Rang e Dale: Farmacologia
Tratamento do diabetes melito
Efeitos adversos
Foi descrito um aumento significativo no risco de infecções urinárias e
fúngicas com os inibidores SGLT2, tais como vaginite ou balanite por
candidíase, presumivelmente devido à glicosúria (Storgaard et al., 2016). A
natriurese com a diurese podem levar a volume urinário aumentado,
hipotensão e desidratação, o que é acentuado com a utilização concomitante
de diuréticos tiazídicos.
Os sinais de segurança que estão correntemente sob avaliação
regulamentar incluem efeitos adversos potencialmente graves, como
suscetibilidade aumentada para a cetoacidose diabética e amputações dos
membros inferiores.
Uso clínico
Os inibidores SGLT2 estão licenciados para utilização no diabetes tipo 2,
seja isoladamente (quando a metformina é inadequada) seja em combinação
com a insulina ou outras terapias orais de redução da glicose. Normalmente,
isso envolveria a utilização de SGLT2 em terapias duplas ou triplas quando
as sulfonilureias não são bem toleradas ou não foram suficientemente
eficazes. Uma vantagem potencial da inibição de SGLT2 naqueles com
controle inadequado do diabetes melito é que a quantidade de glicose
excretada na urina será proporcionalmente maior nos pacientes em que as
concentrações de glicose no plasma são mais altas.
Os inibidores SGLT2 são também considerados de risco relativamente
baixo de hipoglicemia e, portanto, configuram uma opção recomendada em
pacientes que sejam suscetíveis para a hipoglicemia.
TRATAMENTO DO DIABETES MELITO
A insulina é essencial para o tratamento do diabetes tipo 1 e um
componente valioso no tratamento de muitos pacientes com o do tipo 2.
▼ Durante muitos anos, foi assumido como ato de fé que, normalizando
a glicose plasmática, iria reduzir-se o risco de complicações diabéticas.
O Diabetes Control and Complications Trial (ADA, 1993) mostrou que
essa crença estava bem formulada: os pacientes com diabetes tipo 1
foram alocados aleatoriamente para um manejo intensivo ou
convencional. A concentração média da glicose sanguínea em jejum foi
2,8 mmol/ ℓ menor no grupo tratado intensivamente, o qual teve uma
redução substancial na ocorrência e progressão de retinopatia,
nefropatia e neuropatia durante um período de 4 a 9 anos. Os benefícios,
incluindo redução de ateromatose, assim como de doença
microvascular, foram de longa duração e superaram os efeitos adversos,
os quais incluíram um aumento em 3 vez de crises graves de
hipoglicemia e um excesso modesto em aumento de peso.
O UK Prospective Diabetes Study mostrou que, baixando a pressão
arterial, os resultados no diabetes tipo 2 são acentuadamente
melhorados. A normalização da glicose sanguínea não foi alcançada
mesmo nos pacientes tratados de modo intensivo. Controle metabólico
otimizado melhorou os resultados; porém, em contraste com a redução
da pressão arterial, a magnitude do benefício foi decepcionante e
estatisticamente significativa apenas para as complicações
microvasculares. No acompanhamento a longo prazo, os pacientes desse
estudo que haviam sido alocados para o tratamento intensivo
continuaram apresentando melhores resultados do que aqueles tratados
apenas com dieta (apesar de o controle ter sido semelhante nos dois
grupos depois de terminado o período de ocultação do tratamento),
sugerindo que é importante um controle diabético precoce (dentro dos
primeiros 12 anos após o diagnóstico) (Holman et al., 2008). Em
contrapartida, os estudos de controle intensivo tardiamente no curso da
doença têm sido decepcionantes, com o malefício da hipoglicemia
sobrepondo-se a qualquer benefício.
Os pacientes com diabetes tipo 2, em geral, têm objetivos realistas
menos ambiciosos do que os mais jovens com o tipo 1. A restrição
dietética que leva à perda de peso em pacientes com excesso de peso e
obesos é uma pedra angular (embora com tendência a desmoronar)
combinada com o aumento de exercício. Os agentes orais são usados
para controlar os sintomas da hiperglicemia, assim como para limitar as
complicações microvasculares, e são introduzidos precocemente. As
medidas dietéticas e as estatinas para prevenir a doença ateromatosa
(ver Capítulo 24) são cruciais. Os detalhes do manejo dietético e do
tratamento de complicações diabéticas específicas estão além do âmbito
deste livro. As glitazonas e os fármacos que mimetizam ou potenciam
as incretinas reduzem a hemoglobina glicada (normalmente em 0,5 a 1
ponto percentual), mas seus efeitos (se algum) nos resultados clínicos,
tais como complicações diabéticas, não foram demonstrados de modo
consistente. Há alguma evidência de que pioglitazona, liraglutida e
empagliflozina possam melhorar os resultados cardiovasculares nos
pacientes diabéticos tipo 2 (Paneni e Lüscher, 2017), possivelmente
devido a ações cardiovasculares distintas dos seus efeitos metabólicos.
