-se que as
doenças infecciosas haviam sido efetivamente vencidas.10 A maioria dos
fármacos desenvolvidos desde então é o resultado de alterações
incrementais nas estruturas de um número relativamente pequeno de
estruturas moleculares conhecidas, como os betalactâmicos, em relação aos
quais se desenvolveu resistência rapidamente. Muitas companhias
farmacêuticas refrearam os seus esforços na área, apesar da necessidade
contínua de mais compostos atuando por novos mecanismos para
acompanhar o potencial adaptativo dos patógenos. A indústria também foi
desencorajada pelo medo de retornos inadequados dos fármacos
antibióticos, que poderiam não recuperar o seu investimento inicial – evidências da eficácia são difíceis de gerar, e o “sucesso” é recompensado
por um produto usado pelo menor tempo possível, o que os médicos
estariam ansiosos por restringir a fim de minimizar o surgimento de
resistências – para doenças que são mais prevalentes em países pobres, que
não conseguem pagar medicamentos caros. Estas e outras razões complexas
para a falha no desenvolvimento de novos antibióticos foram analisadas em
detalhe por Coates et al. (2011), que também avaliaram muitos outros fatos
emergentes de pesquisas acadêmicas e industriais. A mensagem geral é bem
desanimadora: destaca-se que será necessário descobrir mais de 20 novas
classes de antibióticos nos próximos 50 anos para combater os desafios
causados pelo aumento da resistência aos fármacos.
Portanto, infelizmente, a realidade é que a linha de produção dos
antibióticos ainda está longe de ser satisfatória. Nos 5 anos que
antecederam a 2016, a FDA aprovou apenas oito novos antibióticos, e
alguns destes eram essencialmente reformulações de fármacos existentes.
As iniciativas de legislação e do governo foram introduzidas em alguns
países (p. ex., EUA), que prometeram aprovação rápida por parte da FDA e
aumento da vida da patente para aqueles que desejassem assumir os
enormes riscos financeiros. Estas e outras estratégias potencialmente úteis
foram revisadas em detalhe por Renwick et al. (2016).
Abordagens atuais incluem a modificação de fármacos existentes
(Tillotson, 2016), o isolamento e a caracterização de novos grupos de
substâncias antibióticas naturais como as muramicinas (Wiegmann et al.,
2016), de plantas (Limsuwan et al., 2009) ou de bactérias (Sit e Vederas,
2008), bem como o uso de RNA antisense para ultrapassar os mecanismos
de resistência (Ji et al., 2013).
As ferramentas conceituais mais recentes foram todas adotadas: a
bioinformática, que utiliza a informação derivada do sequenciamento do genoma, é uma dessas abordagens (Bansal, 2008). A procura por fatores de
virulência bacterianos é promissora (Escaich, 2008). Foram desenvolvidos
novos processos de rastreamento (Falconer e Brown, 2009) que podem
revelar novos alvos, e uma farmacodinâmica sofisticada veio ajudar na
resolução desse problema (Lister, 2006).
O mundo aguarda, com expectativa, pelos novos avanços.
REFERÊNCIAS E LEITURA COMPLEMENTAR
Fármacos antibacterianos
Allington, D.R., Rivey, M.P., 2001. Quinupristine/dalfopristin: a therapeutic review. Clin. Ther. 23,
24–44.
Ball, P., 2001. Future of the quinolones. Semin. Resp. Infect 16, 215–224. (Boa visão geral sobre
essa classe de fármacos)
Blondeau, J.M., 1999. Expanded activity and utility of the new fluoroquinolones: a review. Clin.
Ther. 21, 3–15. (Boa visão geral)
Duran, J.M., Amsden, G.W., 2000. Azithromycin: indications for the future? Expert Opin.
Pharmacother. 1, 489–505.
Greenwood, D. (Ed.), 1995. Antimicrobial Chemotherapy, third ed. Oxford University Press, Oxford.
