Rang e Dale: Farmacologia
Óxido nítrico
As recentes abordagens terapêuticas sob investigação para aumentar a
biodisponibilidade do NO incluem novas maneiras de aumentar a atividade
da NO sintase, formas de amplificar a via nitrato-nitrito-NO, novas classes
de doadores de NO; fármacos que limitam a inativação do NO pela ERO; e
formas de modular fosfodiesterases e GCs (revisado por Lundberg et al.,
2015).
ÓXIDO NÍTRICO
A inalação de altas concentrações de NO (como as que ocorriam quando
cilindros de óxido nitroso, N 2O, para anestesia eram acidentalmente contaminados) causa edema agudo de pulmão e meta-hemoglobinemia, mas
concentrações abaixo de 50 ppm (partes por milhão) não são tóxicas. O NO
(5 a 300 ppm) inibe a broncoconstrição (pelo menos em cobaias), mas a
principal ação das baixas concentrações do NO inalado no homem é a
vasodilatação pulmonar. O NO inspirado atua preferencialmente sobre os
alvéolos ventilados e é usado de maneira terapêutica na síndrome do
desconforto respiratório, incluindo insuficiência respiratória hipóxica aguda
em recém-nascidos, para os quais o NO foi aprovado pela Food and Drug
Administration (FDA). É caracterizado por “shunt” intrapulmonar, isto é,
sangue arterial pulmonar que passa por alvéolos não ventilados e
permanece desoxigenado. Isso causa hipoxemia arterial e, como a
hipoxemia causa vasoconstrição arterial pulmonar, hipertensão arterial
pulmonar aguda. O NO inalado dilata os vasos sanguíneos nos alvéolos
ventilados (que são expostos ao gás inspirado) e, desta maneira, reduz a
derivação. O NO é usado em unidades de tratamento intensivo para reduzir
a hipertensão pulmonar e melhorar a liberação de oxigênio em pacientes
com síndrome da angústia respiratória, mas não se sabe se essa manobra
melhora a sobrevida a longo prazo nesses pacientes gravemente doentes. DOADORES/PRECURSORES DE ÓXIDO NÍTRICO