Fármacos utilizados no tratamento do diabetes melito
Insulina e outros fármacos injetáveis
• A insulina humana é produzida com a tecnologia do DNA recombinante. Para o uso
rotineiro, é administrada por via subcutânea (intravenosa em situações de emergência)
• As diferentes formulações da insulina diferem na sua duração de ação em:
– Insulina solúvel de ação rápida e curta: pico de ação obtido em 2 a 4 h após
administração da dose subcutânea, com duração de 6 a 8 h; é a única formulação que
pode ser administrada por via intravenosa
– Insulina de ação intermediária (p. ex., insulina isófana)
– Formas de ação prolongada (p. ex., suspensão de insulina zíncica)
• O principal efeito indesejável consiste no desenvolvimento de hipoglicemia
• A alteração da sequência de aminoácidos (análogos da insulina, como, por exemplo, a
insulina lispro e a insulina glargina) pode convenientemente modi car a cinética da
insulina
• As insulinas são utilizadas em todos os pacientes portadores de diabetes tipo 1 e em
aproximadamente um terço dos portadores de diabetes tipo 2
• A exenatida e a liraglutida são agonistas do GLP-1 injetáveis utilizadas como
tratamento complementar em determinados pacientes com diabetes tipo 2 controlados
inadequadamente. Ao contrário da insulina, podem causar perda de peso.
Fármacos hipoglicemiantes orais
• Esses fármacos são utilizados no diabetes tipo 2
• Biguanidas (p. ex., a metformina):
– Exercem ações periféricas complexas na presença de quantidades residuais de
insulina, aumentando a captação de glicose pelo músculo estriado e inibindo a
liberação de glicose pelo fígado e sua absorção pelo intestino
– Causam anorexia e estimulam a perda de peso
– Podem ser utilizados em associação às sulfonilureias
• Sulfonilureias e outros fármacos que estimulam a secreção de insulina (p. ex.,
tolbutamida, glibenclamida, nateglinida):
– Podem causar hipoglicemia (o que estimula o apetite, levando a ganho de peso)
– São e cazes apenas na presença de células β funcionais
– Bloqueiam os canais de potássio sensíveis ao ATP nas células β
– Em geral, são bem tolerados, embora promovam aumento de peso e estejam
associados a mais doenças cardiovasculares que a metformina
• As tiazolidinedionas têm sido associadas a toxicidade cardíaca grave. A única ainda
amplamente comercializada é a pioglitazona:
– Aumentam a sensibilidade à insulina e reduzem a glicemia nos pacientes portadores
de diabetes tipo 2
– Podem causar ganho ponderal e edema
– Aumentam o risco de fraturas por osteoporose
– São agonistas dos receptores ativados por proliferadores de peroxissomo-γ (um
receptor nuclear)
• Gliptinas (p. ex., sitagliptina):
– Potencializam as incretinas endógenas ao bloquear a dipeptidil peptidase-4 (DPP-4)
– São adicionadas a outros fármacos ativos por via oral para melhorar o controle
glicêmico de pacientes portadores de diabetes tipo 2
– São neutras em termos de peso; são normalmente bem toleradas, mas a pancreatite
permanece uma preocupação
• Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2) (p. ex., empagli ozina):
– Promovem excreção urinária de glicose
– Têm efeitos potencialmente bené cos no peso, na pressão arterial e nos resultados
cardiovasculares
– Aumentam o risco de desidratação e infecções do trato urinário
• Inibidor da α-glicosidase, acarbose:
– Reduz a absorção de carboidratos
– Causa atulência e diarreia.
