Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 443 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Outros esquemas de fármacos utilizados para contracepção

pílula combinada em algumas mulheres nas quais o estrógeno é

contraindicado e são viáveis para aquelas cuja pressão sanguínea aumente

de maneira exagerada durante o tratamento com estrógeno. Entretanto, seus

efeitos contraceptivos são menos confiáveis que aqueles da pílula

combinada, e, perdendo-se uma dose, pode ocorrer a concepção. Alterações

da menstruação (especialmente sangramento irregular) são comuns. Apenas

pequena proporção de mulheres usa esse método de contracepção; por isso,

dados da segurança por longos períodos são menos confiáveis em

comparação aos da pílula combinada.

 

Farmacocinética dos anticoncepcionais orais | interações farmacológicas

Os contraceptivos orais só com progesterona e combinados são

metabolizados pelas enzimas citocromo P450 hepáticas. Dado que a dose

efetiva mínima de estrógeno é usada para evitar o risco excessivo de

tromboembolia, qualquer aumento de sua depuração pode resultar em falha

do contraceptivo; de fato, fármacos que induzem enzimas podem ter esse

efeito não apenas com a pílula combinada, mas também com aquelas só

com progesterona. Tais fármacos incluem a rifampicina e a rifabutina,

assim como a carbamazepina, a fenitoína e outros, incluindo a preparação

da erva-de-são-joão (ver Capítulo 48).

 

OUTROS ESQUEMAS DE FÁRMACOS UTILIZADOS PARA CONTRACEPÇÃO

 

Contracepção pós-coito (de emergência)

A administração oral de levonorgestrel, sozinho ou combinado com

estrógeno, é efetiva se realizada dentro de 72 h do intercurso não protegido e repetida 12 h mais tarde. Náuseas e vômitos são comuns (então, as pílulas

podem ser perdidas: pílulas de reposição podem ser tomadas com algum

antiemético, tal como a domperidona). A inserção de um dispositivo

intrauterino é mais eficaz que métodos hormonais e funciona até 5 dias após

o coito.

Contraceptivos orais

 

Pílula combinada

• A pílula combinada contém um estrógeno e um progestógeno. Ela é tomada por 21 dias

consecutivos a cada 28 dias

• Modo de ação: o estrógeno inibe a liberação do hormônio foliculoestimulante (FSH) e,

desse modo, o desenvolvimento do folículo; a progesterona inibe a liberação do hormônio

luteinizante (LH) e, assim, a ovulação, e estimula a produção de um muco cervical inóspito

para o esperma; juntos, esses hormônios mantêm o endométrio inapto para a

implantação

• Desvantagens: podem ocorrer ganho de peso, náuseas, mudanças de humor e

pigmentação da pele

• Efeitos adversos sérios são raros. Uma pequena proporção de mulheres desenvolve

hipertensão reversível; existe um pequeno aumento de diagnósticos de câncer de mama,

possivelmente atribuível ao diagnóstico antecipado, e de câncer do colo do útero. Existe

um risco aumentado de tromboembolia com pílulas de terceira geração, especialmente

em mulheres com fatores de risco adicionais (p. ex., fumantes) e com uso prolongado

• São observados vários efeitos bené cos, não apenas para evitar a gravidez não desejada,

que, por si só, está associada a risco para a saúde.

 

Pílula apenas com progesterona

• A pílula apenas com progesterona é tomada continuamente. Ela difere da combinada no

efeito contraceptivo, que é menos e caz, e é principalmente o resultado da alteração do

muco cervical. O sangramento irregular é comum.

 

Contracepção de ação prolongada só com progesterona A medroxiprogesterona pode ser administrada intramuscularmente como