Rang e Dale: Farmacologia
Vias dopaminérgicas no SNC
causam liberação de dopamina aumentam o AHV, geralmente sem alterar o
conteúdo de dopamina. O ADHFA e o AHV e seus conjugados sulfatados
são eliminados na urina, o que fornece um índice da liberação de dopamina
nos seres humanos.
A 6-hidroxidopamina, que destrói seletivamente os terminais nervosos
dopaminérgicos, é usada como ferramenta de pesquisa. Ela é captada pelo
transportador de dopamina e convertida em um metabólito reativo que
provoca citotoxicidade oxidativa.
VIAS DOPAMINÉRGICAS NO SNC
Há quatro vias dopaminérgicas principais no encéfalo (Figura 40.3):
1. A via nigroestriada, que responde por cerca de 75% da dopamina no
encéfalo e consiste em grande parte em corpos celulares na substância
negra, cujos axônios terminam no corpo estriado. Essas fibras dirigem-
se para o feixe prosencefálico medial, juntamente com outras fibras
contendo monoaminas. A abundância de neurônios que contêm
dopamina no estriado humano pode ser vista na imagem mostrada na
Figura 40.4, obtida injetando-se um derivado da dopa, com flúor
radioativo, e mapeando-se a radioatividade 3 horas mais tarde, por meio
da tomografia por emissão de pósitrons (PET).
Figura 40.2 Principais vias para o metabolismo da dopamina no cérebro. COMT, catecol-O-metiltransferase; MAO, monoamina oxidase.
Figura 40.3 Diagrama simplificado das vias da dopamina no encéfalo, desenhado
como na Figura 40.1. A hipófise (H) é vista, inervada por fibras dopaminérgicas do hipotálamo. Ac, nucleus accumbens; SN, substância negra; VTA, área tegmental ventral; as
outras abreviações são as da Figura 40.1.
2. As vias mesolímbicas, cujos corpos celulares dirigem-se para a área
tegmental ventral (VTA; do inglês, ventral tegmental area), adjacente à
substância negra, no mesencéfalo, e cujas fibras projetam-se por
intermédio do feixe prosencefálico medial, para partes do sistema
límbico, especialmente o nucleus accumbens e o núcleo amigdaloide.
Figura 40.4 Dopamina nos núcleos da base de um ser humano. O indivíduo foi injetado com 5-fluoro-dopa marcada com 18F, um isótopo emissor de pósitrons, localizado 3 horas mais tarde pela técnica da tomografia por emissão de pósitrons. O isótopo é acumulado (áreas brancas) pelo sistema de captação da dopa dos neurônios dos núcleos da base e, em menor extensão, no córtex frontal. Ele é visto também no couro cabeludo e nos músculos temporais. (De Garnett, E.S., Firnau, G., Nahmias, C., 1983. Nature 305, 137-138.)
3. As vias mesocorticais, cujos corpos celulares também se encontram na
VTA e que se projetam através do feixe prosencefálico medial para o