Usos clínicos dos fármacos hipoglicemiantes orais
• Diabetes melito tipo 2, com a nalidade de reduzir os sintomas da hiperglicemia (p. ex.,
sede, micção excessiva). O controle “rígido” da glicemia tem apenas um pequeno efeito
sobre as complicações vasculares nesse boxe
• A metformina é de escolha especialmente para pacientes obesos, a não ser que estejam
presentes fatores que contraindiquem o seu uso por predisporem ao desenvolvimento de
acidose láctica (insu ciência renal ou hepática, insu ciência cardíaca descompensada,
hipoxemia)
• A acarbose (inibidor da α-glicosidase) reduz a absorção de carboidratos; provoca
atulência e diarreia
• Os fármacos que atuam sobre o receptor de sulfonilureias (p. ex., tolbutamida,
glibenclamida) são bem tolerados, mas frequentemente promovem ganho ponderal.
Estão associados a maior risco cardiovascular em comparação com a metformina
• A pioglitazona melhora o controle (reduz a hemoglobina A 1C), mas aumenta o peso,
provoca retenção de líquidos e eleva o risco de fraturas. Os agonistas do peptídio
glucagon-símile-1 (GLP-1) (exenatida, lixisenatida ou liraglutida) são injetados 1
vez/dia ou (exenatida de liberação modi cada) 1 vez/semana em pacientes obesos,
controlados inadequadamente e sujeitos com dois antidiabéticos orais. Esses agentes
estão associados ao potencial de perda de peso ou à prevenção de ganho de peso em
pacientes com excesso de peso ou obesos
• Inibidores da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4) (gliptinas, como sitagliptina) melhoram o
controle, são bem tolerados e neutros para o peso, mas o resultado da evidência é
inconsistente. A pancreatite e a insu ciência cardíaca são possíveis efeitos adversos
preocupantes
• Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2) melhoram o controle, mas os
resultados a longo prazo e os dados de segurança estão ainda por vir.
REFERÊNCIAS E LEITURA COMPLEMENTAR
Referências
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(SGLT 2) inhibitors in the treatment of type 2 diabetes. Endocr. Rev. 32 (4), 515–531.
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management of diabetes mellitus. Ther. Adv. Chronic. Dis. 6 (6), 375–388. (Excelente resumo do
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DeFronzo, R.A., Davidson, J.A., Del Prato, S., 2012. The role of the kidneys in glucose homeostasis:
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revisão discutindo a homeostase da glicose e o rim)
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foi associado com aumento do risco de morte e de doença cardiovascular. Não prova, mas é
bastante sugestivo!)
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Leitura complementar
Aspectos fisiológicos e fisiopatológicos
Lavin, D.P., White, M.F., Brazil, D.P., 2016. IRS proteins and diabetic complications. Diabetologia
59, 2280–2291. (Revê o papel das proteínas IRS na ligação dos receptores de superfície das
células às cascatas de sinalização intracelular e potenciais mecanismos que levam ao
desenvolvimento e progressão das complicações diabéticas)
Withers, D.J., Gutierrez, J.S., Towery, H., et al., 1998. Disruption of IRS-2 causes type 2 diabetes in
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pp. 846-847)
Zimmet, P., Alberti, K.G.M.M., Shaw, J., 2001. Global and societal implications of the diabetes
epidemic. Nature 414, 782–787. (As mudanças no comportamento humano levaram a um
aumento considerável do diabetes tipo 2 no mundo inteiro)
Insulinas
Owens, D.R., Zinman, B., Bolli, G.B., 2001. Insulins today and beyond. Lancet 358, 739–746.
(Revisão sobre a fisiologia da homeostasia da glicose, das insulinas designer produzidas por
engenharia genética e os progressos obtidos nas formas de administração da insulina e da
mensuração da glicose)
Fármacos hipoglicemiantes orais
Gale, E.A.M., 2001. Lessons from the glitazones: a story of drug development. Lancet 357, 1870–
1875. (Assunto em disputa: “A troglitazona foi voluntariamente retirada de circulação na
Europa, porém passou a gerar vendas de mais de 2 bilhões de dólares nos Estados Unidos e
causou 90 casos de insuficiência hepática antes de ser retirada do mercado. A rosiglitazona e a
pioglitazona foram liberadas para uso nos Estados Unidos como monoterapia ou em associação
a outros fármacos, ao passo que, na Europa, os mesmos processos foram utilizados para obter
uma licença limitada como agentes de segunda linha. Como devemos utilizar esses fármacos?
Como eles alcançaram o status de agentes mais vendidos sem que houvesse evidência clara da
vantagem de seu uso sobre as formas de terapia já existentes?”)
