Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 195 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Receptores purinérgicos

As purinas exercem seus efeitos biológicos por meio de três famílias de

receptores. A Tabela 17.1 (e o boxe pontos-chave na p. 229) lista os

receptores e resume o que é conhecido atualmente a respeito de seus

sistemas de sinalização, seus ligantes endógenos e antagonistas de interesse

farmacológico. No entanto, deve ser notado que a ação de fármacos e

ligantes nos receptores purinérgicos pode ser confusa. Tal fato ocorre, em

parte, porque os nucleotídios são rapidamente degradados por ectoenzimas,

mas também existe evidência de interconversão pela troca de fosfato.

Assim, o ATP pode produzir efeitos em todas as três subclasses de

receptores, dependendo da extensão de sua conversão enzimática a ADP,

AMP e adenosina.

As três principais famílias de receptores de purinas são:

 

• Receptores de adenosina (A 1, A2A, A2B e A3), anteriormente conhecidos

como receptores P1, antes de se descobrir que o agonista era a

adenosina. Estes são receptores acoplados à proteína G que atuam por

intermédio da adenilato ciclase/cAMP, ou por efeitos diretos nos canais

de Ca2+ e K+, como descrito no Capítulo 3

• Receptores metabotrópicos P2Y (P2Y 1-14), que são receptores acoplados

à proteína G que utilizam ativação pela fosfolipase C ou por cAMP

como seu sistema de sinalização (ver Capítulo 3); eles respondem a

diversos nucleotídios de adenina, geralmente preferindo ATP ao ADP

ou AMP. Alguns também reconhecem pirimidinas, como o UTP

• Receptores ionotrópicos P2X (P2X1-7), que são canais catiônicos

triméricos (em muitos casos heterotriméricos) controlados por ATP. Na

presença de ATP, os canais tornam-se permeáveis aos íons Ca2+ e Na+,