Rang e Dale: Farmacologia
Asma aguda grave (estado de mal asmático)
Fármacos antiasmáticos: glicocorticoides
Glicocorticoides (para detalhes, ver Capítulo 34)
• Reduzem o componente in amatório na asma crônica e são salvadores no estado de mal
asmático (asma grave aguda)
• Não impedem a resposta imediata ao alergênio ou a outros estímulos
• O mecanismo de ação envolve diminuição da formação de citocinas, particularmente as
geradas por linfócitos Th2, diminuição da ativação dos eosinó los e outras células
in amatórias
• São administrados por inalação (p. ex., beclometasona); os efeitos indesejáveis
sistêmicos são incomuns em doses moderadas, mas podem ocorrer candidíase oral e
problemas de voz. Podem ocorrer efeitos sistêmicos com altas doses, mas são menos
prováveis com a mometasona em razão de seu metabolismo pré-sistêmico. Na asma em
deterioração, administra-se também um glicocorticoide oral (p. ex., prednisolona) ou
hidrocortisona intravenosa.
ASMA AGUDA GRAVE (ESTADO DE MAL ASMÁTICO)
A asma aguda grave é uma emergência médica que exige hospitalização. O
tratamento inclui oxigênio (em alta concentração, geralmente 60% ou
mais), inalação de salbutamol nebulizado com ipratrópio e hidrocortisona
intravenosa seguida por um ciclo de prednisolona oral. Medidas adicionais
ocasionalmente usadas incluem salbutamol ou aminofilina IV, magnésio
intravenoso (considerado como tendo efeitos broncodilatadores) e
antimicrobianos (se estiver presente infecção bacteriana). O monitoramento
é por PFER ou VEF1 e por gasometria arterial e determinação da saturação de oxigênio.