Guan, Y., Hao, C., Cha, D.R., et al., 2005. Thiazolidinediones expand body fluid volume through
PPAR stimulation of ENaC-mediated renal salt absorption. Nat. Med. 11, 861–865. (Fornece uma
explicação sobre o mecanismo de retenção hídrica causado pelas tiazolidinadionas e sugere que
a amilorida pode ser um tratamento específico para o mesmo)
Outros fármacos para tratamento do diabetes e aspectos terapêuticos Brenner, B.M., Cooper, M.E., de Zeeuw, D., et al., 2001. Effects of losartan on renal and
cardiovascular outcomes in patients with type 2 diabetes and nephropathy. N. Engl. J. Med. 345,
861–869. (Benefícios renais significativos com o uso de antagonistas AT1; ver também dois
outros artigos: Lewis, E.J., et al., pp. 851-860, e Parving, H.-H., et al., pp. 870-878 e um
editorial sobre prevenção da doença renal causada pelo diabetes tipo 2 publicado por Hostetter,
T.H., pp. 910-911)
Farmer, K.L., Li, C.Y., Dobrowsky, R.T., 2012. Diabetic neuropathy: should a chaperone accompany
our therapeutic approach? Pharmacol. Rev. 64, 880–900. (Atualmente a terapia não é
satisfatória)
Younk, L.M., Mikeladze, M., Davis, S.N., 2011. Pramlintide and the treatment of diabetes: a review
of the data since its introduction. Expert Opin. Pharmacother. 12, 1439–1451. (A pranlintida
reduz significativamente a hemoglobina A(1c) e o peso corporal em pacientes com diabetes
melito tipos 1 e 2. Pesquisas mais recentes têm se concentrado nos efeitos da perda de peso pela
pranlintida e por pranlintida mais metreleptina em obesos não diabéticos)
____________
1 Não confundir com o peptídio C-reativo, o qual é um reagente de fase
aguda utilizado clinicamente como marcador inflamatório (ver Capítulo 7).
2 A insulina injetável não contém peptídio C, proporcionando, desse modo,
um meio de distinção entre a insulina endógena e a exógena. O fato é
utilizado para diferenciar o insulinoma (um tumor secretante de insulina
responsável por elevados níveis circulantes de insulina e de peptídio C) da
injeção sub-reptícia de insulina (nível elevado de insulina, mas normais ou
baixos de peptídio C). A indução deliberada de hipoglicemia por
autoinjeção de insulina é manifestação bem reconhecida, apesar de
incomum, de transtorno psiquiátrico, particularmente em profissionais da
área de saúde. Também tem sido utilizada em assassinatos.
3 + Essa ação sobre o K é utilizada no tratamento de emergência da
hiperpotassemia, com a administração intravenosa de glicose com insulina
(ver Capítulo 30).
4 A octreotida é utilizada a curto prazo previamente à cirurgia de tumor da
hipófise, ou enquanto se aguarda o efeito da radioterapia do tumor, ou,
ainda, em casos em que outros tratamentos não foram eficazes.
5 A neuropatia (“doença dos nervos”) provoca disfunção das fibras nervosas
periféricas, as quais podem ser motoras, sensitivas ou autônomas. A
neuropatia diabética frequentemente causa parestesia, cuja distribuição tem
um padrão semelhante a uma meia, que é provocada por dano às fibras
sensitivas. A neuropatia autonômica provoca hipotensão postural e
disfunção erétil.
6 O controle do diabetes não é facilmente estimado pela determinação da
glicemia, devido à sua acentuada variabilidade. Em vez disso, é medida a
hemoglobina glicada (hemoglobina A ). Isso fornece uma medida de 1C controle integrada sobre a vida útil do glóbulo vermelho: cerca de 120 dias.
Em indivíduos saudáveis, 4 a 6% (20 a 42 mmol/mol) da hemoglobina é
glicada; níveis acima de 6,5% (48 mmol/mol) são indicativos de diabetes.
7 Teoricamente, isso poderia proporcionar uma liberação variável de
insulina controlada pela concentração de glicose prevalente, visto que a
glicose e a insulina glicada competem pelos pontos de ligação na lectina.
8 A metformina teve um início muito lento. Foi inicialmente sintetizada em
1922, uma entre uma grande série de biguanidas com muitas ações
farmacológicas diferentes e que demonstrou ser imprópria para uso clínico.
O seu efeito de redução da glicose foi precocemente referido, mas foi
suplantado pela descoberta da insulina. Só recebeu a aprovação da Food
and Drug Administration (FDA) em 1995.
9 É irônico o fato de que esses fármacos, introduzidos no mercado com
propaganda agressiva, compartilham muitas das propriedades da
tolbutamida, a mais antiga, mais barata e menos famosa das sulfonilureias.
