Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 171 de 751

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Rang e Dale: Farmacologia

Fisiologia da transmissão colinérgica

úlceras pépticas) é seletiva dos receptores M 1 e a darifenacina (utilizada na incontinência urinária em adultos com instabilidade do músculo detrusor,

conhecida como “bexiga hiperativa”) é seletiva dos receptores M 3. A galamina, antes utilizada como um bloqueador neuromuscular, é também

seletiva, embora pouco, do antagonista alostérico receptor M2.1 As toxinas do veneno da mamba-verde demonstraram ser antagonistas altamente

seletivos dos mAChR (ver Tabela 14.2).

 

FISIOLOGIA DA TRANSMISSÃO COLINÉRGICA

A fisiologia da neurotransmissão colinérgica é descrita em detalhes por

Nicholls et al. (2012). A Figura 14.2 mostra as principais maneiras pelas

quais os fármacos podem afetar a transmissão colinérgica.

Receptores da acetilcolina

 

• São basicamente divididos em dois subtipos: os nicotínicos (nAChR) e muscarínicos

(mAChR)

• Os receptores nicotínicos estão ligados diretamente a canais de cátions e medeiam a

transmissão sináptica excitatória rápida na junção neuromuscular, nos gânglios

autônomos e em vários locais do SNC. Os receptores nicotínicos musculares e neuronais

diferem quanto à estrutura molecular e à farmacologia

• Os receptores muscarínicos e nicotínicos são encontrados tanto na região pré-sináptica

quanto na pós-sináptica e agem regulando a liberação do transmissor

• Os receptores muscarínicos estão acoplados à proteína G e produzem:

– Ativação da fosfolipase C (e, consequentemente, a formação de trifosfato de inositol e

diacilglicerol como segundos mensageiros)

– Inibição da adenilil ciclase

– Ativação dos canais de potássio e/ou inibição dos canais de cálcio

• Os receptores muscarínicos medeiam os efeitos da acetilcolina nas sinapses pós-

ganglionares parassimpáticas (principalmente no coração, nos músculos lisos e nas

glândulas) e contribuem para a estimulação ganglionar. São encontrados em muitas

partes do SNC

• Há três tipos principais de receptores muscarínicos:

– Receptores M1 (“neuronais”), que produzem a excitação lenta dos gânglios. São

bloqueados de modo seletivo pela pirenzepina

– Receptores M2 (“cardíacos”), que provocam a diminuição da frequência cardíaca e da

força de contração (principalmente dos átrios). São bloqueados de modo seletivo

pela galamina. Os receptores M 2 também medeiam a inibição pré-sináptica

– Receptores M3 (“glandulares”), que são responsáveis por fenômenos como secreção,

contração dos músculos lisos das vísceras e relaxamento vascular. A cevimelina é