Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 692 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Interações hospedeiro-parasito

como o Pneumocystis jirovecii, mencionado no último capítulo. Os

protozoários têm diversos comportamentos alimentares, e alguns são

parasitos. Muitos contêm ciclos de vida extremamente complexos,

envolvendo, por vezes, vários hospedeiros, remanescentes dos helmintos

discutidos no Capítulo 56. A Tabela 55.1 lista alguns desses

microrganismos clinicamente importantes, juntamente com as doenças que

causam, e uma consideração geral sobre os fármacos anti-infestantes.

 

INTERAÇÕES HOSPEDEIRO-PARASITO

Enquanto os mamíferos desenvolveram mecanismos muito eficazes para se

defender dos parasitos invasores, muitos parasitos, por sua vez,

desenvolveram sofisticadas técnicas de evasão. Uma estratégia parasitária

comum é refugiar-se no interior das células do hospedeiro, onde os

anticorpos não podem atingi-los. A maioria dos protozoários faz isso; por

exemplo, as espécies de Plasmodium o fazem nos eritrócitos, as espécies

Leshmania infectam exclusivamente os macrófagos, enquanto as espécies

de tripanossomos invadem vários outros tipos de células. O hospedeiro lida

com esses fugitivos intracelulares ao distribuir as células T CD8+

citotóxicas e a via das citocinas dos T-helper (Th)1, como interleucina 2

(IL-2), fator de necrose tumoral (TNF)-α e interferona-γ. Essas citocinas

(ver Capítulo 19) ativam os macrófagos, os quais, então, podem destruir as

células infectadas juntamente com os parasitos intracelulares.

Como explicado no Capítulo 6, as respostas da via Th1 podem ser

reguladas negativamente pelas citocinas da via Th2 (p. ex., fator de

transformação de crescimento-β, IL-4 e IL-10). Alguns parasitos

intracelulares exploraram esse mecanismo ao estimularem a produção de

citocinas Th2, reduzindo, assim, sua vulnerabilidade a macrófagos Th1 ativados. Por exemplo, a invasão de macrófagos por espécies de