Rang e Dale: Farmacologia

Humphrey P. Rang · Capítulo 348 de 751

Páginas do PDF

Rang e Dale: Farmacologia

Asma aguda grave (estado de mal asmático)

Fármacos antiasmáticos: glicocorticoides

 

Glicocorticoides (para detalhes, ver Capítulo 34)

• Reduzem o componente in amatório na asma crônica e são salvadores no estado de mal

asmático (asma grave aguda)

• Não impedem a resposta imediata ao alergênio ou a outros estímulos

• O mecanismo de ação envolve diminuição da formação de citocinas, particularmente as

geradas por linfócitos Th2, diminuição da ativação dos eosinó los e outras células

in amatórias

• São administrados por inalação (p. ex., beclometasona); os efeitos indesejáveis

sistêmicos são incomuns em doses moderadas, mas podem ocorrer candidíase oral e

problemas de voz. Podem ocorrer efeitos sistêmicos com altas doses, mas são menos

prováveis com a mometasona em razão de seu metabolismo pré-sistêmico. Na asma em

deterioração, administra-se também um glicocorticoide oral (p. ex., prednisolona) ou

hidrocortisona intravenosa.

 

ASMA AGUDA GRAVE (ESTADO DE MAL ASMÁTICO)

A asma aguda grave é uma emergência médica que exige hospitalização. O

tratamento inclui oxigênio (em alta concentração, geralmente 60% ou

mais), inalação de salbutamol nebulizado com ipratrópio e hidrocortisona

intravenosa seguida por um ciclo de prednisolona oral. Medidas adicionais

ocasionalmente usadas incluem salbutamol ou aminofilina IV, magnésio

intravenoso (considerado como tendo efeitos broncodilatadores) e

antimicrobianos (se estiver presente infecção bacteriana). O monitoramento

é por PFER ou VEF1 e por gasometria arterial e determinação da saturação de oxigênio.