Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 441 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Gonadotrofinas e análogos

Efeitos adversos dos análogos de GnRH

Os efeitos adversos de agonistas de GnRH em mulheres, como rubor,

ressecamento vaginal e perda óssea, resultam do hipoestrogenismo. O

estímulo inicial da secreção de gonadotrofina no princípio do tratamento

pode causar a piora transitória da dor de mestátases ósseas nos homens com

câncer de próstata; por isso, o tratamento é iniciado somente após o

paciente ter recebido um antagonista de receptor de andrógeno, tal como a

flutamida (ver Capítulo 57).

 

Danazol

 

■ Ações e farmacocinética

O danazol inibe a secreção de gonadotrofina (em especial, no ápice da

metade do ciclo) e, consequentemente, reduz a síntese de estrógeno no

ovário (ver Figura 36.5). Nos homens, ele diminui a síntese de andrógeno e

a espermatogênese, além de ter atividade androgênica, ser ativo por via oral

e metabolizado pelo fígado.

O danazol é usado em condições dependentes de hormônio, as quais

incluem endometriose, displasia mamária (nódulos mamários benignos) e

ginecomastia. Um uso específico adicional é para reduzir as crises de

edema no angioedema hereditário (ver Capítulo 29).

Os efeitos adversos são comuns e incluem alterações GI, ganho de peso,

retenção de líquido, vertigem, sintomas da menopausa, câimbras

musculares e dores de cabeça. O danazol é virilizante em mulheres.

 

GONADOTROFINAS E ANÁLOGOS

As gonadotrofinas (FSH, LH e hCG) são glicoproteínas produzidas e

secretadas pela adeno-hipófise (FSH e LH) (ver Capítulo 34) ou pelo córion e pela placenta (hCG). Grandes quantidades de gonadotrofinas estão

presentes na urina da mulher após a menopausa, na qual o estrógeno não

exerce mais inibição da retroalimentação na hipófise, que,

consequentemente, passa a secretar grandes quantidades de FSH e LH.4

 

Preparações

As gonadotrofinas são extraídas da urina de mulheres grávidas (hCG) ou

após a menopausa (gonadotrofinas da menopausa humana, que contêm

mistura de FSH e LH). O FSH recombinante (folitropina) e o LH

(lutropina) também estão disponíveis.

 

Farmacocinética e uso clínico

Preparações de gonadotrofinas são administradas por injeção. Elas são

usadas para tratar a infertilidade causada pela perda da ovulação como

resultado do hipopituitarismo, ou após a falha do tratamento com

clomifeno; também são usadas por especialistas para induzir a ovulação e

possibilitar sua coleta para fertilização in vitro. Para esse uso, a

gonadotrofina é geralmente administrada após a secreção endógena de FSH

e LH ter sido suprimida. As gonadotrofinas, às vezes, são empregadas em

homens com infertilidade causada por baixa contagem de espermatozoides,

como resultado do hipogonadismo hipogonadotrófico (alteração às vezes

acompanhada de anosmia permanente, isto é, perda do olfato). É claro que

gonadotrofinas não funcionam em pacientes cuja contagem baixa de

espermatozoides seja resultado de falência testicular primária. A hCG tem

sido usada para estimular a síntese de testosterona em meninos com

puberdade retardada, mas, geralmente, prefere-se a testosterona.