Rang e Dale: Farmacologia
Fármacos que inibem a contração uterina
Fármacos que atuam sobre o útero
• Por ocasião do parto, a ocitocina provoca contrações uterinas coordenadas e regulares,
cada uma seguida de relaxamento; a ergometrina, um alcaloide do esporão do ergot,
provoca contrações uterinas com aumento do tônus basal. A atosibana, um antagonista
da ocitocina, retarda o trabalho de parto
• Os análogos das prostaglandinas (PG), como a dinoprostona (PGE2) e a dinoprosta
(PGE 2α), contraem o útero gravídico, mas relaxam o colo uterino. Os inibidores da ciclo-
oxigenase inibem a síntese de PG e retardam o trabalho de parto. Além disso, aliviam os
sintomas da dismenorreia e da menorragia
• Os agonistas dos receptores β2-adrenérgicos (p. ex., ritodrina) inibem as contrações tanto
espontâneas quanto induzidas pela ocitocina no útero gravídico.
FÁRMACOS QUE INIBEM A CONTRAÇÃO UTERINA
Os agonistas seletivos de receptores β 2-adrenérgicos, tais como a ritodrina ou o salbutamol, inibem as contrações espontâneas ou as induzidas pela
ocitocina no útero gravídico. Esses relaxantes uterinos são usados em
pacientes selecionadas para prevenir o trabalho de parto prematuro, que
ocorre entre 22 e 33 semanas de gestação em forma de gravidez não
complicada. Esses agentes podem retardar o parto em 48 h, tempo que pode
ser usado para administrar glicocorticoides para a mãe, a fim de maturar os
pulmões do bebê, reduzindo o desconforto respiratório neonatal. Tem sido
difícil demonstrar que qualquer um dos fármacos usados para retardar o
trabalho de parto melhore o resultado para o bebê. Os riscos para a mãe,
especialmente edema pulmonar, aumentam após 48 h, e a resposta
miometrial é reduzida; por isso, o tratamento prolongado é evitado. Os
inibidores de ciclo-oxigenase (p. ex., indometacina) inibem o trabalho de parto, mas seu uso pode causar problemas no bebê, incluindo disfunção
renal e retardo do fechamento do ducto arterioso, ambos influenciados pelas
prostaglandinas endógenas.
Um antagonista do receptor de ocitocina, a atosibana, promove
alternativa para um agonista dos receptores β 2-adrenérgicos. Ela é administrada em bolus intravenoso, seguida de infusão intravenosa, por não
mais do que 48 h. Os efeitos adversos incluem vasodilatação, náuseas,
vômito e hiperglicemia.
Uso clínico dos fármacos que agem no útero
Estimulantes miométricos (ocitócicos)
• A ocitocina é usada para induzir ou intensi car o trabalho de parto quando o músculo
uterino não está funcionando adequadamente. Ela também pode ser usada para tratar a
hemorragia pós-parto
• A ergometrina é usada para tratar a hemorragia pós-parto. A carboprosta pode ser
usada se a paciente não responder à ergometrina
• Uma preparação contendo ocitocina e ergometrina é usada para controlar o terceiro
estágio do trabalho de parto; os dois agentes juntos podem também ser usados, antes da
cirurgia, para controlar o sangramento devido ao aborto incompleto
• Gemeprosta (intravaginalmente) ou misoprostol (a seguir à mifepristona) são usados
para interromper a gravidez.
Relaxantes miométricos
• Agonistas de receptores beta-adrenérgicos (p. ex., ritodrina) são usados para retardar o
trabalho de parto pré-termo
• A atosibana (antagonista de ocitocina) também retarda o trabalho de parto pré-termo. DISFUNÇÃO ERÉTIL