(Bom manual)
Lowy, F.D., 1998. Staphylococcus aureus infections. N. Engl. J. Med. 339, 520–541. (Explica a base
da patogênese da infecção por S. aureus, resistência; referências ampliadas)
Perry, C.M., Jarvis, B., 2001. Linezolid: a review of its use in the management of serious gram-
positive infections. Drugs 61, 525–551.
Shimada, J., Hori, S., 1992. Adverse effects of fluoroquinolones. Prog. Drug Res. 38, 133–143. Zurenko, G.E., Gibson, J.K., Shinabarger, D.L., et al., 2001. Oxazolidinones: a new class of
antibacterials. Curr. Opin. Pharmacol. 1, 470–476. (Abordagem de fácil leitura que discute esse
grupo de antibacterianos relativamente recentes)
Resistência (ver também leitura complementar no Capítulo 51) Bax, R., Mullan, N., Verhoef, J., 2000. The millennium bugs – the need for and development of new
antibacterials. Int. J. Antimicrob. Agents 16, 51–59. (Boa abordagem que inclui descrição do
desenvolvimento da “resistência” e resumo de potenciais novos fármacos)
Bloom, B.R., Small, P.M., 1998. The evolving relation between humans and Mycobacterium
tuberculosis. Lancet 338, 677–678. (Comentário editorial)
Coates, A.R., Halls, G., Hu, Y., 2011. Novel classes of antibiotics or more of the same? Br. J.
Pharmacol. 163, 184–194. (Uma abordagem geral que estabelece os desafios enfrentados devido
à resistência aos antibióticos. Também inclui pesquisa sobre novos desenvolvimentos. Fácil de
ler e altamente recomendável)
Costelloe, C., Metcalfe, C., Lovering, A., Mant, D., Hay, A.D., 2010. Effect of antibiotic prescribing
in primary care on antimicrobial resistance in individual patients: systematic review and meta-
analysis. BMJ 340, c2096. (Apresenta, em detalhes, a incidência da resistência em regimes
simples de antibióticos. Verdadeiramente deprimente)
Courvalin, P., 1996. Evasion of antibiotic action by bacteria. J. Antimicrob. Chemother. 37, 855–869.
(Apresenta desenvolvimentos na compreensão dos mecanismos de resistência genéticos e
bioquímicos)
Gold, H.S., Moellering, R.C., 1996. Antimicrobial drug resistance. N. Engl. J. Med. 335, 1445–1453.
(Abordagem excelente e bem referenciada; apresenta os mecanismos de resistência de
importantes microrganismos aos principais fármacos; traz quadros úteis sobre as estratégias
preventivas e terapêuticas, selecionadas a partir da literatura disponível)
Iseman, M.D., 1993. Treatment of multidrug-resistant tuberculosis. N. Engl. J. Med. 329, 784–791. Livermore, D.M., 2000. Antibiotic resistance in staphylococci. J. Antimicrob. Agents 16, S3–S10.
(Visão geral dos problemas da resistência bacteriana)
Michel, M., Gutman, L., 1997. Methicillin-resistant Staphylococcus aureus and vancomycin-resistant
enterococci: therapeutic realities and possibilities. Lancet 349, 1901–1906. (Excelente artigo:
bons diagramas)
Nicas, T.I., Zeckel, M.L., Braun, D.K., 1997. Beyond vancomycin: new therapies to meet the
challenge of glycopeptide resistance. Trends Microbiol. 5, 240–249.
Watson, R., 2008. Multidrug resistance responsible for half of deaths from healthcare associated
infections in Europe. BMJ 336, 1266–1267.
Novas abordagens na descoberta de fármacos antibacterianos (Estes artigos foram disponibilizados para aqueles que pretendem aprender mais sobre o trabalho
em curso no desenvolvimento de novos fármacos antibacterianos. Alguns são, por natureza,
bastante técnicos)
Bansal, A.K., 2008. Role of bioinformatics in the development of new antibacterial therapy. Expert
Rev. Anti Infect. Ther. 6, 51–65.
