Rang e Dale: Farmacologia
Interações hospedeiro-parasito
como o Pneumocystis jirovecii, mencionado no último capítulo. Os
protozoários têm diversos comportamentos alimentares, e alguns são
parasitos. Muitos contêm ciclos de vida extremamente complexos,
envolvendo, por vezes, vários hospedeiros, remanescentes dos helmintos
discutidos no Capítulo 56. A Tabela 55.1 lista alguns desses
microrganismos clinicamente importantes, juntamente com as doenças que
causam, e uma consideração geral sobre os fármacos anti-infestantes.
INTERAÇÕES HOSPEDEIRO-PARASITO
Enquanto os mamíferos desenvolveram mecanismos muito eficazes para se
defender dos parasitos invasores, muitos parasitos, por sua vez,
desenvolveram sofisticadas técnicas de evasão. Uma estratégia parasitária
comum é refugiar-se no interior das células do hospedeiro, onde os
anticorpos não podem atingi-los. A maioria dos protozoários faz isso; por
exemplo, as espécies de Plasmodium o fazem nos eritrócitos, as espécies
Leshmania infectam exclusivamente os macrófagos, enquanto as espécies
de tripanossomos invadem vários outros tipos de células. O hospedeiro lida
com esses fugitivos intracelulares ao distribuir as células T CD8+
citotóxicas e a via das citocinas dos T-helper (Th)1, como interleucina 2
(IL-2), fator de necrose tumoral (TNF)-α e interferona-γ. Essas citocinas
(ver Capítulo 19) ativam os macrófagos, os quais, então, podem destruir as
células infectadas juntamente com os parasitos intracelulares.
Como explicado no Capítulo 6, as respostas da via Th1 podem ser
reguladas negativamente pelas citocinas da via Th2 (p. ex., fator de
transformação de crescimento-β, IL-4 e IL-10). Alguns parasitos
intracelulares exploraram esse mecanismo ao estimularem a produção de
citocinas Th2, reduzindo, assim, sua vulnerabilidade a macrófagos Th1 ativados. Por exemplo, a invasão de macrófagos por espécies de