Rang e Dale: Farmacologia
Etomidato
O tiopental liga-se à albumina plasmática (grosseiramente, 85% do
conteúdo sanguíneo está ligado). A fração ligada é menor em caso de má
nutrição e doença hepática ou renal, as quais afetam a concentração das
propriedades de ligação à albumina plasmática, e isso pode reduzir
consideravelmente a dose necessária para que ocorra a indução da anestesia.
A ocorrência de injeção acidental de tiopental (uma solução fortemente
alcalina) no entorno, em vez de no interior da veia, ou dentro de uma
artéria, pode causar dor, necrose tecidual local e ulceração ou espasmo
arterial grave, o que pode resultar em gangrena.
As ações do tiopental sobre o sistema nervoso são muito semelhantes
àquelas dos anestésicos inalatórios, embora apresentem pouco efeito
analgésico e possam causar depressão respiratória profunda, mesmo em
quantidades que não são suficientes para abolir as respostas de reflexo a
estímulos dolorosos. Seu longo efeito subsequente, associado ao lento
declínio da concentração plasmática, significa que tontura e algum grau de
depressão respiratória persistem por algumas horas.
O tiopental, assim como outros barbitúricos, induz a produção de várias
enzimas hepáticas, incluindo aquelas envolvidas na síntese do heme, e pode
precipitar ataques de porfiria em pacientes que têm esta doença genética.
ETOMIDATO
O etomidato ganhou preferência sobre o tiopental devido à sua ampla
margem entre a dose anestésica e a dose necessária para produzir depressão
cardiovascular. É mais rapidamente metabolizado que o tiopental e,
portanto, é menos propenso a causar efeito de ressaca prolongado. Causa
menos hipotensão que o propofol ou o tiopental. O etomidato, em outros
aspectos, é muito semelhante ao tiopental, embora apresente problemas na
sua utilização, tais como movimentos involuntários durante a indução, náuseas e vômitos pós-operatórios e dor no local da injeção. O etomidato