Draenert, R., Seybold, U., Grutzner, E., Bogner, J.R., 2015. Novel antibiotics: are we still in the pre-
post-antibiotic era? Infection 43, 145–151.
Escaich, S., 2008. Antivirulence as a new antibacterial approach for chemotherapy. Curr. Opin.
Chem. Biol. 12, 400–408.
Falconer, S.B., Brown, E.D., 2009. New screens and targets in antibacterial drug discovery. Curr.
Opin. Microbiol. 12, 497–504.
Jagusztyn-Krynicka, E.K., Wyszynska, A., 2008. The decline of antibiotic era – new approaches for
antibacterial drug discovery. Pol. J. Microbiol. 57, 91–98.
Ji, Y., Lei, T., 2013. Antisense RNA regulation and application in the development of novel
antibiotics to combat multidrug resistant bacteria. Sci. Prog. 96, 43–60.
Limsuwan, S., Trip, E.N., Kouwen, T.R., et al., 2009. Rhodomyrtone: a new candidate as natural
antibacterial drug from Rhodomyrtus tomentosa. Phytomedicine 16, 645–651.
Lister, P.D., 2006. The role of pharmacodynamic research in the assessment and development of new
antibacterial drugs. Biochem. Pharmacol. 71, 1057–1065.
Loferer, H., 2000. Mining bacterial genomes for antimicrobial targets. Mol. Med. Today 6, 470–474.
(Artigo interessante que se concentra na forma como a melhor compreensão do genoma
bacteriano pode levar a novos fármacos)
O’Neill, A.J., 2008. New antibacterial agents for treating infections caused by multi-drug resistant
Gram-negative bacteria. Expert. Opin. Invest. Drugs 17, 297–302.
Renwick, M.J., Brogan, D.M., Mossialos, E., 2016. A systematic review and critical assessment of
incentive strategies for discovery and development of novel antibiotics. J. Antibiot. (Tokyo) 69,
73–88.
Sit, C.S., Vederas, J.C., 2008. Approaches to the discovery of new antibacterial agents based on
bacteriocins. Biochem. Cell Biol. 86, 116–123.
Tillotson, G.S., 2016. Trojan horse antibiotics-a novel way to circumvent gram-negative bacterial
resistance? Infect. Dis. (Auckl.) 9, 45–52.
Wiegmann, D., Koppermann, S., Wirth, M., Niro, G., Leyerer, K., Ducho, C., 2016. Muraymycin
nucleoside-peptide antibiotics: uridine-derived natural products as lead structures for the
development of novel antibacterial agents. Beilstein J. Org. Chem. 12, 769–795.
Recursos úteis na web
http://www.who.int. (Mais uma vez, o site da OMS é uma mina de informações sobre a demografia e
o tratamento das doenças infecciosas. As seções sobre hanseníase e tuberculose são
particularmente merecedoras de atenção. O site inclui fotografias, mapas e muita informação
estatística, bem como dados sobre a resistência aos fármacos. Altamente recomendável)
____________
1 Estritamente falando, o termo “antibiótico” aplica-se apenas a
antibacterianos que são produzidos por um microrganismo para matar
outros (p. ex., penicilina) por oposição a compostos sintéticos como as
sulfonamidas. No entanto, na prática, essa distinção é praticamente
ignorada, dado que muitos fármacos antibacterianos são “semissintéticos”
(p. ex., flucloxacilina).
2 Domagk, erroneamente, acreditava que a capacidade de coloração dos
corantes azoicos, como o prontosil, fosse responsável por sua seletividade
antibacteriana. Utilizou o prontosil, um corante vermelho, para tratar uma
grave infecção estreptocócica da filha mais nova. Ela sobreviveu, mas ficou
com a pele manchada de vermelho para sempre – prova da sua falta de
seletividade para as bactérias invasivas.
3 Embora a aplicação tópica de penicilina já tivesse sido realmente utilizada
com sucesso, em cinco pacientes com infecções oculares, 10 anos antes, por
Paine (um pós-graduado do hospital St. Mary’s que havia obtido de
Fleming algum fungo produtor de penicilina).