10 Comparar com os fibratos (aos quais as tiazolidinadionas estão
estruturalmente relacionadas), que se ligam aos PPARα (ver Capítulo 24).
Capítulo 32
32.1 TEMA
A glicose constitui a principal fonte de energia para a função celular. Para a
homeostasia, é essencial o equilíbrio contínuo entre a disponibilidade de
glicose proveniente da alimentação e das reservas e o seu uso nas reações
metabólicas.
Qual das seguintes a rmativas sobre o controle da glicose é correta?
A. A somatostatina, que é liberada pelas células α, inibe a insulina
B. As células secretoras do polipeptídio pancreático liberam grelina
C. O glucagon, que é liberado pelas células β, aumenta o nível de glicemia
D. A amilina, que é liberada pelas células β, opõe-se à insulina
E. A insulina, que é liberada pelas células β, produz elevação dos níveis de glicemia
Resposta A A somatostatina é liberada pelas células δ e atua para inibir a liberação de
insulina.
Alternativa B incorreta: As células polipeptídicas pancreáticas, como as células ∊
que liberam grelina, liberam um polipeptídio implicado no controle da ingestão de
alimentos.
Alternativa C incorreta: O glucagon é liberado pelas células α para aumentar os níveis
de glicemia.
Alternativa D incorreta: A amilina, que é liberada pelas células β, opõe-se à insulina.
A amilina retarda o esvaziamento gástrico, facilita a degradação do glicogênio no
músculo estriado e inibe a secreção de insulina.
Alternativa E incorreta: A insulina liberada pelas células β diminui os níveis de
glicemia ao facilitar a captação e o armazenamento celulares.
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32.2 TEMA
Embora vários hormônios e peptídios estejam envolvidos na regulação da
glicose, doenças como o diabetes melito ressaltaram a importância da insulina
na regulação dos níveis de glicemia.
Qual dos seguintes efeitos é siológico da insulina?
A. Estimulação da glicogenólise
B. Estimulação da gliconeogênese
C. Aumento da lipólise no tecido adiposo
D. Diminuição das reservas hepáticas de glicogênio
E. Aumento na translocação membranar do Glut-4
Resposta A A principal função da insulina consiste em diminuir os níveis de glicemia,
de modo que ela iniba o processo de degradação do glicogênio para a liberação de
glicose.
Alternativa B incorreta: A principal função da insulina consiste em diminuir os níveis
de glicemia, de modo que ela iniba a síntese de glicose a partir de fontes diferentes de
carboidratos.
Alternativa C incorreta: A insulina aumenta a lipólise por meio de inativação das
lipases e estimula a síntese de ácidos graxos e de triglicerídios.
Alternativa D incorreta: A insulina aumenta o armazenamento da glicose em excesso
nas reservas hepáticas de glicogênio.
Alternativa E incorreta: Aumento na translocação membranar do Glut-4.
A insulina aumenta a expressão de superfície dos transportadores Glut-4, possibilitando
a captação de glicose nas células.
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32.3 TEMA
Os pacientes com diabetes melito do tipo 1 não produzem insulina su ciente e
podem ser tratados com a administração de insulina. Dispõe-se de diferentes
formulações de insulina com diferentes per s farmacocinéticos.
Qual dos seguintes fármacos seria mais apropriado administrar a paciente com
diabetes melito tipo 1 imediatamente antes de uma refeição, de modo a
controlar os níveis de insulina?
A. Insulina lispro
B. Insulina glargina
C. Insulina isófana
D. Exenatida
E. Insulina amorfa
Resposta A Insulina lispro.
Trata-se de uma insulina modi cada, que apresenta rápida absorção e início de ação,
possibilitando a sua administração imediatamente antes de uma refeição. A duração de
ação é muito curta e, portanto, ela é habitualmente suplementada com um análogo de
ação mais longa.
Alternativa B incorreta: A insulina glargina é um análogo de ação longa, que produz
um nível basal de insulina simulando a liberação siológica basal do hormônio.
Alternativa C incorreta: A insulina isófana é um análogo de ação intermediária.
Alternativa D incorreta: A exenatida é uma substância que mimetiza as incretinas,
utilizada em pacientes com diabetes do tipo 2 para estimular a liberação de insulina.
Alternativa E incorreta: A insulina amorfa, que frequentemente é uma suspensão de
insulina zíncica, fornece um mecanismo para a liberação lenta de insulina ao longo do
dia.
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