Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 446 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Fármacos que inibem a contração uterina

Fármacos que atuam sobre o útero

 

• Por ocasião do parto, a ocitocina provoca contrações uterinas coordenadas e regulares,

cada uma seguida de relaxamento; a ergometrina, um alcaloide do esporão do ergot,

provoca contrações uterinas com aumento do tônus basal. A atosibana, um antagonista

da ocitocina, retarda o trabalho de parto

• Os análogos das prostaglandinas (PG), como a dinoprostona (PGE2) e a dinoprosta

(PGE 2α), contraem o útero gravídico, mas relaxam o colo uterino. Os inibidores da ciclo-

oxigenase inibem a síntese de PG e retardam o trabalho de parto. Além disso, aliviam os

sintomas da dismenorreia e da menorragia

• Os agonistas dos receptores β2-adrenérgicos (p. ex., ritodrina) inibem as contrações tanto

espontâneas quanto induzidas pela ocitocina no útero gravídico.

 

FÁRMACOS QUE INIBEM A CONTRAÇÃO UTERINA

Os agonistas seletivos de receptores β 2-adrenérgicos, tais como a ritodrina ou o salbutamol, inibem as contrações espontâneas ou as induzidas pela

ocitocina no útero gravídico. Esses relaxantes uterinos são usados em

pacientes selecionadas para prevenir o trabalho de parto prematuro, que

ocorre entre 22 e 33 semanas de gestação em forma de gravidez não

complicada. Esses agentes podem retardar o parto em 48 h, tempo que pode

ser usado para administrar glicocorticoides para a mãe, a fim de maturar os

pulmões do bebê, reduzindo o desconforto respiratório neonatal. Tem sido

difícil demonstrar que qualquer um dos fármacos usados para retardar o

trabalho de parto melhore o resultado para o bebê. Os riscos para a mãe,

especialmente edema pulmonar, aumentam após 48 h, e a resposta

miometrial é reduzida; por isso, o tratamento prolongado é evitado. Os

inibidores de ciclo-oxigenase (p. ex., indometacina) inibem o trabalho de parto, mas seu uso pode causar problemas no bebê, incluindo disfunção

renal e retardo do fechamento do ducto arterioso, ambos influenciados pelas

prostaglandinas endógenas.

Um antagonista do receptor de ocitocina, a atosibana, promove

alternativa para um agonista dos receptores β 2-adrenérgicos. Ela é administrada em bolus intravenoso, seguida de infusão intravenosa, por não

mais do que 48 h. Os efeitos adversos incluem vasodilatação, náuseas,

vômito e hiperglicemia.

 

Uso clínico dos fármacos que agem no útero

 

Estimulantes miométricos (ocitócicos)

• A ocitocina é usada para induzir ou intensi car o trabalho de parto quando o músculo

uterino não está funcionando adequadamente. Ela também pode ser usada para tratar a

hemorragia pós-parto

• A ergometrina é usada para tratar a hemorragia pós-parto. A carboprosta pode ser

usada se a paciente não responder à ergometrina

• Uma preparação contendo ocitocina e ergometrina é usada para controlar o terceiro

estágio do trabalho de parto; os dois agentes juntos podem também ser usados, antes da

cirurgia, para controlar o sangramento devido ao aborto incompleto

• Gemeprosta (intravaginalmente) ou misoprostol (a seguir à mifepristona) são usados

para interromper a gravidez.

 

Relaxantes miométricos

• Agonistas de receptores beta-adrenérgicos (p. ex., ritodrina) são usados para retardar o

trabalho de parto pré-termo

• A atosibana (antagonista de ocitocina) também retarda o trabalho de parto pré-termo. DISFUNÇÃO ERÉTIL