4 A meticilina foi a primeira penicilina resistente às betalactamases. Não é
utilizada clinicamente porque foi associada à nefrite tubulointersticial, mas
permanece registrada no acrônimo MRSA (do inglês, meticillin-resistant
Staphylococcus aureus – Staphylococcus aureus resistente à meticilina),
que é resistente a outras penicilinas resistentes às betalactamases, bem
como à meticilina.
5 De fato, as penicilinas aplicadas topicamente no córtex são utilizadas para
induzir convulsões em determinado modelo de epilepsia animal (ver
Capítulo 46).
6 Isso também pode ocorrer com penicilinas de amplo espectro e cefalos-
porinas.
7 Quando o ciprofloxacino foi apresentado, farmacologistas clínicos e
microbiologistas sugeriram, de maneira sensata, que deveria ser reservado
para microrganismos resistentes a outros fármacos, de modo a evitar o
aparecimento de resistência. No entanto, em 1989, já se estimava que fosse
prescrito para 1 em cada 44 americanos, portanto, o aviso foi amplamente
ignorado.
8 A diferença entre hanseníase tuberculoide e hanseníase virchowiana está,
aparentemente, no fato de os linfócitos T dos pacientes com hanseníase
tuberculoide produzirem, de forma vigorosa, a gamainterferona, o que
permite que os macrófagos eliminem os micróbios intracelulares; enquanto
no caso da hanseníase virchowiana, a resposta imunitária é dominada pela
interleucina-4, que bloqueia a ação da gamainterferona (ver Capítulo 19).
9 Os principais agentes são, às vezes, denominados, de forma adequada,
“patógenos ESKAPE”. Esse acrônimo é formado pelas letras iniciais de E.
faecium, S. aureus, K. pneumoniae, A. baumanii, P. aeruginosa e
Enterobacter spp.
10 Em 1967, o United States Surgeon General anunciou (basicamente) que
as doenças infecciosas haviam sido vencidas e que, em vez disso, os
investigadores deveriam virar a sua atenção para as doenças crônicas.
Capítulo 52
52.1 TEMA
Foram identi cados muitos gêneros diferentes de bactérias patogênicas.
Qual dos seguintes gêneros de bactérias gram-negativas não é responsável
pela doença indicada?
A. Bordetella, responsável por coqueluche
B. Escherichia, responsável por septicemia
C. Helicobacter, responsável por infecções respiratórias
D. Klebsiella, responsável por pneumonia
E. Salmonella, responsável por intoxicação alimentar
Resposta A B. pertussis causa coqueluche.
Alternativa B incorreta: E. coli causa infecções de feridas e septicemia.
Alternativa C incorreta: Helicobacter, responsável por infecções respiratórias.
H. pylori causa úlcera péptica e câncer gástrico.
Alternativa D incorreta: K. pneumoniae causa pneumonia.
Alternativa E incorreta: S. typhimurium causa infecção alimentar.
Concluir questão
52.2 TEMA
Após a descoberta casual da penicilina, foram desenvolvidos diversos
antibióticos betalactâmicos, embora a resistência crescente a esses
antibióticos constitua um fator que limita o seu uso atual.
Qual das seguintes a rmativas sobre os antibióticos betalactâmicos é
incorreta?
A. Os antibióticos betalactâmicos interferem na síntese do peptidoglicano da parede celular
bacteriana
B. Os antibióticos betalactâmicos são bacteriostáticos
C. Os antibióticos monobactâmicos são resistentes às betalactamases
D. As cefalosporinas são mais prontamente hidrolisadas pelas betalactamases do que as
penicilinas
E. O principal efeito colateral dos antibióticos betalactâmicos é a hipersensibilidade
Resposta A Os antibióticos betalactâmicos ligam-se a proteínas de ligação da
penicilina e inibem a enzima de transpeptidação que efetua ligações cruzadas das
cadeias peptídicas ligadas ao arcabouço do peptidoglicano.
