Rang e Dale: Farmacologia
Fisiologia da transmissão colinérgica
úlceras pépticas) é seletiva dos receptores M 1 e a darifenacina (utilizada na incontinência urinária em adultos com instabilidade do músculo detrusor,
conhecida como “bexiga hiperativa”) é seletiva dos receptores M 3. A galamina, antes utilizada como um bloqueador neuromuscular, é também
seletiva, embora pouco, do antagonista alostérico receptor M2.1 As toxinas do veneno da mamba-verde demonstraram ser antagonistas altamente
seletivos dos mAChR (ver Tabela 14.2).
FISIOLOGIA DA TRANSMISSÃO COLINÉRGICA
A fisiologia da neurotransmissão colinérgica é descrita em detalhes por
Nicholls et al. (2012). A Figura 14.2 mostra as principais maneiras pelas
quais os fármacos podem afetar a transmissão colinérgica.
Receptores da acetilcolina
• São basicamente divididos em dois subtipos: os nicotínicos (nAChR) e muscarínicos
(mAChR)
• Os receptores nicotínicos estão ligados diretamente a canais de cátions e medeiam a
transmissão sináptica excitatória rápida na junção neuromuscular, nos gânglios
autônomos e em vários locais do SNC. Os receptores nicotínicos musculares e neuronais
diferem quanto à estrutura molecular e à farmacologia
• Os receptores muscarínicos e nicotínicos são encontrados tanto na região pré-sináptica
quanto na pós-sináptica e agem regulando a liberação do transmissor
• Os receptores muscarínicos estão acoplados à proteína G e produzem:
– Ativação da fosfolipase C (e, consequentemente, a formação de trifosfato de inositol e
diacilglicerol como segundos mensageiros)
– Inibição da adenilil ciclase
– Ativação dos canais de potássio e/ou inibição dos canais de cálcio
• Os receptores muscarínicos medeiam os efeitos da acetilcolina nas sinapses pós-
ganglionares parassimpáticas (principalmente no coração, nos músculos lisos e nas
glândulas) e contribuem para a estimulação ganglionar. São encontrados em muitas
partes do SNC
• Há três tipos principais de receptores muscarínicos:
– Receptores M1 (“neuronais”), que produzem a excitação lenta dos gânglios. São
bloqueados de modo seletivo pela pirenzepina
– Receptores M2 (“cardíacos”), que provocam a diminuição da frequência cardíaca e da
força de contração (principalmente dos átrios). São bloqueados de modo seletivo
pela galamina. Os receptores M 2 também medeiam a inibição pré-sináptica
– Receptores M3 (“glandulares”), que são responsáveis por fenômenos como secreção,
contração dos músculos lisos das vísceras e relaxamento vascular. A cevimelina é