Rang e Dale: Farmacologia
Emergências alérgicas
Anafilaxia (ver Capítulo 7) e angioedema são emergências envolvendo
obstrução aguda das vias respiratórias; a epinefrina potencialmente salva a
vida. Administrada IM (ou ocasionalmente IV, como na anafilaxia que
ocorre associadamente à anestesia geral). Pacientes com risco de anafilaxia
aguda, por exemplo, por alergia a alimentos ou picadas de insetos, podem
autoadministrar epinefrina intramuscular usando uma seringa automática.
Também estão indicados oxigênio, um anti-histamínico tal como
clorfeniramina e a hidrocortisona.
O angioedema é a ocorrência intermitente de edema focal da pele ou de
órgãos intra-abdominais causado por extravasamento de plasma dos
capilares. Mais frequentemente, é leve e “idiopático”, mas pode ocorrer
como parte de reações alérgicas agudas, quando, em geral, é acompanhado
por urticária causada por liberação de histamina dos mastócitos. Se a
laringe for envolvida, colocará a vida em risco; edema da cavidade
peritoneal pode ser muito doloroso e simular uma emergência cirúrgica.
Pode ser causado por fármacos, especialmente inibidores da enzima
conversora de angiotensina (IECA) – talvez porque bloqueiem a ativação
de peptídios como a bradicinina (ver Capítulo 19) –, e pelo ácido
acetilsalicílico e pelos fármacos relacionados em pacientes que sejam
sensíveis ao ácido acetilsalicílico (ver Capítulo 27). O angioedema
hereditário está associado à falta de inibidor da C1 esterase – a C1 esterase
é uma enzima que degrada o componente C1 do complemento (ver Capítulo
7). O ácido tranexâmico (ver Capítulo 25) ou o danazol (ver Capítulo 36)
podem ser usados para prevenir crises em pacientes com edema
angioneurótico hereditário, e a administração de inibidor da C1 esterase
parcialmente purificada ou de plasma fresco, com anti-histamínicos e
glicocorticoides, pode interromper crises agudas. O icatibanto, um