Alternativa B incorreta: Os antibióticos betalactâmicos são bacteriostáticos.
Os antibióticos betalactâmicos interferem na síntese da parede celular, resultando em
morte das bactérias, de modo que são classi cados como antibióticos bactericidas.
Alternativa C incorreta: A estrutura e os grupos laterais associados do anel
betalactâmico nos antibióticos monobactâmicos os tornaram resistentes à maioria das
betalactamases.
Alternativa D incorreta: A betalactamase cromossômica está atualmente presente na
maioria das bactérias gram-negativas e é mais ativa na hidrólise de cefalosporinas do
que penicilinas.
Alternativa E incorreta: A hipersensibilidade causada pela degradação dos
antibióticos betalactâmicos, que se combinam com proteínas do hospedeiro para formar
fragmentos antigênicos, limita o uso desses agentes em alguns pacientes.
Concluir questão
52.3 TEMA
Um segundo grupo de antibióticos tem como alvo a síntese de proteínas
bacterianas por meio da inibição da função ribossômica.
Qual das seguintes a rmativas sobre esses antibióticos é correta?
A. As tetraciclinas são apenas efetivas contra bactérias gram-negativas
B. O uso do cloranfenicol é restrito em virtude de sua ototoxicidade
C. As tetraciclinas sempre devem ser tomadas com alimento
D. Os aminoglicosídeos constituem uma alternativa segura e efetiva para pacientes com
hipersensibilidade à penicilina
E. A eritromicina aumenta a destruição intracelular das bactérias pelos fagócitos
Resposta A O espectro de atividade antimicrobiana das tetraciclinas é muito amplo e
inclui microrganismos tanto gram-positivos quanto gram-negativos.
Alternativa B incorreta: A ototoxicidade está associada ao uso dos aminoglicosídeos.
Alternativa C incorreta: Como as tetraciclinas quelam íons metálicos para formar
complexos insolúveis, sua absorção é acentuadamente reduzida na presença de
alimento.
Alternativa D incorreta: O espectro antimicrobiano dos macrolídios, como a
eritromicina, assemelha-se ao das penicilinas, de modo que constituem uma alternativa
segura e efetiva em pacientes com hipersensibilidade à penicilina.
Alternativa E incorreta: A eritromicina aumenta a destruição intracelular das
bactérias pelos fagócitos.
Os macrolídios entram e concentram-se nos fagócitos mononucleares, em que
aumentam a destruição dos micróbios.
Concluir questão
52.4 TEMA
O uso de muitos antibióticos é limitado pela resistência ou pelos efeitos
colaterais.
Qual dos seguintes fármacos seria apropriado para a indicação apresentada?
A. Cotrimoxazol para toxoplasmose
B. Tetraciclinas para infecções do trato urinário na gravidez
C. Benzilpenicilina para infecções causadas por Staphylococcus aureus resistente à meticilina
(MRSA)
D. Isoniazida para meningite
E. Cloranfenicol para infecções bacterianas da garganta
Resposta A Cotrimoxazol para toxoplasmose.
Como a trimetoprima é ativa contra protozoários, ela é utilizada em combinação com
sulfametoxazol (cotrimoxazol) para o tratamento de toxoplasmose (infecção causada
por protozoário).
Alternativa B incorreta: As tetraciclinas estão contraindicadas para crianças, bem
como durante a gravidez, devido ao risco de deformidades ósseas e hepatotoxicidade.
Alternativa C incorreta: O MRSA demonstra multirresistência a grande número de
antibióticos, incluindo as penicilinas. A vancomicina é um dos poucos agentes ativos,
porém foi observada a ocorrência de resistência até mesmo a esse agente.
Alternativa D incorreta: A atividade antimicrobiana da isoniazida limita-se à
micobactéria, de modo que esse fármaco é utilizado como agente antituberculose.
Alternativa E incorreta: Em virtude do risco de depressão da medula óssea, o uso do
cloranfenicol é limitado a infecções graves potencialmente fatais.
Concluir questão
OceanofPDF.com